Love Radha Krishna

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quinta-feira, 1 de outubro de 2015

Música - Hoje e há trinta anos atrás.......



Rock in Rio. Em primeiro lugar o nome do festival é ótimo, mas não corresponde a realidade. Deveria ser Music in Rio, Rio Music Festival, ou qualquer coisa que não tenha a palavra rock,  porém Rock in Rio virou uma marca forte, mas outro nome poderia assim abranger os diversos gêneros musicais que nele desfilam. Definitivamente, Brittney Spears, Rhianna, Ivan Lins, Kate Perry e outros não passam nem perto do rock ou jazz. Dito isto vamos aos fatos. 
Para comemorar essa data histórica eu tentaria trazer as bandas e artistas que ainda estão na ativa que se apresentaram no primeiro e melhor Rock in Rio da história. Pensei em rever trinta anos depois  Whitesnake, Ozzy, AC DC, Yes, Iron Maiden, George Benson, Queen, Rod Stewart, James Taylor e outros menos cotados em meu gosto musical? Seria o máximo e ao menos Rod Stewart e Queen (muito do pastiche) fizeram este papel.
Dá para sentir o tipo de som que ouço. Fora e dentro do demais do rocks in Rio  sou de uma geração que  ainda assistiu concertos de Page & Plant, Robert Plant, Marillion, Kiss, The Police, Jeff Beck, Camel, Solaris, Minimum Vital, Banco, Paco de Lucia, Miles Davis, Van Halen , Rush, Paul MacCartney, Rick Wakeman, Le Orme, The Flower Kings , Anekkdoten, Pair Lind, Emerson, Lake and Powell, Gandalf, Nazareth, Uriah Heep, Deep Purple, Lynyrd Skynyrd, Kansas, Nirvana, Bob Dylan, Eric Clapton, Chet Baker, John Mayall, Aerosmith, Glenn Hughes, Tony Martin, Black Sabbath, Joe Lynn Turner, Hermeto Paschoal, O Terço, 14 Bis, Chico Buarque, Toquinho & Vinicius, Nara, João Gilberto, MPB4, Beto Guedes, Lô Borges,  Tom Jobim,  Queensryche, Guns & Roses, Caetano, Gal,  Sting,  U2, Simply Red, Tina Turner, Milton Nascimento, Gil, Ten Years After, Jann Akkerman, Leslie West, Wishbone Ash, Supertramp, Scorpions, Creedance Clearwater,   Art Blakey, Gov´t Mule, Paul Rodgers, Phillip Glass, Keith Jarret, Egberto Gismonti, Pepeu Gomes,   Roger Hodgson,  Neil Young, Motorhead, Peter Frampton,  Bruce Dickinson,  Shelter, Santana, Serguei,  Bud Guy,  Joe Cocker,  Halford, Judas Priest, Megadeath, Ian Gillan, Asia, The Cult, Stanley Jordan, The Doors of 21th Century, B.B. King,  Fish,  Alice in Chains, Soundgarden, Bacamarte, Kaizen, Violeta de Outono, Quaterna Réquiem, Sagrado Coração da Terra, Silverchair, Jack Johnson, Roger Waters, vários G3 com Joe Satriani, Steve Vai e John Petrucci ou Robert Fripp ou Steve Morse, Red Hot Chilli Peppers, Yngwie Malmsteen, John Lawton, John McLaughin, Faith no More, Quiet Riot, Jeff Scott Soto, Metallica The Rolling Stones e por aí caminhei com muito Circo Voador, Fundição Progresso e Teatros da Galeria , Ipanema e outros com Celso Blues Boy, Robertinho do Recife, Sangue da Cidade, Dorsal Atlântica, Barão Vermelho e afins; fora a Portela.
Somando, vertentes do Rock (folk, hard & heavy, pitadas de pop e progressivo), Jazz com a Bossa Nova, já dá para delinear o tipo de som que gosto e aí está o problema. De fato estacionei nos anos 70 com pontuais  e muito esporádicas olhadas nos anos 80 e de lá para cá , se tem algo de realmente bom para meus ouvidos, confesso que desconheço. Ao menos consigo escutar quando estou de bom humor o Within Temptation e olhe lá.......
Até que fizeram um concerto tributo ao rock-brasil com bandas e artistas que estiveram no primeiro Rock in Rio e foi  legal. Mas as atrações internacionais foram abaixo do sofrível,  uma banda que não sei o nome e faz muito sucesso, outra chamada The  Script e o Queen fecharam a primeira noite do Festival. Aí está o problema , a última grande atração e novidade internacional que pelo palco Sunset passou foi Joss Stone, de resto nada de bom, muito menos no palco Mundo
Aí está meu problema , parei em definitivo nos anos 60 e 70 , O que houve de bom nos 80 era cópia ou deterioração das décadas anteriores e dos 90 em diante uma aridez musical de dar pena e dor nos ouvidos.
E olha que nesse 30 anos de festival ainda trouxeram o Queen com um cantor - Adam Lambert-  metido a Elvis que não tem o menor carisma e foi segundo lugar num The Voice da vida, Quando o Queen retornou com o ótimo Paul Rodgers (ex Free, Bad Company, The Firm e com brilhante carreira solo) pensei em um tributo e revival do Queen e só isso, mas pelo jeito me enganei e Rodgers também. O baterista Roger Taylor , agora ajudado por seu filho Rufus e o guitarrista Brian May dão pistas que querem levar o Queen adiante...... Mau negócio, a obra do Queen já está perpetuada por si só e viver de tributos a si mesmo é um final de carreira dos mais miseráveis que se possa ter, mas o público adora!!!!
Esse Rock in Rio 30 anos foi marcado pelos tributos e o realizado para Cássia Eller foi muito melhor do que o do Queen. Estiveram nesse concerto músicos importantes para Cássia como o guitarrista Walter Villaça, a percussionista Lan Lan, o prabhu Nando Reis, intérpretes como Zélia Duncan e Martnália e muitos seios de fora como a própria Cássia fez quando se apresentou num destes Rock in Rio. Foi legal, os seios e o concerto.
Trouxeram Elton John que é um chato de galochas e sua única coisa boa foi seu primeiro álbum, introspectivo, melodicamente bonito e triste. Depois ele poderia virar mesmo o Rockett Man e se mandar no universo.
Rod Stewart que esteve no primeiro Rock in Rio não é mais o mesmo e nem poderia ser, mas deu conta do recado e ainda sou da opinião que o melhor de Rod está no Jeff Beck Group e no The Faces  com Ron Wood. Ainda assim Rod não vive de tributos a si mesmo.
Teve o Metallica que por preguiça ou achar que descobriu a fórmula mágica está desde 2011 fazendo o mesmo show, com as mesmas músicas, basta conferir no repositório Youtube, as apresentações da banda em 2011 e 2013, Iguais ao atual. Ao menos Lars Ulrich aprendeu a tocar bateria em Speed Metal sem sair do ritmo. Logo o fundador da banda que esteve para ser demitido por não ser um bom músico... Ao menos isso e o Metallica aprendeu a deitar na cama confortável da fama e grana fácil. Quem nunca viu  é uma boa oportunidade de ver as melhores músicas da banda, quem já viu, ou tem baixado os shows de 2011 e 2013 viu  pela tv, que nem eu. Desta vez eles se apresentaram com muito laser e público por trás do palco, para dar uma mudada, mas o repertório era o mesmo, também pudera com 34 anos de estrada e cheios de clássicos ficaram presos a seus hinos e reféns de seu sucesso. Suas companhias metais deste festival ficaram entre o céu e o inferno, muito mais para o inferno, Ministry, Korn e Gojira são puro barulho, o que me chamou atenção foi a dupla britânica Royal Blood com seu baixo distorcido e bateria fazendo um som com pegada hard-blues, mais a minha praia. Legal no palco Sunset foi a banda brasileira Angra se encontrando com Deee Snider e Doro Pesch ainda gata e em forma.
Curioso foi ver o Motley Crue em sua turnê de despedida, Banda do Hair ou Glam Metal dos anos 80  que eu jurava que não passaria do quarto ou quinto álbum, mas foi longe até demais. Shout at the Devil seu segundo disco é longe o único trabalho digno de metal. A barriga do decadente vocalista Vince Neil deixa a minha com pura inveja. Bacana foi o baixista Nicki Sixx (com dois "x" mesmo|) presentear um fã paraguaio com seu instrumento depois do show,
O terceiro dia teve o mega chato Elton John, Seal que na primeira vez que se apresentou no Brasil protagonizou o maior tombo da musica ao entrar em palco , mas ele continua mandando bem em sua proposta, Paralamas do Sucesso, reminiscente da primeira edição do festival e Rod Stewart outro do primeiro festival e sempre garantia de boa música, mesmo muito longe da sonoridade do Jeff Beck Group e The Faces. O naipe de violinistas femininas em Do Ya Think I´m Sexy?; foi impactante!
No palco Sunset o grande encontro foi realizado a partir do guitarrista Pedro que uniu em concerto seu pai Pepeu Gomes e a cantora Baby (Consuelo) do Brasil, sua mãe.
Em síntese, assim foi o primeiro fim de semana do Rock in Rio 2015, meio sem sal, mas deu para o gasto.
Antes de falar sobre o segundo fim de semana devo salientar que mesmo não sendo exatamente rock os outros palcos alternativos tiveram atrações que podem muito bem terem sido mais interessantes como Marcos valle e Bossacucanova, Sergio Mendes, Al Jarraeu (outro do primeiro Rock in Rio), Suricato e Alice Caymmi & Eumir Deodato por exemplo. A segunda etapa do Rock in Rio 2015 foi bem barulhenta em síntese, Deftones, CPM 22, os chatíssimos guturais e barulho sem atrativo algum do Lamb of God e  Halestorm que ao menos tem uma guitarrista lindona. Os não menos desinteressantes do System of a Down e Queens of Stone Age, ambos tem uma legião de fãs por aqui, eu, repito, parei nos anos 70;  e os Hollywoods Vampires , uma pitoresca banda que reúne o ator Johnny Depp na guitarra (que doou centenas de aparelhos para surdez), Joe Perry do Aerosmith na outra guitarra, Matt Sorum (ex The Cult e ex Guns & Roses na bateria) e o vocalista Alice Cooper. Uma mistura de caça níqueis com diversão para quem está no palco. Perry é soberbo no Aerosmith e  Cooper  gravou memoráveis álbuns nos anos 70 e 80 assim como o Aerosmith. Ressalto que os álbuns deles da década de 70 são melhores. Taí, não são em termos de nomes nenhuma novidade, mas um conjunto legal de figuras consagradas e tocando covers por pura diversão, valeu ter visto.
No dia 25 para ser sintético tivemos no palco Mundo o Slipknot, um verdadeiro culto ao inferno, mau gosto nas máscaras, e som digno de demoníacos abomináveis, coisa do mal mesmo. uma aberrração (sem mais comentários). Outra chatice foi o ilustre desconhecido Mastodon que teria salvação se tivesse um nome mais criativo, menos peso em seus temas e abandonassem os vocais guturais, porque eles sabem cantar quando querem. De la Tierra abrindo os trabalhos com seu som misturando rock pesado e música latina  e o ótimo Faith no More, um dos poucos pontos altos do Festival. Metal vestido de branco da cabeça aos pés com muitas flores e guias de religiões afro-brasileiras que eles curtem e seguem.. No Palco Sunset, bem melhor ter assistido o genial Steve Vai, outro raro ponto alto do festival tocando com a Camerata Florianópolis e até mesmo o Nigthwish que considero um saco, mas reconheço seu valor.
Um sábado horrível com Lulu Santos (o melhor), Sheppard, as piadas Sam Smith e Rhiannna. Melhorzinho o palco Sunset com Carlinhos Brown & Sergio Mendes e Erasmo Carlos & Ultraje a Rigor.
Ultrajante mesmo foi o anticlímax do último dia do festival com o mau gosto do A-Ha, Kate Perry e Aluna George no palco Mundo, Cidade negra foi disparado o melhor e no palco Sunset uma homenagem insossa ao Rio de Janeiro e a novidade brasileira Suricato com sonoridade setentista e um  convidado para salvar o encerramento de um dos piores Rock in Rio que já fizeram.
No meio disso tudo ainda teve um tal de Clássicos do Terror!!!!! E precisava ou teve sertanejo no meio desse balaio de gatos? Funk carioca, outra monstruosidade com certeza teve.... Cartas para a redação......
Se houve alguma grata surpresa , além do Royal Blood,  para meus ouvidos setentistas, confesso que não ouvi, nem vi, mas com certeza chegará ao meu conhecimento. O fato é que duvido muito, estou velho ou realmente o som de agora não foi feito para dinossauros como eu. Ambas opções estão corretas.
De qualquer forma, não que tenha sido totalmente ruim (talvez tenha sido um pouco pior que isso com raras e conhecidas exceções, fora o Royal Blood, Steve Vai, vampiros hollywoodianos, Faith no More e Suricato),  mas não se fazem mais festivais como as primeiras edições do Rock in Rio  Por quê não chamaram o Whitesmake que acabou de lançar o excelente The Purple Album só com músicas feitas quando o vocalista David Coverdale era do  Deep Purple fase Burn, Stormbringer e Come Taste the Band? Por quê não trouxeram o AC DC que provavelmente está se despedindo dos palcos com o petardo Rock or Burst?
 E nem uma bandinha  só de rock progressivo, qualquer uma traria um pouco mais de criatividade ao festival, até mesmo do neo-progressivo que nem sempre é dos melhores do gênero, mas nesse Rock in Rio seria catapultada ao estrelato..... Jazz então nem pensar, Rock in Rio aqui Jazz! Pouca coisa se salvou para uma mega estrutura, grana alta para muito pouco que preste, que desperdício......
Deixo um pouco do primeiro Rock in Rio nas postagens abaixo, o lendário festival do verão de 1985, Divirtam-se e comparem as Kate Perry, Rhianna, A-Ha e metais que não sabem tocar muito menos cantar, só berram,  como os atuais.
Aliás, abreviando as iniciais de Rock in Rio temos a palavra RIR,  e foi uma tragicomédia essa comemoração dos 30 anos de Rock in Rio.











Depois desses vídeos fantásticos deixo uma seleção fictícia de noites que poderiam terem sido memoráveis se bem organizadas com muita antecedência para conciliar com a agenda dos artistas e teríamos um Rock in Rio 30 anos de babar...... Faça você também a sua composição de seu festival ideal.
1- Noite de Jazz - George Benson, Keith Jarret, Egberto Gismonti, Hermeto Paschoal, Wayne Shorter, Billy Frisell, Jeff Beck e John McLaughin.
2 - Noite Pop - Queen, Rod Stewart, Seal, Shakira, Joss Stone, Supertramp, Santana e  Paul McCartney
3 - Noite Progressiva - Pendragon, Renaissance, Marillion, Focus, Yes (homenagem ao recém falecido  baixista Chris Squire) e David Gilmour
4- Noite pesada 1- Royal Blood, Doro Pesch, Udo, Linkin Park, Steve Vai, Faith no More, Joe Bonamassa, Aerosmith,  NightWish e Within Temptation
5 - Noite Pesada 2 - Hollywood Vampires, Ted Nugent, Metallica, AC DC, Whitesnake, Black Sabbath, Iron Maiden, Uriah Heep, Journey e Lynyrd Skynyrd.
6 - Noite Folk and Hard - Crosby, Stills and Nash (& Young), Bob Dylan, Joan Baez, Tracy Chapman, James Taylor,  Bruce Springsteen, Paul Simon (ou Simon and Garfunkel) e Robert Plant
7 - Noite de encerramento - Bud Guy,  Eric Clapton, Deep Purple e Rolling Stones
As atrações nacionais desse ano seriam mantidas todas.

Seria o máximo, uma sugestão é claro, sete datas beirando a perfeição e com tanto patrocinador não seria inviável o cachê de todos eles. Mas preferem nos empurrar o que vende, toca na ditadura das FMs e o lixo da gringalhada!!!
Lastimável!!!!

Música - John McLaughin lança seu novo trabalho, Black Light




O álbum apresenta oito composições originais de McLaughlin, incluindo uma sentida homenagem àao violonista espanhol Paco De Lucia, parceiro e amigo que faleceu o ano passado. McLaughlin tinha a intenção de compor material novo com o guitarrista pouco antes da sua morte prematura em 25 de Fevereiro de 2014. A homenagem a De Lucía é intitulada de “El Hombre Que Sabia”, com John na guitarra acústica.
Para o álbum, o guitarrista do Jazz é apoiado pela banda 4th Dimension, constituída pelo multi-instrumentista Gary Husband (teclados e bateria), Etienne Mbappé (baixo) e Ranjit Barot (bateria). John McLaughlin confessa que são os seus «três músicos favoritos.»
Após o lançamento internacional do novo álbum, McLaughlin e o 4th Dimension vão partir numa tour mundial, continuando a explorar e a elaborar em cima do material do registo.
Estamos esperando aqui no Brasil, mestre!!!!!

Elaboramos um vídeo com três temas do álbum Black Light, são eles Here Comes the jiis, El Hombre que sabia; e Kiki. Apreciem!


O que é a vida ? - Com Giridhari Das


Voc^pensa sobre a vida? O que é a vida para você? Comer, reproduzir, ter um bom emprego, segurança e conforto material? Essa e outras pergunats do gênero são muito frequentes, mas no vídeo abaixo, Giridhari Das esclarece o que é a vida.




O que é o amor? Reflexão de Lokasaksi Dasa

 O ato de falar eu te amo se tornou tão banalizado atualmente,  assim como dizer eu amo minha familia, meu time de futebol e por aí vai, tudo ficou com o mesmo valor, nivelado por baixo.
No vídeo abaixo, Lokasaksi Prabhu discorre sobre o que é o amor. Assistam e reflitam.




Memórias: Quando pensei em virar uma asa delta humana ou um Ícaro moderno



Essa nunca publiquei e lembrei-me agora. Éramos adolescentes quase com 18 anos e as noites de sábados as mais esperadas durante a semana. Num desses sábados de verão desci pensado que íamos entrar gratuitamente na danceteria do Clube Monte Líbano, mas os planos da turma era ir para o morro da Urca, o mais baixo do que chamamos Pão de Açúcar.
Até aí tudo bem, mas duas coisas logo me vieram a cabeça, quem tocaria no Morro da Urca, na chamada noites Cariocas e como iríamos até lá? Eu estava com dinheiro suficiente para ir e voltar ae ainda pegar o bondinho que leva ao morro mas e o resto da galera? Não queria bancar o esnobe . Decidimos ir a pé uns dois ou três quilômetros no máximo e subir o morro da Urca também a pê para não pagar entrada pegando uma trilha que se inicia ao longo de outra trilha  chamada Cláudio Coutinho. Tudo pensei eu, mas estava de calça branca e a segunda parte da caminhada, uma mini escalada na verdade o que iria sujar minha calça mesmo com todos os cuidados. Entretanto a decisão estava tomada e lá fomos nós. A primeira caminhada era pura especulação de quem iria tocar aquela noite, alguma atração do rock Brasil e torcia para que fosse alguma outra coisa de MPB que as vezes acontecia ou no mínimo o Bãrão Vermelho, Celso Blues Boy ou Blues Etílicos. De qualquer forma tinha o telão salvador onde se projetavam clips de hard e heavy metal. 
Vencida a primeira etapa, logo percebemos que a trilha Cláudio Coutinho estava sem vigilância alguma e fomos ainda mais confiantes. Partimos para a escalada final e logo notei que seria o mais prejudicado pois havia chovido na noite anterior e o solo estava lamacento e a vegetação ainda molhada. 
Chegamos ao topo do morro da Urca e nos dividimos em grupos para ir aos poucos entrando e não dar bandeira pra os seguranças. De cara fui o o mais zoado porque minha calça estava imunda, o que denunciava o esquema de penetra na festa. Corri para o banheiro e me molhei todo para tirar ou espalhar ainda mais o excesso de sujeira e ainda me joguei no chão pelo caminho na frente de todos para simulando um tombaço, justificar a sujeira e alguns ralados nos cotovelos e mãos. já estava começando a me arrepender.
Todos reunidos e descobrimos que a atração musical da noite seria uma cantora carioca de soul music que por sinal eu não gosto .Arrependimento total, fui  até a beirada do muro do morro e contemplei seriamente a ideia do suicídio. Um queda livre  até os condomínios ou ter o corpo inerte preso na vegetação de mata atlântica. Pensei no telão e fui momentaneamente demovido da ideia de uma vida abreviada. Fui para a sala de projeções e o telão não estava ainda funcionando, mas em meia hora mais ou menos, o equipamento deu sinal de vida e o primeiro clip exibido foi Flight of Icarus do Iran Maiden, revigorante mas o quase Ícaro ficou a noite toda pensando nesse personagem do panteão mitológico grego e sua quase reencarnação em minha pessoa naquela noite e por motivos diferentes dos originais, nada como o passar do tempos. 
Em tempo , lá pelas tantas a reflexão foi aumentada pela repetição de Flight of Icarus e Modern Times do Jefferson Starship  e find your Way Back  (ache seu caminho de volta) também do Jefferson. Tratei de seguir o conselho da banda e fui para casa A noite estava parcialmente nublada..




O que é disciplina e o equilíbrio? Com Radha Syamasundara


O que é disciplina? O que é necessário para ser uma pessoa disciplinada? O que se obtém em ser disciplinado? Assista o vídeo com a mataji Radha Syamasundara. Imperdível.





A  mesma mataji fala no vídeo abaixo sobre o equilíbrio, como alcanca-ô.





Música: Pink Floyd, a excelência do Rock Progressivo



Falar de Pink Floyd é falar do rock progressivo e sua evolução ao longo dos anos.
Inicialmente uma banda de jazz com inúmeras formações e nomes como Architetual Abdabs e Tea Set, a banda se firmou em torno de Syd Barrett, vocias e guitarras, Roger Waters, baixo e vocais, Nick Mason, bateria e Richard Wright, teclados e vocais. Foi de Barrett a ideia do nome do grupo, utilizando a junção de dois nomes de mestres do blues, Pink Anderson e Floyd Council.
O Floyd iniciou sua carreia no circuito universitário e rádios alternativas, seus shows tinham projeção de slides líquidos e muito LSD , droga da moda que acabou detonando com Syd Barrett (ele foi diagnosticado posterior,emte como esquizofrênico) que participa apenas de primeiro disco da banda e contribui muito pouco para o segundo, fase em que o Floyd estava desenvolvendo seu som e tinha muitos elementos psicodélicos misturados no então nascente rock progressivo.
Por  um curto perído de tempo o Floyd foi um quinteto , com a entrada de David Gilmour na guitarra uma vez que em palco Syd já não funcionava mais. Logo depois desse período Syd abandona o grupo do qual fora o mentor inicial. São dessa fase psicodélica com e sem Syud Barrett os álbuns:






O som da banda foi evoluindo para longos temas e discos conceituais com um tema central alé, de muitas trilhas sonoras. Meddle e Atom Heart Mother delinearam o som da banda para o futuro.











Em 1971 o grande sucesso e um dos álbuns mais vendidos na história de todos os tempos, até hoje na lista dos dez mais procurados, Dark Side of  the Moon, feito em homenagem a Barrett que tentava com ajuda de seus amigos emplacar uma carreira solo.








No rastro do sucesso do Dark Side of the Moon vieram os albuns Wishe You Were Here (outra homenagem para Syd Barrett), a metáfora social de Animals e a autobiografia de Roger Waters  em The Wall que virou filme de Allan Parker e espetáculo musical primeiramente da própria banda e depois da carreira solo de Waters onde ele narra sua infância do pós-guerra, as dificuldades em ser um rockstar e duras críticas ao sistema de ensno britânico.
The Final Cut não passa de uma mera continuação do delírio de Waters e após esse álbum que seria o último com ele, a banda se separa por um tempo.











Depois de brigas judiciais pelo uso do nome Pink Floyd, Gilmour, Mason e Wright conseguiram ganhar a causa e o Floyd retorna com músicos convidados como Tony Levin para o baixo e outros para o apoio e lançam A Delicated Sound of Thunder, The Division Bell, os ao vivo A  Momentary Lapse of  Reason e Pulse para se separarem novamente com esporádicas aparições em concertos beneficentes , inclusive com a participação de Roger Waters.
















As carreiras solos prosseguiam com encontros como o de daviod Gilmour em seus concertos acústicos com o já doente Richard Wright , mas foi o fundador Syd Barrett o primeiro a falecer em junho de 2006 em decorrêrncia de diabetes. Dois anos deposi o cancêr vencia Richard Wright e só em 2014/15 David Gilmour lançaou o último álbum oficial de estúdio da banda - The Endless River -  para depois encerrar em definitivo as atividadews do Pink Floyd.


 




Outros álbuns do Floyd, Trilhas , coletâneas e Bootlegs









































Carreiras solo

Syd  Barrett

A carreira solo do doidão idealizador do PinkFloyd foi quase inexpressiva e totalmente apoiada pelos parceiros de banda nas gravações de estúdio. Porém quem pensa que seus álbuns são coisas de maluco se engana. Sua pouca discografia inclui clássicos como Barret, Opel e The Madcap Laughs. Barrett se dedicou também a pintura e a fotografia.



















Richard Wright

Três álbuns para a posteridade deixou o falecido tecladista Richard Wright com destaqie para Wet Dreans e Broken China.













Nick Mason

Supe baterista Nick Mason é, porém seus dois trabalhos solo são totalmente inexpressivos, apenas itens de colecionadores fanáticos.






Roger Waters

O único Floyd se apresentar no Brasil, o baixista Roger Waters transita entre os sons vindos do corpo, os prós e contras de pegar carona e regravações de The Wall. Uma excelente carreira solo.




 















David Gilmour

Em minha opinião, a melhor carreira solo do Floyd vem do guitarrista David Gilmour, Não em altos e baixos, somente trabalhos de elevado nível técnico, conceitual e estético.