Love Radha Krishna

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segunda-feira, 7 de setembro de 2015

Vida Vaishnava - A potência dos Santos Nomes e uma humilde prece.



ॐ हरे कृष्ण ✭ हरे कृष्ण ✭ कृष्णा कृष्णा ✭ हरे हरे ✭ हरे राम ✭ हरे राम ✭ राम राम ✭ हरे हरे
Hare Krishna Hare Krishna Krishna Krishna Hare Hare \o/ Hare Rama Hare Rama Rama Rama Hare Hare, Hari bol, ..


Os Santos Nomes de Krsna possuem a potencia necessária para  conceder-nos o que há de mais valioso ,o amor puro por Krsna e o fruto do cantar inofensivo do Santo Nome de Krsna não é tão fácil de ser obtido, pois requer de nossa parte pureza de propósito e intensidade de desejo para adquiri-lo.
Algumas pessoas quando vão a praia pegam um baldinho e se molham aos poucos de baixo de seu guarda sol , outras se banham na beirinha do mar e os mais audaciosos entram na agua do mar e desfrutam alegremente.Cada um deles desfrutam de acordo com as suas condições pessoais. Similarmente ,alguns despejam em seus corações apenas algumas gotas da misericórdia do Senhor. Já outros se banham na beirada deste oceano da misericórdia e os que estão realmente interessados em saborear o néctar de se banhar dentro deste oceano, entram nele e experimentam a plena satisfação de desfrutar alegremente com o Senhor .
Nossa mente deve emergir nos passatempos de Krsna e de Seus devotos puros . As nossas palavras deverão expressar o quanto desejamos servir ao Guru e a Krsna e as nossas ações deverão estar em harmonia com as ordens do Guru (Prabhupada) e de Krsna .
Quem nao consegue prestar o devido respeito aos demais e principalmente aos Vaishnavas é considerado arrogante e isto é o oposto do nosso objetivo que é nos tornarmos mais humildes que uma folha de grama  constantemente pisada mas nunca regada . Portanto,  para nos tornarmos humildes é essencial que intensifiquemos nosso sadhana bhajana, cantando Hare Krsna, servindo ao mestre espiritual e respeitando todos os vaishnavas de forma apropriada . Um sintoma do mau caráter de alguém é a falta de respeito pelos demais .Isto estamos presenciando dia após dia no cenário político deste pais e nas relações humanas entre as pessoas e eu não consigo permanecer sem fazer nada ,diante de tanta injustiça .
Não sei se estou vivo ou se estou morto, para mim as duas hipóteses  são válidas.Quando estou em companhia dos devotos me sinto vivo ,alegre ,feliz,mas quando estou em companhia dos não-religiosos (de qualquer expressão religiosa sincera) ,me sinto morto ,triste ,infeliz .Agora eu intendo quando Srila Prabhupada dizia : Todas as glorias aos devotos reunidos.
A morte espiritual, não deve acontecer, quanto ao corpo é temporário e não devemos fazer arranjos para mante-lo esse saco de excremento, composto de elementos materiais, criado pelo nosso próprio desejo de fazer Sankirthana, pra gloria e honra de Sria Prabhupada ki jaya, haribol.....
Kali Yuga, a era da hipocrisia ,da falsidade, da mentira e da discórdia .É uma era em que ninguém confia em ninguém, pois não há sinceridade nem amizade verdadeira;  a meta é o desfrute grosseiro dos sentidos e o destino é uma morte cruel. Mas,  apesar deste cenário caótico há uma esperança que veio direto de Goloka Vrndavana, esta esperança chama -se Sri Harinama sankirtana ou seja , todos juntos cantarem em voz alta e com toda a devoção o santo nome do Senhor Krsna, desta maneira toda a falsidade ,hipocrisia e discórdia se evaporaria como se nunca tivesse existido .

Oh Sri Nrsimha Deva ,por favor seja misericordioso para comigo, de ouvidos a minha prece ,eu preciso me render a Seus Pés, louva -Lo ,servi -Lo. Não suporto mais a aflição em que me encontro ,O Senhor e a minha Deidade adorável,isto meu mestre me revelou .Portanto Senhor, recorro a Ti e lhe suplico : De -me devoção pura com a qual todo e qualquer serviço que eu fizer poderá lhe satisfazer .Caído a Teu Pés eu estou, por favor me ajude, esta é a oração deste Teu servo .

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Vida e Teologia Vaishnava: Setembro, o aparecimento (nascimento) de Sri Krishna


Aniversário de nascimento de KRISHNA.

Milhões de vaishnavas celebram o no dia 05 de setembro de 2015, a festa do nascimento de sua principal divindade, o Avatar KRISHNA, o OITAVO avatar de VISHNU.



O anúncio do nascimento de Krishna



A data do nascimento de KRISHNA é celebrada com orações e peregrinações principalmente na cidade de Mathura, no norte da Índia, onde a divindade supostamente nasceu como um homem, há cerca de 5.200 anos atrás.

Alexandre o Grande, o imperador e conquistador do mundo antigo, no século IV a.C. partindo desde à Grécia, conquistou o então mundo conhecido até chegar ao rio Indus e à ÍNDIA, onde ele e seus sábios gregos que o acompanhavam em suas conquistas, entram em contato com a cultura hindu, (em 327 a.C.) com a sua religião, filosofia e o seu panteão de deuses.

Foi a partir de então que a palavra grega Χριστός (Cristo-o Ungido) surge em grego, traduzindo e trazendo para o ocidente o conceito e o significado da palavra sânscrita KRISHNA, o ser humano ungido pela consciência e energia da própria divindade.



Milhões de vaishnavas celebram no dia 05 de setembro de 2015, a festa do nascimento de sua principal divindade, o Avatar KRISHNA, o OITAVO avatar de VISHNU, com orações e peregrinações principalmente na cidade de Mathura, no norte da Índia, onde a divindade supostamente nasceu, há cerca de 5.200 anos atrás.

A festa é conhecida como Janmashtami e relembra e comemora o nascimento de KRISHNA, um adorável brincalhão, amante da natureza, dos animais, um deus pastor, flautista e vaqueiro, há cerca de cinco mil (em torno de 3.100 a.C.) anos nessa cidade, situada cerca de 135 quilômetros ao sul da capital indiana, Delhi.

O festival é celebrado no oitavo dia (Ashtami) do Krishna Paksha (quinzena escura) do mês de Bhadrapada no calendário lunar indiano em agosto ou setembro, como em 2015; no entanto, em ambas as tradições, é o mesmo dia. Então, temos obras como Vishnudharmottara Purana que diz que o nascimento de Krishna é no mês Bhadrapada e o Skanda Purana afirmando que cai no mês de Shravana).

Milhares de pessoas se deslocam até o local todos os anos para participar das celebrações, que incluem orações e canções nos templos e banhos de imagens da divindade KRISHNA com mel, preparados lácteos e oferendas com ramalhetes de flores de todos os tipos (Bhakti).



KRISHNA é a figura central da filosofia vaishnava. Aparece em um amplo espectro de tradições religiosas, filosóficas e teológicas indiana, sendo retratado em várias perspectivas: como um deus do panteão hindu, como uma encarnação de VISHNU ou ainda como a forma original e suprema (da personalidade humana) de DEUS. KRISHNA é o oitavo AVATAR divino (do sânscrito Avatāra, que significa “descida”) uma encarnação humana e divina de VISHNU. Cerca de 800 milhões de hindus tem KRISHNA como sua principal deidade.

Embora haja diferenças nas concepções da identidade de KRISHNA e nos detalhes de sua biografia, alguns aspectos básicos são compartilhados por todas as tradições. Estes incluem um nascimento milagroso, uma infância e juventude pastoris, vivendo como um vaqueiro cuidando de vacas e bezerros na sua juventude, e a vida como um príncipe (ele era descendente de reis), como um amante, um guerreiro e um grande mestre espiritual.

A figura de KRISHNA, é fundamental no texto sagrado Bhagavad Gita, é um dos deuses mais populares do panteão indiano (para a maioria dos indianos é a personalidade divina encarnada), e é habitual encontrar nos templos da ÍNDIA sua figura tocando uma flauta ao lado de sua companheira (o seu complemento feminino de alma), Radharani, ou tendo uma vaca e/ou um touro ao seu lado, pois ele foi também um vaqueiro em sua juventude. O deus é considerado um avatar de Vishnu, que junto com Brahma e Shiva faz parte da trindade sagrada da religiosidade de cerca de 80% da população da Índia. 

 

Krishna (VISHNU) e Radharani (LAKSHMI)

As principais Escrituras da cultura védica, que narram a história da vida de KRISHNA são as escrituras sagradas reveladas tais como o Mahabharata (Bhagavad Gita), o Harivamsa, o Bhagavata Purana e o Vishnu Purana. A devoção e o culto a KRISHNA pode ser rastreado desde meados do século IV a.C.

Esta é a mesma época em que Alexandre o Grande, Imperador e conquistador do mundo antigo, partindo desde à Grécia, atravessa o rio Indus e chega à ÍNDIA, onde ele e seus sábios gregos que o acompanhavam em suas conquistas, (em 327 a.C.) tomam contato com a cultura védica, sua religião, filosofia e o seu panteão de deuses: foi a partir de então que a palavra Χριστός (Cristo) surge em grego, traduzindo para o ocidente o conceito e o significado da palavra sânscrita KRISHNA, o ser humano ungido pela consciência e energia da própria divindade.

A adoração a KRISHNA como svayam bhagavan, ou o Ser Supremo, surgiu na Idade Média, no contexto do movimento de bhakti (Bhakti=Devoção a KRISHNA). A partir do século X, KRISHNA se torna o assunto favorito em artes cênicas e se desenvolvem tradições regionais de devoção, como Jagannatha em Orissa, Vithoba em Maharashtra e Shrinathji no Rajastão. 

 Desde a década de 1960, a adoração a KRISHNA se espalha também no mundo ocidental, em grande parte devido ao trabalho missionário do seguidor de KRISHNA, A.C  Bhaktivedanta Swami Prabhupada e a organização criada por ele, nos Estados Unidos a pedido do próprio KRISHNA, a Sociedade Internacional para a Consciência de KRISHNA. Esse movimento angariou muitos adeptos e hoje é conhecido mundialmente como o movimento HARE KRISHNA.

De acordo com o Bhagavata Purana, Krishna nasceu sem uma união sexual, mas por meio da “transmissão (o poder da vontade) mental” yoguica da mente de seu pai Vasudeva no ventre de sua mãe Devaki. Baseado em dados das Escrituras e cálculos astrológicos, a data de nascimento de Krishna, conhecida como Janmastami, seria em agosto de 3.228 a.C.

KRISHNA pertencia ao clã Vrishni dos Yadavas, de Mathura, capital dos clãs de Vrishni, Andhaka e Bhoja. Foi o oitavo filho da princesa Devaki e seu marido Vasudeva. O rei Kamsa subiu ao trono após mandar prender o próprio pai, Ugrasena (rei da dinastia Bhoja). Kamsa é tido como um grande demônio, que pertencia à classe dos Kshatriyas, mas que, de algum modo, havia se desviado do Dharma universal (o Caminho da Evolução Espiritual).




No caminho que conduzia os noivos até a nova casa, o rei Kamsa escutou uma voz que dizia que o oitavo filho de Devaki iria levá-lo à morte. Imediatamente fez menção de matar Devaki, mas Vasudeva implorou pela vida da esposa, prometendo que cada filho que nascesse, seria levado à presença de Kamsa.

Receoso, mandou prender Vasudeva e a esposa no porão do castelo, sendo vigiados dia e noite por guardas. Cada filho do casal que nascia era morto por Kamsa, que mesmo sabendo que a profecia se cumpriria apenas no oitavo filho, não tinha piedade de nenhuma criança que nascia e matava a todos. Kamsa havia sido alertado por Narada Muni que em breve VISHNU nasceria na família de Vasudeva. Soube também, através deste sábio, que em uma encarnação anterior, Kamsa havia sido um demônio chamado Kalanemi que tinha sido morto por VISHNU.

Conta a tradição védica que Kamsa, temendo que VISHNU nascesse em qualquer uma das famílias do reino, mandou matar todos os meninos com até dois anos de idade, a fim de evitar o cumprimento da profecia (uma semelhança com a história do rei Herodes e os primogênitos em Israel). E foi então que o oitavo filho de Devaki nasceu – Bhagavan Sri KRISHNA.

O local do nascimento é conhecido atualmente como Krishnajanmabhoomi, onde um templo foi erguido em sua honra. Como a vida do pequeno Deus corria risco na prisão, ele foi retirado do local e entregue aos seus pais adotivos Yashoda e Nanda em Gokula. Durante a comemoração do aniversário do nascimento de KRISHNA, no festival de Janmashtami, pirâmides humanas também são feitas para que os fiéis consigam alcançar um pote cheio de coalhada (um dos alimentos preferidos do vegetariano KRISHNA quando criança) pendurado a vários metros do chão. 

 


TEMPLO DE Shri Krishna Janmbhoomi é um templo religioso localizado na populosa cidade de Mathura . Este templo é o berço e local de nascimento do venerado Deus Krishna . É uma cela de prisão pertencente ao rei Kamsa onde o Senhor Krishna nasceu a cerca de 5.100 anos atrás.

Quem forma a pirâmide divide entre si um prêmio em dinheiro; o pote é chamado de dahi-handi. As celebrações de Janmashtami terão seu ponto culminante à meia-noite e, pelo menos na capital da ÍNDIA, em Delhi, as autoridades ordenam um desdobramento da presença policial nas ruas por uma questão de precaução.

AS ONZE ENCARNAÇÕES DE VISHNU/KRISHNA

Na passagem das eras e do tempo, através dos séculos, muitos deuses têm sido identificados com VISHNU nas formas humanas e animal, na cultura hindu. Essas figuras não adquiriram o caráter de uma manifestação divina mas sim o de uma encarnação.




Reprodução artística das dez encarnações de Vishnu já acontecidas

Sempre que o mundo e a humanidade esteve em perigo devido às ameaças das forças do mal em sobrepujarem o Dharma, A LEI divina, os deuses, comandados por VISHNU descem do céus e se encarnam em alguma região da terra. São dez as principais encarnações (Avatares, as “descidas” da divindade em um ser humano) que aconteceram e que ainda estão acontecendo em períodos sucessivos.




MATSYA, o homem-peixe, teria sido a primeira (descida) encarnação. Matsya tem quatro braços e, como atributos, o disco, a maça, o bordão e a flor de lótus, assim como todos os outros Avatares.

Manu, o ancestral do gênero humano (e o criador deste), recebeu de um peixe a missão de construir um barco, pois um dilúvio deveria inundar a terra.

Quando isto se deu, a arca foi puxada por um grande peixe, levando dentro um casal de todas as espécies vivas (o Dilúvio bíblico de Noé). O peixe também salvou os Vedas das mãos do demônio Hayagriva.




Vishnu como KURMA (Direita), o homem tartaruga, é a segunda encarnação. Naqueles tempos, deuses e demônios viviam em constantes lutas e, em dado momento, os demônios tornaram-se tão fortes que os deuses se viram ameaçados de perder os seus poderes.

Foi então que Vishnu aconselhou-os a bater o oceano de leite até que ele virasse manteiga, de forma que o amrita (o néctar da imortalidade) ficasse acumulado na superfície, proporcionando aos deuses a invencibilidade.

A montanha Mandara foi usada como batedeira mas, antes que ela desaparecesse no leito do oceano solidificado, Vishnu transformou-se em tartaruga para que com seu casco pudesse suportar a montanha.




VARAHA, a terceira encarnação de Vishnu, é um homem com cabeça de um javali. Ás vezes, ele é retratado só como um animal. Segundo um dos mitos do Dilúvio, que é ao mesmo tempo, apenas a história de um novo ciclo da criação na superfície do planeta, um demônio raptou a deusa da terra, Prithivi, e escondeu-a no fundo do oceano.

Vishnu assumiu a forma de um javali gigante, mergulhou no oceano e lutou contra o demônio, derrotando-o.

Trouxe a deusa Prithivi (a terra) de volta para a superfície e ajudou-a a recuperar sua capacidade de abrigar todas as criaturas vivas, criando continentes e esculpindo montanhas, vales e planícies. De certa forma a história é uma alegoria do repovoamento do planeta depois de uma inundação.




NARASIMHA, foi a quarta encarnação de Vishnu, é metade homem e metade leão. Ele foi um ser muito próximo de Vishnu que o deixou enraivecido e, por isso, foi condenado a viver o resto de sua vida como um demônio. Brahma, entretanto, concedeu-lhe um benefício especial, ou seja, ele não seria ferido por qualquer arma, homem ou animal, durante o dia ou durante a noite, a céu aberto ou abrigado.

Narasimha se tornou tão cheio de si mesmo e vaidoso por isso que começou a dificultar as vidas dos próprios deuses. Vishnu então resolveu intervir. Na forma de um homem com cabeça de leão (nem animal, nem homem), escondeu-se atrás de um dos dois pilares à entrada da morada do demônio que se chamava de Hiranyakasipu (nome semelhante ao personagem bíblico Hiram que se associa à Salomão para a construção do primeiro Templo em Jerusalém e um “personagem” muito importante para a Maçonaria).

Então ele o agarrou ao crepúsculo (nem dia, nem noite) na soleira da casa (nem fora, nem dentro) e o estraçalhou com as suas garras (desarmado). Ninguém, por mais favorecido que seja pela divindade pode abusar desse favorecimento sem que venha a sofrer do acerto de contas: seja um homem, um deva espírito da natureza ou os próprios “deuses” criadores (Elohim).



VAMANA, a quinta encarnação, é a primeira manifestação que se apresenta completamente com forma humana, embora tenha sido como a de um anão (o anão sempre foi uma figura respeitada e de destaque na corte dos Faraós egípcios). O neto de Hiranyakaipu, Bali, apoderou-se dos três mundos e baniu os deuses do céu.

Estes pediram a ajuda de Vishnu que imaginou um plano. Aproximou-se do rei Bali disfarçado em um anão, solicitando ao mesmo que lhe cedesse um terreno, medindo apenas três de suas passadas, onde ele pudesse meditar. Bali concordou e, imediatamente, o anão transformou-se no gigante Trivikrama.

Em uma passada cercou o céu; na segunda, a terra, e, quando percebeu que a terceira iria cercar o interior da terra, Bali cedeu e pediu auxílio a Vishnu que o empurrou para lá, tornando-o rei dessas paragens recuperando os três mundos. Vamana é retratado com dois braços, carregando um guarda-sol e, por vezes, um jarro de água e/ou um livro. Seu cabelo é longo, geralmente preso no alto da cabeça, e suas vestimentas consistem de uma tanga ou de uma pele de antílope.



PARASHURAMA, ou seja, Rama com um machado, é a sexta encarnação. Dessa vez, Vishnu assume forma humana total. A história de Parashurama data da época do conflito prolongado existente entre as duas castas mais altas: a dos sacerdotes ou brâmanes e a dos guerreiros ou Kshatriyas {nota de Thoth: Um Kshatriya é um governante e/ou um guerreiro, um soldado. Quando KRISHNA desceu à terra foi como um guerreiro e governante desta casta, ele foi um Kshatriya.

Esta casta tem sido tradicionalmente classificada em segundo lugar entre as antigas e tradicionais quatro castas do sistema hindu, eram os membros da casta Kshatriya que detinham o poder político e de governantes há séculos na Índia.

Embora o sistema de castas ter sido drasticamente modificado através da atual legislação e da reforma social na Índia, não é incomum ver Kshatriyas em cargos públicos na Índia, uma vez que sempre estiveram associados com poder de governo e decisão política por tanto tempo.}

O sacerdote Jamadagnya tinha uma vaca que podia satisfazer todos os pedidos (representação do princípio divino feminino criador). O rei, que cobiçava o animal a qualquer preço, roubou-o. Como desforra, Parashurama, o filho do sacerdote, assassinou o rei que, por sua vez, foi vingado por seu filho, que matou o sacerdote.

O episódio resultou em uma terrível guerra entre Parashurama, o Brâmane, e os Kshatriyas a qual, após vinte e uma batalhas, culminou com a vitória de Parashurama. O jovem sacerdote é retratado com duas ou quatro mãos. Tem o cabelo preso como um asceta. Em uma das mãos sempre leva o machado de guerra e nas outras, quando possível, espada, arco e flechas (Fusão do sacerdote com o guerreiro/governante, dando origem a governantes e reis mais sábios).



RAMA e SITA, também conhecido por Ramachandra, é a sétima encarnação de Vishnu, Krishna. Retratado como um jovem rei com dois braços, levando sempre consigo arco e flechas, está frequentemente acompanhado da esposa, a bela Sita (uma encarnação da consorte de VISHNU, a deusa da abundância e prosperidade conhecida como LAKSHMI).

RAMA é o herói da obra épica Ramayana. Ele e Sita são vistos como símbolos da incorruptibilidade, da honestidade, da lealdade e da docilidade. Tornaram-se o tema de inúmeras peças, danças e, ultimamente, até de filmes e histórias em quadrinhos.

{Thoth: Ramayana=Caminhos de Rama, que narra fatos históricos antediluvianos, de um conflito entre o então reino de Bharata (antiga civilização onde hoje é a Índia) e o império de ATLÃNTIDA, já contaminado e dominado pelas forças das trevas, e vencido pelo poder espiritual de RAMA e seu povo}. 

 


Krishna, o “condutor” da quadriga de Arjuna (o seu principal discípulo), na Batalha de Kurukshetra.

Lord KRISHNA, é a oitava encarnação de Vishnu, é considerada como a mais importante, sendo adorada por milhões de pessoas como a de um deus por legítimo direito. Essa descida da própria divindade acontece em torno do ano 3.100 a.C., coincidindo com o início do CALENDARIO MAIA que finaliza em 21/12/2012, período que marca os últimos 5.125 anos do KALI YUGA, a idade do ferro, que se iniciou em 430 mil a.C.

O nome Krishna já era encontrado nos Upanishads. Mais tarde surgem no Mahabharata histórias detalhadas sobre o herói Krishna. Os Puranas, especialmente o Bhagavata Purana, contêm um relato exaustivo da vida de Krishna, dividido em inúmeros contos pitorescos que falam de sua força excepcional.

Krishna tornou-se um belo rapaz e, por algum tempo, dedicou-se, alegremente, aos folguedos com as pastoras gopis, meninas que tomavam conta das vacas. Nas noites de outono ele as encantava com sua flauta maravilhosa e dançava com elas ao luar. Radharani (LAKSHMI) é a mais importante das esposas de Krishna.

                     Krishna e Radharan


O amor entre eles e a devoção de Radharani, tornaram-se com o tempo uma alegoria para o amor entre o deus Krishna e seus seguidores.

Krishna e Radharani incorporam o princípio tântrico SAGRADO dos dois aspectos do divino (o masculino e o feminino) que, juntos formam o Uno SEM POLARIDADE, em absoluto equilibrio.

Além das ilustrações de Krishna como criança, o Deus é retratado de muitas outras maneiras. Sua pele, na maioria das vezes, é azul (símbolo da VONTADE e PODER).

Geralmente sua perna direita está cruzada diante da esquerda, com os dedos dos pés tocando o chão. Da mesma forma, há representações dele dançando sobre as muitas cabeças da serpente Kaliya (o mundo material ilusório) após tê-la derrotado. Em outra, ele monta sua ave Garuda. E as duas representações mais conhecidas são as de Krishna com Arjuna, o seu principal discípulo e devoto, COMO CONDUTOR DE sua carruagem na batalha de Kurukshetra e a de Krishna, jovem tocando flauta.

BUDHA, é tido no Hinduísmo como a nona  encarnação, descida de Vishnu, a qual data do período em que o Budismo ganhou uma maior popularidade, particularmente entre as castas inferiores. Vishnu personificado em Budha, pregou uma nova doutrina, ensinando que todos os homens poderiam se livrar da roda do renascimento (Samsara) através de atitudes interiores corretas e, desde então, esses conceitos foram se introduzinhdo no Hinduísmo. Budha está sentado em um pedestal de lótus, absorto em profunda meditação.




Tem, como característica, o despojamento e o desapego às coisas materiais, é retratado com o cabelo curto, escaracolado, com um birote no alto, e os lóbulos das orelhas são longos (assim se mostram em todas as manifestações de Buda). Sua vestimenta amarela é simples e ele não usa qualquer adorno. Pregou o abandono, o desapego às coisas mundanas e às riquezas materiais que satisfazem o ego/eu inferior (ele também foi de família real e era um príncipe, Sidharta Gautama, que abandonou tudo em busca de sua realização espiritual). 

CAITANYA MAHAPRABHU - O próprio KRISHNA encarnado como um devoto de si mesmo no ano de 1500 D.C. Caitanya Mahaprabhu introduziu o Maha Mantra Hare Krishna, Hare Krishna, Krishna, Krishna, Hare , Hare. Hare Rama, Hare Rama, Rama Rama, Hare Hare; assim como difundiu o seu cantar por toda a civilização indiana. O cantar dos Santos Nomes do Senhor libera a alama condicionada do ciclo das misérias do mundo material. Cantem Hare Krishna e sejam felizes!!!


KALKI, será a última encarnação/descida de VISHNU/KRISHNA na Terra, durante a transição de nossa atual civilização, nesse final de ciclo e início de outro, em nova oitava evolutiva: foi prometido que haveria um NOVO CÉU e UMA NOVA TERRA.



Essa encarnação de KRISHNA acontecerá NO OCIDENTE e o homem que vai ancorar essa responsabilidade já esta vivo e finalizando o seu próprio processo evolutivo. Em breve se tornará uma figura pública consciente de sua missão, jamais dizendo ser quem ele realmente é e para quem trabalha, pois cabe a humanidade e a cada um individualmente RECONHECÊ-LO em seu espaço MAIS INTERIOR.

Ao findar-se a presente era final do Kali Yuga (idade do ferro), a humanidade já esta em sua maior parte envolvida pelas trevas, os valores morais desapareceram, a confusão, a luxúria, o medo, a guerra, a corrupção política, a prostituição e o caos estão generalizados.

Esta época final marca o tempo da volta do último AVATAR de VISHNU/KRISHNA brilhando como um cometa no céu para, com a restauração do Dharma, a lei da justiça, salvar parte da raça humana. Um novo ciclo de iniciará, distante da Terra, que terá que passar por um processo de renovação, para novamente abrigar vida … 

 

 

 

 

domingo, 6 de setembro de 2015

Sobre a música e as mulheres em minha vida!




Já na minha infância e adolescência eu era paparicado por duas irmãs lindas e famosas, Nara e Danuza Leão, um bom presságio. 



Os bons ventos me levaram para os Estados Unidos. Na verdade para estudar, coisa que nem passei por perto.  Desde aqueles tempos o ensino no Brasil já era uma bosta mesmo. Poderia ter estudado na América e virar um engravatado, contudo, preferi outra coisa.
Na metade dos anos 60, em plena ebulição da contracultura, estava em São Francisco. Muitas bandas surgindo, gente louca, protestos e no número 69 da Haight-Ashbury  conheci uma cantora incrível que viria a ser a minha primeira namorada. Seu nome, Grace Slick, oriunda da banda Jefferson Airplane, juntamente com Jack Cassady, Jorma Kaukonen e Paul Kantner.
Grace era incrível, dona de uma personalidade ímpar, olhos azuis e muito inteligente,  uma verdadeira representante do acid-rock e fui viver com ela.



 Acompanhei a banda para o Festival de Monterrey. Foi o primeiro festival do que viria ser o inicio da ERA DE AQUÁRIO e  tudo ia bem até a entrada do BIG BROTHER & THE HOLLDING COMPANY com uma cantora num terninho lamê,  pensei: Seria uma banda com mais uma cantora e nada ia superar a minha Grace. Quando ela abriu a boca no tema BALL AND CHAIN. Eu estava ao lado de Cass Elliot do Mama's and Papa's e disse UAU!!! o que é isso?? Perguntei a Cass, ela me disse: é uma cantora de São Francisco, chamada Janis Joplin, eu mais uma vez disse UAU!!! Logo adentrei ao camarim e percebi que ia ser uma paixão em 12 compassos. Conversamos, rimos, e logo ela disse: Cara, gostei de você, o que tu vai fazer hoje? Deu para adivinhar onde fui parar naquele dia com Janis, Em Monterrey.


Mais tarde soube que Grace e Janis eram amicíssimas e tratei logo de falar a verdade para Grace que prontamente entendeu e me disse que estava vivendo junto com  guitarrista do Jefferson,  Paul Kantner e seguiu em frente com a banda. Em seguida fomos a Woodstock naqueles três dias na FEIRA DE ARTE E MÚSICA DE WOODSTOCK. Foi um festival magnífico que entraria para os anais da História da Contracultura e dos movimentos pacifistas.
Viemos eu e Janis ao Brasil e curtimos os inferninhos onde surgiu a Bossa Nova que tanto gosto  lá no Beco das Garrafas.  Em Ipanema dei uma olhada gulosa numa baianinha que se chamava Gal, mas Janis era muito ciumenta. Voltamos a América e um dia recebo do músico Sam Andrew, um atestado de óbito de Janis no qual constava meu nome como viúvo. Fiquei atordoado e desde então Janis passou a me acompanhar. Refugiei-me na Acid Queen que mais tarde seria hiper famosa com o nome de Tina Turner. Nos anos oitenta no estádio do Maracanã, reencontrei Tina e no improvisado camarim quebramos copos e garrafas de champanhe numa cena tórrida de sexo.


Janis não gostou nada!  Ná época de sua morte, meu visto de permanência na América estava por expirar;  me mandei para a Inglaterra.
Os tempos foram mudando e fui acompanhando essa evolução, numa dessas andanças em Londres,  me deparei com uma cantora meio lírica, meio popular, com uma voz de soprano bem afinada, linda de cabelos escorridos do jeito que sempre gostei. Estava com uma banda da pesada,  intitulada Renaissance. Longos temas, complexidade nos arranjos e com um baixista da pesada. Seu nome, Jon Camp,  que logo tratei de pegar umas aulas com ele.
Ela me convidou para ver um ensaio da banda e lá permaneci. E como sou muito desligado, somente mais tarde perguntei o seu nome. Prontamente ela esboçou um sorriso e falou: Sou Annie Haslam, muito prazer, estendi a mão e fomos a um pub londrino e ficamos conversando sobre um som que estava  transformando  inúmeras bandas. Fazendo uma fusão de música clássica, folk, música celta, longas passagens instrumentais que estava recebendo a alcunha de ROCK PROGRESSIVO e passei a gostar desse som. Nem de longe soava como as bandas de São Francisco, exigia uma audição mais refinada por causas das grandes mudanças de compassos, forma e estrutura. Fui ficando fascinado por esse som e cada vez mais louco por Annie, moramos juntos numa aldeia em Yorkshire. Muitos concertos, gravações e muito amor com esse anjo do grupo Renaissance e fomos felizes por um longo tempo.



Certa vez, na Alemanha, uma banda recém-formada foi convidada a abrir a temporada de concertos do Renaissance.
Um grupo razoável com uma morena de cabelos escorridos e cantando num tom mais grave e som mais agressivo.
Nos bastidores  perguntei o nome dela para o Manager, ele  me disse que era Sonja Kristina líder do grupo  Curver Air com Darryl Way no violino elétrico. Gostei da banda, ainda mais da sua vocalista. Não sabia o que dizer para Annie e mal conhecia Sonja. Terminada a excursão... Fui me chegado em Sonja que prontamente se mostrou solicita a mim e fomos nos envolvendo, quando ela me reportou: Estou precisando de um  “roadie”, quer vir conosco? Na hora respondi: Sim!!!  E num impulso, dei-lhe um beijo que ela foi aceitando passivamente e com uma linda piscada deu para entender tudo. Tive que levar um papo sério com Annie. E mais tarde, o Renaissance de um lado e nós de outro para mais uma série de concertos. Logo o romance terminou, Janis não curtia rock progressivo e  namorar cantoras deste gênero de música estava me dando muito trabalho, pois elas são mais cerebrais, pensam o tempo todo, filosofam muito...



Tratei de ficar sozinho e seguindo  estrada. Décadas depois reencontrei Annie na concha acústica de Petrópolis e rolou um clima de saudosismo dos velhos tempos com vinho e uns amassos. Quanto a Sonja, ela me enviou uma carta no início da década de 80 dizendo que estava casada com o  ex- baterista do Curved Air, Stewart Copeland  que mal sabia que  que estava prestes a ficar milionário no The Police.
Retornando mais uma vez ás minhas aventuras e sempre com o visto do passaporte vencido, outra vez consegui entrar nos Estados Unidos.
Comecei as minhas andanças em Laurel Canyon, quando entrei num bar e parei para ver uma cantora super afinada tocando um violão de aço com afinação alternada e que estruturava  acordes sem muita dificuldade, letras inteligentes e sofisticação. Acabamos ficando  juntos.
Ela estava sempre inquieta com o seu som e sempre que podia eu dava a  força que precisava. Uma  noite, estávamos ouvindo um disco do Charlie Mingus,  logo ela teve um estalo e me revelou: David, vou colocar letra em alguns temas do Mingus o que você acha?  Dei um belo sorriso e afirmei: “Vai ser bárbaro e chame  aquele baixista que gravou contigo o disco HEJIRA”. Claro que pensei logo nele, o Jaco Pastorius, sem ele não tem o menor sentido esse disco e assim  foi feito  MINGUS  um grande projeto da vida dela com Hancock, Shorter, Erskine e pude ver tudo aquilo de camarote petrificado com a genialidade desses músicos. Saímos para um concerto que viria ser um marco na sua carreira, um lugar lindo com palco natural e uma plateia atenta. O Santa Bárbara County Bowl, em 1979 que culminou no disco "SHADOW AND LIGHT" que Joni me dedicou. Para esse concerto, ela montou uma banda da pesada com Pat Metheny, Michael Brecker, Don Alias, Lyle Mays e o Jaco quebrando tudo. Temas como Black Crow e Coyote ilustram bem o que foi aquele concerto. A minha vida ao lado do Joni Mitchell foi uma das melhores, simplicidade, sofisticação, beleza e doçura, tudo isso foi Joni Mitchell em minha vida.




Porém, fui alertado por Janis que o FBI  queria  me deportar e para não atrapalhar a carreira de Joni retornei ao Brasil e em plena ditadura, comecei a frequentar as dunas do barato em Ipanema ou dunas da Gal. Nessa fuga do FBI, fui ajudado por uma cantora folk Emmylou Harris, conhecedora das estradas secundárias da América, como Jack Kerouac e Neal Cassady. Até hoje guardo doces recordações dela.


Retornando ao texto e ao Brasil, fui paras as já citadas dunas do barato ou dunas da Gal em Ipanema. Sim, a Gal que se tornara cantora famosa com o nome de Gal Costa.  Meu lance com Gal foi legal e só não emplacou mesmo porque Janis não deixou. 


O clima tenso e brabo do Brasil me fez voltar para a América mais uma vez e de cara conheci uma guitarrista de hard rock, Lita Ford, foi bom.


Contudo, Janis armou para que eu esquecesse de todas ao me apresentar à uma inglesa colecionadora de casos, casamentos e namoros sem grandes durações que estava na América com sua banda The Pretenders. O  nome dela, Chrissie Hynde.


Um breve namoro com as irmãs de Seattle Ann e Nancy Wilson com seu grupo Heart, que misturava ecos do Led Zeppelin com baladas próprias. Elas obtiveram um certo sucesso com o tema  "BARRACUDA" entretanto, “ménage a trois”  feito com irmãs não deu certo mesmo.


Antes de retonar ao Brasil novamente, tive dois pequenos romances com cantoras brasileiras que vivem nos Estados Unidos, Eliane Elias e Bebel Gilberto.
 


Os tempos foram mudando, e já tinha findado os anos 70, 80 e os 90 prometiam tempos nebulosos na música e na minha já falida relações com mulheres fantásticas e geniosas.
Parecia que minha sorte com as mulheres estava  acabada por culpa de Janis, Eu até fui num centro espírita para despachá-la de vez  da minha vida, mas me arrependi. Com tantas saudades, pela lei de atração Janis veio ficar comigo novamente. Na cama com MADONA não fui convidado, ela sabe o que penso da música dela, pior para ela.
Por efeito do ofício de jornalista fui entrevistar os Rolling Stones no Copacabana Palace, fumei unzinho com Keith Richards e Ron Wood. Mick Jagger foi extremamente simpático, contudo Lisa Fischer foi direta e me deu a chave do seu quarto. Mal vi a apresentação do Stones na praia de Copacabana pensando na noite que teria com Lisa. Talvez tenha sido uma das melhores, eu berrando trechos da música SYMPATHY FOR THE DEVIL, UH UH e Lisa me pedindo abrigo em GIMMIE SHELTER.  O amanhecer trouxe uma luminosidade diferente na tez negra de Lisa contrastando com a minha. 



Nosso caso terminou elegantemente em Búzios onde dizem que na minha infância, uma noite, fui ninado por Brigitte Bardot dedilhando seu violão.


Um velho amigo e genial músico brasileiro chamado João Donato me convidou para assistir sua apresentação com a cantora CEU numa edição do Rock in Rio e até me apresentou a um de meus heróis musicais João Gilberto, pai Bebel Gilberto. Janis perdeu a paciência comigo. Acabamos indo com Donato para o Rock in Rio. Sua apresentação foi foda como sempre, porém uma colombiana de quadris convidativos me chamou atenção, era uma moça chamada Shakira. Os tempos eram outros e mal consegui me aproximar do camarim de Shakira mas ainda tenho esperanças de cruzar minhas pernas com as dessa colombiana.


De repente naquele Rock in Rio, ouço uma voz estranhamente familiar. Pensei que era a Janis me aprontando mais uma, porém, me enganei. Era uma inglesinha de vinte e poucos anos, Joss Stone. Com essa dei mais sorte, mas aí sim Janis resolveu melar nossa relação. Joss parecia a reencarnação de Janis que perdeu as estribeiras. Logo ela tratou de nos separar.


Pensei em ir para Bahia, mas Janis não deixou por causa das cantoras baianas. Eu nem estava interessado nelas e mal sei o que cantam. Porém, Janis não quis arriscar. Fomos eu e Janis dar um rolé mundo afora e na Alemanha conheci uma gata, Doro Pesch que canta heavy metal. Muita zoeira e logo Janis irritada com esse mais novo romance me persuadiu a conhecernos a Ásia.


 Na Índia me aprofudei na filosofia vaishnava e namorei sério com a maestrina e exímia na arte de tocar cítar, Anouskha Shankar, filha do lendário Ravi Shankar, Sua irmã Norah Jones não conheci.



Outra vez Janis perdeu linha e regressamos de vez ao Brasil, Tudo bem, continuo com Janis, sosseguei, tornei-me Hare Krishna - fato que deveria ter realizado ainda no útero materno - e para uma vida só até  que não fui tão mal assim, está de bom tamanho... Que a Janis não nos ouça, mas bem que a Shakira poderia ser a saideira. Estoy aqui!


Janis realmente é um pedaço de meu coração, Piece of my  Heart, clip abaixo 




 








Enquanto a Copa Rola - No Céu os beatnicks conversam - ou Mauro Wermellinger




Apenas em função dos pedidos finalizei o texto dando forma teatral e opções cênicas para facilitar a montagem no caso do orçamento da produção for mínimo. Assim, além das indumentárias características dos personagens, alguns tem caracterização bem marcante enquanto ALLEN, NEAL e KEROUAC possuem características visuais de homens da da década de 50, (NEAL mais noco de todos)  sem ternos, o mais despojado possível, sendo que ALLEN tem barba e cabelos meio revoltos. ORLANDO para ficar caracterizado como uma homem de estatura mediana mais para baixo, cabelos levemente ruivos e camiseta com jeans.  Um data show ou projetor de slides será necessário,assim como uma aparelhagem de som para tocar as músicas que pontuam o texto.
Os demais personagens como CHICO XAVIER, SWAMI PRABHUPADA E GEORGE HARRISON, JIM MORRISON E JANIS JOPLIN TERÃO OBRIGATORIAMENTE QUE SEREM CARACTERIZADOS O MAIS  REALISTA POSSÍVEL, TENDO UMA FLEXIBILIDADE PARA GEORGE HARRISON QUE TEVE VÁRIAS "APARENCIAS" AO LONGO DE SUA VIDA.
BILL GRAHAM DEVE SER REPRESENTADO POR UM HOMEM UM POUCO MAIS VELHOS QUE KEROUAC, NEAL E ALLEN, MAS COM UMA ROUPA SEMELHANTE AO DO ORLANDO E CABELOS LEVEMENTE COMPRIDOS.

SE FOR UMA GRANDE PRODUÇÃO, O TERCEIRO ATO É UM MUSICAL COM DIÁLOGOS PARA AMARRAR TODO O TEXTO, NESTE CASO PESQUISAR AS IMAGENS DOS MÚSICOS CITADOS POR BILL GRAHAM (MILES DAVIS, JACO PASTORIUS ETC... SUGIRO O USO DE SLIDES PARA APENAS ENFEITAR O PALCO ENQUANDO BILL APRESENTA ESTA BANDA.
DIVIRTAM-SE COM O TEXTO E QUALUER SUGESTÃO DE MONTAGEM PODE SER ENVIADA PARA O EMAIL DO BLOG.
CENÁRIO: UMA MESA GRANDE COM UMA VELHA MÁQUINA DE ESCREVER ONDE FICA NA MAIORIA DO TEMPO JACK KEROUAC E VARIAS CADEIRAS PARA QUE OS PROTAGONISTAS POSSAM  SE MOVIMENTAR EM CENA E MUITOS CINZEIROS COM GUIMBAS DE CIGARROS. OS BEATNICKS E ORLANDO DEVEM FUMAR DISPLICENTEMENTE NO DECORRER DO TEXTO.
NO FUNDO DO PALCO UM TELÃO COM UM MINI PALCO ABAIXO. O TELÃO SERÁ USADO NO TERCEIRO ATO VIA DATASHOW.
Abrem-se as cortinas
No CÉU, GINSBERG, KEROUAC E CASSADY no maior papo.

GINSBERG – KEROUAC soube que no Brasil aquele pais zoneado prá caralho fizeram um filme prá ti.

KEROUAC -  Eu soube ALLEN, estranho... BRASIL...Mas até que enfim né?? CASSADY dirigindo como sempre, falando sem parar, guiando com a esquerda e um baseado na direita. Tá tudo lá. Quem foi o cineasta, jurava pelas notícias que chegam aqui que seria o QUENTIN TARANTINO, ou MARTIN  SCORSESE mas errei.  To muito desligado ALLEN.

ALLEN – Sim, mais que merecido, você escreveu o livro ON THE ROAD, o mais importante de nossa geração. O cineasta é brasileiro, chama-se WATER SALLES.  Deve ser um admirador da nossa geração, do movimento beat. Ele e um bando de brasileiros... Tem um tal de KRISHNA GOVINDA, ou ABHAY CARAN DASA, nome civil, DAVID MACHADO que  é uma mistura de todos nós e  está  escrevendo sobre nós nesse instante.

CASSADY (CHEGANDO AGITADO E SE CONTORCENDO COMO SEMPRE) – Porra, acabei de chegar do departamento de reencarnação e nossos pedidos para retornar foram indeferidos.

KEROUAC – Fica calmo NEAL, foi até bom. Nós pedimos para reencarnar na AMERICA e o certo seria no BRASIL. Lá estão nossos seguidores. Muito mais que na AMERICA. WALTER SALLES, um bando de malucos, RAUL SEIXAS e a turma da HALLEY DISCOS.

GINSBERG – O dono da HALLEY já está por aqui, seria bom se você CASSADY, fosse procurar por ele; se chama ORLANDO.

CASSADY – Uau, vamos ter uma turma ainda maior. Aqui ou lá?

GINSBERG –  Não sei, essas perguntas os esnobes daqui não respondem. O certo seríamos nós descermos até lá e cumprimentar esse WALTER SALLES.

KEROUAC – Sim.... Mas é uma pena que não nos deixam reencarnar.

CASSADY – Sim, estamos aqui em cima e nada podemos fazer. Vou atrás desse ORLANDO e depois volto.

GINSBERG – Mesmo não podendo dar uma passadinha por lá fico feliz por saber que nossa obra está de volta no ano deles.

KEROUAC – Em que ano eles estão ALLEN ?

GINSBERG – 2014 JACK.

KEROUAC – Nossa ALLEN, o mundo  já chegou nesse ano e ainda falam na gente!

GINSBERG – Ironia, nós morremos e fomos imortalizados...Sim e o melhor é que estão lendo desde a década de 80 os nossos livros e agora esse filme. O WALTER devia ser cliente da HALLEY DISCOS, junto com o KRISHNA GOVINDA. Cacete, até admirador HARE KRISHNA nós temos e não é um só, tem uma turma de ALTO PARAÍSO em GOIÁS, no coração do BRASIL que chega a ser fissurada em nossos livros.

KEROUAC – Se lembra que pouco antes de partirmos para cá nós conhecemos o PRABHUPADA. Gente boa,  um filósofo e tanto.  Natureba, mas  tinha tudo a ver com nosso estado de espírito na época e eu já tinha  me convertido ao Budismo. Ele foi para AMERICA justamente ensinar os mistérios de morrer e ficar imortalizado. Sabe ALLEN o poeta aqui é você, mas eu gostaria que você escrevesse com todas as suas imagens poéticas sobre a vida. Particularmente vejo a vida como o intervalo existente entre nascimento e morte.

GINBERG – .... Posso tentar, mas essa tua foi genial JACK. ...     Mas é claro que eu lembro de PRABHUPADA.  Foi ele que nos esclareceu quanto aos mistérios da reencarnação e disse que KRISHNA teve que reencarnar como BUDA para fazer novamente tudo o que fizera na época da civilização védica onde é narrado o BHAGAVAD GITA.

KEROUAC – Fiquei meses estudando a obra de PRABHUPADA,  muito complexo , porém faz um sentido enorme. Ele não errou em nada. Esse  WALTER SALLES devia fazer um filme sobre ele também. Sabe se o WALTER E O KRISHNA GOVINDA se conhecem?

GINSBERG -  Da HALLEY DISCOS  e dá televisão. Ele já trabalharam em emissoras de tvs.

KEROUAC – Bom! Você sabe ALLEN, fico tímido com tantos elogios e um filme sobre  ON THE ROAD.  É muito ruim ficar se auto vangloriando, o justo seria um filme chamado UIVO, A VIDA DE ALLEN GINSBERG.

GINSBERG – Mas você foi o autor principal, nada mais justo que sua obra -  nosso livro sagrado que você fez -  fosse o primeiro a ir para as telas de cinema. Depois creio que eles farão mais películas e se você é tímido, sempre soube que eu sou mais.  Os aplausos me assustavam e ainda assustam, prefiro as vaias JACK.... O importante é que nossas vidas e de PRABHUPADA  não foram em vão.

KEROUAC – Sob esse  ponto de vista concordo com você inteiramente, ALLEN... porém essa das vaias eu já ouvi você dizer isso antes , entretanto nunca li nada a respeito, o texto ainda não está ´pronto né GINSBERG? Meu velho amigo sempre surpreendendo. Sabe ALLEN, fomos elogiados em vida , mas as vaias também nos acompanharam, Tem uns caras no meio acadêmico que falaram que eu era apenas o melhor datilógrafo da AMERICA. Temos que conviver com isso.

GINSBERG – Nesse ponto sempre soubemos lidar com as críticas, até as mais negativas JACK. Também é difícil para o retrógrado meio acadêmico aceitar que “vagabundos errantes” sejam escritores de primeira. Nós ficamos  e nos perpetuamos nessa turma toda de admiradores que temos lá embaixo e até NEAL que tem uma memória prodigiosa se esqueceu dos nomes dos nossos opositores literários, duvido que alguém saiba sem consultar os computadores e um tal de GOOGLE um mecanismo de pesquisa que por sinal nos elogia e nos entende mais do que nós mesmos..... tem mais, sei que você é muito distraído e não sabe de tudo  que podemos saber sobre o que fazem os de lá debaixo.  Esse GOOGLE faz parte  de  uma rede de computadores que pode ser conectada um todo o planeta. E dentro dessa rede tem uma outras redes como o GOOGLE e uma chamada FACEBOOK, onde esses malucos e  malucas ficam escrevendo – eles dizem postando – sobre tudo o que quiserem , mas, um dos temas preferidos deles é sobre nós.

KEROUAC – Que coisa interessante GINSBERG, bem proponho ficar esperando CASSADY voltar com o ORLANDO  e ele já ir nos atualizando sobre o que está acontecendo por lá, assim não daremos nenhum furo quando esse WALTER SALLES  subir para cá. Essa turma deles tem muitas gatas?

GINSBERG – Muitas, sobre isso não se preocupe. Quando todos e todas estiverem aqui,  você e CASSADY vão fazer uma esbórnia muito maior do que fizeram no MEXICO. Como depois da morte a única coisa  que levamos são nossas obras, quando o WATER SALLES subir poderemos assistir esse filme.

KEROUAC - Ótimo, vou começar a redigir uma petição para que fiquemos para toda a eternidade juntos com esses caras. Será que devo colocar que mesmo com eles ainda  lá por baixo, nós temos a intenção de reencarnar todos juntos no BRASIL, ALLEN?

GINSBERG -  Não sei, eles devem ter um karma fodido por serem brasileiros JACK, melhor você fazer o inverso. Consulte PRABHUPADA  para ver onde eles podem reencarnar juntos para nós que estamos há mais tempo por aqui, irmos na mesma leva ou ficarmos todos juntos por aqui mesmo. Estamos desatualizados sobre o que se passa lá embaixo, mas eles também não leram as obras que produzimos aqui em cima, vai ser uma puta troca de experiências JACK.  E pensando bem, nesse lance de reencarnar, caso tenhamos que voltar, vamos fazer o inverso,  é o mínimo que podemos fazer por esse WALTER SALLES e a turma que nos admira. Na próxima encarnação, sendo ela coletiva,  nós seguiremos e admiraremos eles, não seria um gesto de gratidão legal JACK? Isso fora que precisamos nos atualizar mesmo com as coisas lá de baixo. Eles tem uma certa vantagem com o mediunismo, vidência e intuição que os deixam saber mais sobre aqui do que nós sabermos deles. Ao menos nós nunca fomos convidados para nos manifestarmos numa reunião de psicografia.

KEROUAC – Claro que não, pode até ser um erros de nossa parte, mas continuamos vagabundos como sempre fomos e aqui tem tantas coisas para serem descritas que ainda não nos interessamos por esse tal de mediunismo que sei que é muito falho, o cara lá debaixo muitas vezes escreve o que pensa estar recebendo do cara aqui de cima e o resultado é muito fantasioso. Em todo caso é um troço que funciona com determinadas pessoas lá de baixo. Realmente esse país BRASIL é muito peculiar. Não podemos negar o fenômeno CHICO XAVIER que sempre foi incorruptível no exercício da chamada mediunidade. Temos que estudar mais a respeito disso com ele GINSBERG, a dificuldade é que o CHICO é muito ocupado, Tem o DR, INÁCIO FERREIRA que dirige um manicômio aqui, mas vai que ele resolva nos internar? Nós também somos muito ocupados ora!

GINSBERG (RINDO DEBOCHADAMENTE) – Ainda bem que o datilógrafo mais rápido da AMERICA  não caiu nessa...... Ninguém atualmente está apto a captar a corrente de fluxo contínuo de seus pensamentos JACK, Por isso você é o melhor de nossa geração. Prefiro me abster desse lance todo JACK! O budismo que você decifrou em seu livro O DESPERTAR DE UM BUDA e as palestras de PRABHUPADA  e YOGANANDA que também são super ocupados, ainda assim são os caras que nós conhecemos pessoalmente na AMERICA  e pelo que ouvi, posso até estar errado, mas falam com outras palavras o que o brasileiro CHICO XAVIER fala.

KEROUAC (RINDO TAMBÉM) - Para quem quer se abster você sabe muito disso tudo, Allen, conforme-se com o que você é. Você é tudo menos uma pessoa que tem por hábito se abster (risos) você é o nosso poeta cara!

 GINSBERG (DESCONTRAÍDO) - Nessa você me pegou JACK sempre falei demais mesmo...... Voltando ao lance  de toda essa  coisa  de rede de computadores, creio que até o tal do  ORLANDO não esteja totalmente  por dentro de tudo isso. O troço é um mundo novo, realidade virtual que muda a cada segundo.... Temos que ficar esperando essa turma toda ir chegando por aqui... E quero tanto ver o filme do WALTER SALES!

KEROUAC - Eu também, mas já sabemos que o tempo é uma convenção ALLEN. Ao meu ver, paradoxalmente, temos toda a eternidade para isso, é só ter paciência e esperar a chegada do WALTER SALLES por essas bandas daqui. Sem mais delongas ALLEN, me passe por favor a máquina de escrever e os papéis que já vou redigir um esboço das nossas intenções e depois marco uma visita com PRABHUPADA para ele fazer uma revisão.

GINSBERG – ISSSOOOO, mãos a obra JACK.

KEROUAC  - Ao trabalho ALLEN.

(QUALQUER TEMA DE MILES DAVIS NA FASE DO BEBOP)

FIM DO PRIMEIRO ATO




SEGUNDO ATO
NEAL CASSADY CHEGA MAIS AGITADO QUE O NORMAL PUXANDO ORLANDO PELO BRAÇO
CASSADY – Yeah, pronto, fui mais rápido que em qualquer outra ocasião que vocês têm conhecimento. Eis aqui o ORLANDO da HALLEY DISCOS.
ORLANDO – Não estou entendendo nada, eu era apenas um vendedor de discos, depois de discos e vídeos, e terminando, cds e dvds.
CASSADY – Explica para eles tudo o que você me disse, eles estão por fora disso tudo. Esse lance de tecnologia e tudo mais, só o ALLEN aqui sabe alguma coisa.
GINSBERG – Sei por que faço minhas caminhadas por esse lugar, vejo e ouço umas engenhocas, mas você sabe, somos beats e ficamos estigmatizados como uma classe de autores malditos. KEROUAC Não saí por nada do espaço em estamos. Apenas escrevendo.
KEROUAC – E tem mais alguma coisa de bom para se fazer nesta ou noutra vida ou espaço ou dimensão?
ORLANDO – Tem sim, mas deixarei isso para os mais abalizados não que você esteja errado caro JACK. Cada um tem suas preferências. O porra louca Do KRISHNA GOVINDA é que nem você, está escrevendo isso tudo sobre vocês, ou melhor, agora, sobre nós. E conheço bem ele, fomos amigos em Terra.
KEROUAC – Ele é médium?
ORLANDO – Já foi e dos bons, mas preferiu se render a PRABHUPADA. Quando convivi com ele no Rio de Janeiro, frequentamos a chamada macumba, coisa de carioca. Uma forma de espiritismo.
GINSBERG (CURIOSO) – Você e pode definir ou traduzir os termos macumba e carioca?
ORLANDO – Carioca é quem nasce no Rio de Janeiro, vem do idioma tupi-guarani se não me engano. A tradução é cari, igual ao homem branco e óca é casa para as etnias indígenas brasileiras. Os índios que habitavam o atual Rio de Janeiro ficaram impressionados com as construções das casas dos colonizadores portugueses e se referiam a elas como cariocas. O termo foi incorporado a língua portuguesa para designar quem nasce no Rio de Janeiro. Já macumba é uma forma genérica de se referir ao espiritismo carioca, a Umbanda, que nasceu no Rio de Janeiro misturando o espiritismo de KARDEC, os cultos indígenas assim como o catolicismo e cultos vindos da África, trazidos pelos negros escravizados. Macumba quer dizer na verdade couro ou tambor, mas pegou um sentido meio pejorativo as vezes, algo como feitiço ou coisa do mal, quase um vodu entenderam.
CASSADY – Yeah, Yeah, Yeah....igual a Lousianna “man”, esses caras são da pesada mesmo.
KEROUAC – É... Impressionante... Mas ORLANDO, você pode nos atualizar sobre o que está acontecendo de bom lá embaixo. Fizeram um filme sobre meu livro ON THE ROAD, foi o WALTER SALES, tem um lance de computadores que me parece que rompem as fronteiras da velocidade da luz, isso é verdade?
ORLANDO – Claro que sim, mas se vocês saírem desse espaço que ocupam GINSBERG, se você nas suas saídas for mais ousado e perguntar o que você vê e ouve e não entende; se surpreenderá que aqui temos protótipos muito melhores que os existentes lá embaixo. Vocês aceitaram o estigma de malditos e ficam só escrevendo. Um amigo de vocês GREGORY CORSO pode muito bem falar tudo o que falei e ser mais exato em relação ao movimento beatnick que vocês criaram e suas consequências.
GINSBERG – CORSO? Bem que ele me falou que eu deveria te tirar de frente dessa máquina JACK e eu o interpretei erroneamente.
ORLANDO (RINDO) – Até essa máquina de datilografar já é item de museu, hoje se não “datilografa” e sim se digita em teclados de computadores que podem ser os portáteis e até mesmo em telefones celulares, que cabem na palma de uma mão adulta. Vejam isso que trouxe e muito impressionou NEAL CASSADY. Ah, DAVID eu ainda te esgano, eu estava quieto no meu canto e você me botou nesse rolo todo! (TIRANDO DA MOCHILA UNS APETRECHOS COMO PEN DRIVES, MP3 E CDS, ALÉM DE UM TOCA CDS PORTÁTEIS.) Senhores, vocês partiram de lá para cá no tempo em que as músicas eram gravadas em vinis. Muito bem, isso evoluiu para um novo sistema de gravação onde se usa os computadores para através de processos chamados de remasterização, colocar um som mais puro nesse pequeno disco prateado que chamamos de cd ou Compact Disc. Isso aqui é um pen drive , um pequeno aparelho com capacidade de guardar vários tipos de arquivos, músicas inclusive ,mas o som não fica tão perfeito mesmo que o conectemos aos melhores cds players. Os MP 3 ou modelos mais atuais também pecam um pouco na qualidade sonora. Tem um cara que começou a ficar famoso na folk music e rock quando vocês vieram pra cá, NEIL YOUNG que está investindo em novas tecnologias que ofereçam um som decente em músicas no formato que são aceitas nos mps e pen drives. O cara é um gênio, voce não se lembram do primeiro conjunto dele, o BUFALO SPRINGFIELD?
KEROUAC – Vagamente, Everybody stop, hey whats that sound? What´going down? Não era desse conjunto?
ORLANDO – Isso mesmo, a música foi composta por STEPHEN STILLS que depois vem reencontrando NEIL YOUNG em vários momentos e bandas como o CROSBY, STILLS, NASH & YOUNG e a STILLS-YOUNG BAND. Mas, ouçam isso aqui nesse cd. (COLOCANDO O CD NO TOCA CDS QUE TROUXE)
MÚSICA MY FUNNY VALENTINE VERSÃO DE CHET BAKER OU SE FOR DIFICIL DE ACHAR ESTE TEMA (NÃO É) QUALQUER OUTRA DE CHET BAKER.
CASSADY – Puta que pariu, é Chet Baker “man”. Tem alguma coisa do MILES DAVIS nesses disquinhos aí?
ORLANDO – Tudo o que foi gravado em discos ou fitas másters foi transposto para os cds. TEM MILES e muita coisa que não havia saído em disco de muitos artistas. Como eu disse vocês aqui mesmo podem ver modelos muito melhores que os existentes lá embaixo.
KEROUAC – Estou sacando e melhor, acho que temos que dar umas voltas pelas redondezas. Aliás, é uma babaquice nossa ficarmos atemorizados por pessoas que não gostam de nós. Estamos muito parados para quem sempre viveu em movimento. Proponho que saiamos agora mesmo e ORLANDO irá nos ciceroneando.
GINSBERG – Concordaria se você já tem redigido a nossa intenção para mostrar à PRABHUPADA. Vamos colocar nossas prioridades em ordem... ORLANDO, me diga mais uma coisa, lá no BRASIL temos uma legião de fãs como dizem por aqui e um cineasta WALTER SALLES fez um filme sobre o livro de KEROUAC, ON THE ROAD. Você pode nos por a par disso?
ORLANDO – Sobre o filme não, já estava por aqui.... Mas isso é a cara do KRISHNA GOVINDA e do meu ex-funcionário WÁGNER que ficavam falando de vocês tardes a fio dentro da minha loja. Ele e mais o WALTER SALLES, ROGÉRIO GRANADO, MARCELO ESPÍNDOLA, HECTOR, MANNY FLORES, MAURO e uma turma de malucos... Tinha também o MENEZES que já está aqui... o LEONARDO NAHOUM, BESSA, MARCELO YAHOO, EDSON PORRADA, mas os mais falastrões eram mesmo o DAVID que agora atende por não por  KRISHNA GOVINDA mas, por ABHAY CARAN DASA, WALTER SALLES, WÁGNER E um crítico musical ARTHUR...... Desculpem-me, ARTHUR de quê? Esqueci... Ahhh lembrei, ARTHUR DAPIEVE. Olha eu fui praticamente sequestrado pelo NEAL CASSADY, li poucos livros de vocês, eu tive um grande pecado, viva para trabalhar e vender, mal dei atenção devida a minha família e o que sei sobre vocês é o que comentavam na loja. Não sou especialista em literatura, fui em discos, mas exagerei, hoje reconheço.
MUSICA PAI NOSSO NA VERSÃO DO GRUPO NATARAJA
ENTRA CHICO XAVIER.
CHICO – Meus filhos, ouvi de longe a conversa de vocês e vim aqui para falar-lhes uma coisa. Todos vocês carregam culpas, livrem-se delas e serão felizes. Fico até admirado que o grupo de escritores esteja preso a culpas e excessos cometidos em vida encarnada. Todos erram e não nos cabe julgar uns aos outros e a si mesmos. Vocês em vida eram livres.
KEROUAC – (SURPRESO)- Quem é esse cara? Ele falou coisas certas!!!
ORLANDO – É o CHICO XAVIER, o maior médium de todos os tempos.
GINSBERG – Genial senhor CHICO, sabemos que suas possibilidades da chamada mediunidade não têm limites. O Senhor poderia fazer chegar até o Walter SALLES nossos sinceros agradecimentos pelo filme NA ESTRADA?
CHICO – Claro que sim meus filhos, mas isso é o de menos. Venho aqui apenas para dizer que vocês estão errados em se lembrar do passado apenas no aspecto negativo que os aprisiona nesse espaço mesmo com as saídas de NEAL e eventualmente de ALLEN. Até você ORLANDO se culpa por ter trabalhado demais e vivido de menos. Se querem ser almas livres, livrem- se desse fardo desnecessário.
ENTRAM PRABHUPADA E GEORGE HARRISON. MUSICA TOCANDO MY SWEET LORD E UM CORO DE VOZES INVISÍVEIS CANTANDO O MAHA MANTRA HARE KRISHNA. SE PUDER FAZER UM EFEITO CÊNICO EM QUE O CORO ENTRA NO PALCO – COMO UM CORO GREGO DE UMAS 6 OU 8 PESSOAS CANTANDO HARE KRISHNA FICA MELHOR, MAS DEPENDE DOS RECURSOS DA PRODUÇÃO.

PRABHUPADA – Hare Krishna irmão CHICO, Hare Krishna meus filhos. Sois almas libertas. Já o eram em vida. Os erros que cometeram se devem a ilusão da energia de maya, a própria ilusão. Libertem-se do ego, das conquistas e dos reveses, apenas libertem-se de todos os atos que fizeram, até mesmo do ato de terem sido livres e vocês estarão aptos a serem realmente almas livres.
KEROUAC – Swami PRABHUPADA, eu ia entregar-lhe um manuscrito com nossas intenções a respeito de conhecermos uma turma lá do BRASIL que gosta muito de nós, tem um deles o WALTER SALLES que fez até um filme sobre meu livro ON THE ROAD. Sabemos que isso não importa para o senhor , sabemos do conceito de ilusão, mas ao menos gostaríamos de agradecer a esse WALTER.
GINSBERG – JACK, a carta agora é o de menos. Temos dois luminares em nossa frente e realmente eles falaram a mesma coisa com palavras diferentes. Claro que eu gostaria de ver o filme do SALLES, mas... Mas, o mais importante é sermos livres mesmo, afinal não existe morte, estamos todos vivos, mas presos ao nosso passado o de glórias que nos fazem felizes e os dos insucessos que nos prende aqui e tem um universo lá fora para desbravarmos. Há quanto tempo estamos aqui, há quantos anos do tempo deles? Muitas décadas... E... E justamente nós os andarilhos, os vagabundos errantes, não saímos do lugar. Apenas escrevemos. Numa autocrítica, escrevemos até novos e excelentes livros, nisso estamos em forma, mas... A nossa especialidade... Não ter lar... Ou tudo é o nosso lar... Esquecemos disso e paramos aqui. Esquecemos de quem somos, de nossa natureza errante.
CASSADY – Yeah, ALLEN, você é um gênio “man”. Estou mais aliviado agora. As palavras do CHICO e do PRABHUPADA me libertaram em boa parte de toda hora me ver morto cheio de peyote no deserto mexicano. Temos que sair, Temos que sair, uhhhhhhhhhhh. (SE CONTORCENDO)
KEROUAC – Calma CASSADY, isso está ficando sério demais. Nosso erro maio não foi cometido lá embaixo, mas aqui em cima se isso que entendi é isso mesmo.
HARRISON - Na mosca JACK.
KEROUAC – Obrigado, mas... Desculpa, quem é você?
HARRISON – GEORGE HARRISON!
KEROUAC – Dos Beatles?
PRABHUPADA – O próprio. George usou de sua fama e foi um dos maiores divulgadores do Movimento da Consciência de Krishna. Mesmo tendo sucesso, George não se deixou levar por essa ilusão e é uma alma livre, não é condicionada, como vocês que pregaram a liberdade, foram livres a seu modo, mas não são livres na realidade. Se quiserem podemos eu e CHICO fazer um arranjo para reencarnarem no Brasil ou em outro lugar qualquer do Universo, mas cairiam novamente nas armadilhas de Maya.
CHICO – Esqueçam os erros. Todos erram, mas nem todos acertam. Caso exageraram em vida e carregam esses exageros ainda depois de terem trocado de plano de existência, é sinal de que pararam mesmo. Não se julguem, saiam da ilusão e não queiram cair nela novamente. Vocês podem continuar a evolução espiritual aqui mesmo nesse mundo transcendental, mas se querem tanto descer, seus pedidos serão atendidos pela ordem divina.
HARRISON – Vocês influenciaram minha geração e as posteriores sendo livres lá embaixo. Se descerem em novo corpo, o véu de maya fará com que se esqueçam de quem foram e correrão o risco de perderem tudo o que conquistaram.
PRABHUPADA – Até mesmo o CHICO uma alma liberta, pode escolher descer para ajudar o karma coletivo dos lá de baixo, mas até ele passará pelo ciclo de nascimento, doenças, velhice e morte, além do risco maior de não cumprir sua missão em plenitude. Podemos fazer muito mais por aqui mesmo, sem correr esses riscos. Até mesmo você ORLANDO da classe dos comerciantes, tem conhecimento suficiente para não querer mais cair.
CASSADY ( SENDO MAIS RÁPIDO DO QUE ORLANDO QUE FICOU COM A BOCA ABERTA) – Tá ótimo, já entendi tudo, JACK, ALLEN, sei que aqui tem uns veículos, vamos pegar um e sair pelo Universo. Por acaso podemos ir lá embaixo e assistir ao filme do WALTER SALLES. Tudo isso começou por causa desse filme. Sou muito direto, yeah, agradeço a explicação de vocês, mas o velho comichão de cair na estrada retornou. JACK, sempre quis rodar até ficar tonto nos anéis de saturno. Se não pudermos agradecer ao WALTER sabemos que o CHICO pode nos fazer esse favor. Vamos cair na estrada universal então...
HARRISON – Calma, vocês podem até ir lá embaixo, mas não aconselho, podem querer influenciar os que ainda vivem na carne e acabarem presos magneticamente a eles, prejudicando a si mesmos e aos outros por mais nobres que sejam suas intenções. Vocês ainda não são anjos, são quase almas liberadas o que já é muito.
GINSBERG – Então voltando ao nosso tema inicial, podemos descer assistir ao filme de WALTER SALLES sem encostar em ninguém e voltar.......Matando essa nossa curiosidade acho que poderemos nos situar melhor depois de tanta novidade.
ORLANDO – Já não sei mais o que ia falar, mas ir lá embaixo é sempre perigoso, muita coisa pode nos grudar por lá e tudo o que conquistamos vai por água abaixo. Eu tinha a intenção de fazer uma surpresa para vocês, mas os mestres chegaram e GEORGE também.... A surpresa fica para depois, GEORGE, cadê o JOHN? Não vai me dizer que vocês ainda estão separados?
KEROUAC – JOHN? É o LENNON, como vocês se separaram? Ele está por aqui?
HARRRISON (COM UM DISCRETO SORRISO) – Os Beatles se separaram depois que você veio para cá JACK. Fomos todos enredados por maya, egos inflados e nos separamos. Mas não foi uma grande briga e isso já passou. JOHN foi assassinado em 1980, foi o primeiro de nós a vir para cá... Eu vim em 2002 e breve pelo ciclo descrito por Swami PRABHUPADA, nascimento, doença, velhice e morte, virão PAUL e RINGO. JOHN esta se preparando para receber YOKO que está bem idosa, LINDA McCARTNEY faz o mesmo para PAUL e um familiar de RINGO se prepara para recepcionar ele.
CASSADY (MAIS UMA VEZ SENDO MAIS RÁPIDO QUE ORLANDO)- Papo chato esse o HARRISON, já entendemos esse mecanismo todo, mas essa música e essa repetição de Hare Krishna é tua? Mude de assunto, por favor. (VOLTA A TOCAR MY SWEET LORD NO PONTO EM QUE SE CANTA O MAHA MANTRA HARE KRISHNA)
HARRISON – A musica My Sweet Lord é minha ,mas a repetição do mantra Hare Krishna é milenar, apenas a adaptei a música porque era o complemento eficaz para adornar a música e mostrar a minha fé em Krishna. Quanto mais se repetir esse mantra mais o véu de maya se desfaz.
CHICO –Tem o mesmo efeito de se rezar com fé um terço ou rosário NEAL.
PRABHUPADA – Amém.
CHICO – OM.
TOODS OS RESTANTES NA CENA ESPANTADOS – o quê?
PRABHUPADA - Quem conta para eles, eu ou você, CHICO?
CHICO (NA SUA COSTUMEIRA GENTILEZA) – Conte você querido irmão PRABHUPADA.
PRABHUPADA – OM e Amém possuem a mesma força mântrica. A força da criação divina. Somos todos por todos dentro do grande teatro da eternidade.
GINSBERG – Isso é poesia pura, a criação divina é a maior das poesias!
KEROUAC – Então vamos cair na estrada cósmica, NEAL providencie o veículo, os anéis de Saturno estão me seduzindo.
CHICO – PRABHUPADA, será mesmo que eles nos entenderam? Não me de uma resposta que me faça descrer do ser humano.
PRABHUPADA – CHICO, sei lá, são uns loucos adoráveis, isso os redime e creio que não precisamos mais nos preocupar com eles, a impermanência dos seres e das coisas ainda provocarão mudanças no âmago de cada um deles. Vamos no retirar.
HARRISON – Mestres, enquanto houve toda essa conversa, não esqueci da surpresa que o ORLANDO disse que tinha para eles e já sei qual é, podemos ficar mais um pouco?
PRABHUPADA E CHICO AQUIESCEM COM A CABEÇA E ESBOÇAM UM LEVE SORRISO.
ORLANDO ( AGORA SENDO MAIS RÁPIDO DO QUE NEAL) – Muita coisa séria foi dita aqui, aprendi muito com todos, mas tudo começou com a vontade de vocês verem o filme NA ESTRADA de WALTER SALES. Amigos, se eu trouxe cds com músicas de MILES DAVIS e CHET BAKER, eis aqui ( PUXANDO DA MOCHILA) O dvd do filme. Esse problema será resolvido caso os senhores me sigam até a sala de projeção mais próxima.!
TODOS – HÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃ
CHICO – Irmão PRABHUPADA, vai um cineminha aí?
PRABHUPADA – Tenho escolha irmão CHICO? Preferia que fosse aquele que é uma biografia sua, mas.....
CHICO – Esse eles terão toda a eternidade para verem, vejam são crianças espirituais que por mistérios divinos estão em êxtase. Porque ainda não fizeram um filme sobre você, irmão PRABHUPADA?
PRABHUPADA – Os arranjos de KRISHNA, NÃO O GOVINDA que está com fome, numa madrugada digitando tudo isso, mas a SUPREMA PERSONALIDADE DE DEUS, já providenciou isso. O cinema na ÍNDIA está em franca ascensão, mas somos o zero, só conseguimos ser alguma coisa se colocarmos Sri Krishna com o número um, a nossa frente. Dentro desta lógica, primeiro tem que se fazer o filme de Krishna. Desenhos animados com as lilas (passatempos de Sri Krishna) e lilas rãsãs (danças de Sri Krishna com as gopis, ou vaqueirinhas) já foram feitos. Sei que Krishna uma dia fará com que um WALTER SALES da ÍNDIA me coloque biografado nas telas, mas com a sua sapiência se me permite irmão CHICO, prefiro ser o último dos últimos. PARAMAHANSA YOGANANDA em breve estará nas telas, portanto vamos assistir esse NA ESTRADA e depois colocar nossos pernas pra que te quero e cair na NOSSA ESTRADA IRMÃO CHICO.
CHICO – Fechado irmão PRABHUPADA, que o querido DAVID faça um final feliz, eles merecem.
PRABUPADA – Será feliz sim e com uma surpresa que nem sei se estava no script original, mas como ele digita com uma criatividade de JACK KEROUAC, sei que será surpreendente.
CHICO – HARIBOL!
PRABHUPADA – Que a luz de Cristo no ilumine e guie... Pelas contas do rosário!
ORLANDO VENDO O CELULAR - Nossa, agora sei o motivo da insônia do David, está acontecendo a Copa do Mundo no Brasil e o nosso país perdeu hoje para Alemanha por 7 a 1. Será que foi isso mesmo, me parece placar de basquete...... David deve estar em êxtase, sempre foi do contra e tenho certeza absoluta que torceu contra o Brasil. Nós vamos nos acertar David.......Me intriga porque meus clientes não gostavam de futebol.....
ALLEN, GINSBERG E NEAL - Preferimos Beiseball.
HARRISON - Prefiro o FOOTBALL ou SOCCER
PRABHUPADA - George tudo isso é maya.
HARRISON - É  verdade swami, vamos logo botar o pé na estrada, ou melhor, pegar um cineminha?
 CHICO - Hare Krishna.

Cai o pano, fim do segundo ato.



ATO FINAL
TODOS OS PERSONAGENS SENTADOS NUMA SALA DE PROJEÇÃO. A TELA ESTÁ COBERTA POR UM PANO PRETO. ESSE PANO ESCONDE NA VERDADE UM PALCO.
LUZES SE APAGAM E APENAS UM SPOT FICA DIRECIONADO NO PEDESTAL DO MICROFONE COLOCADO NO CENTRO DO PALCO. SURGE A FIGURA DE BILL GRAHAM, LENDÁRIO PROMOTOR DE SHOWS DE ROCK E JAZZ E PROPRIETÁRIO DAS CASAS DE SHOWS FILLMORE WEST EM NOVA IORQUE E FILLMORE EAST NA CALIFORNIA.


BILL GRAHAM – Ladies and Gentlemen Good Night!
CASSADY – Por favor Bill em português para homenagear WALTER SALES.
BILL GRAHAM – Ok NEAL, senhoras e senhores....
KEROUAC – Tem alguma senhora aqui?
GISNBERG (AFEMINADO COM DEDINHO NA BOCA E FAZENDO BEICINHO) – Se estivesse encarnado a senhora seria certamente eu, mas creio que BILL esta usando o chavão elegante de se iniciar um evento.
HARRISON – Como sou artista também, fui aos camarins e sei que ao menos uma senhora, ou melhor, senhorita estará no palco.
CHICO – Hare Krishna!
PRABHUPADA – Minha Nossa Senhora!
BILL GRAHAM - Um minuto de vossa atenção por favor. Não podemos de deixar passar essa oportunidade em que exibiremos o filme NA ESTRADA de WALTER SALES para antes, em homenagem a geração beat que muito influenciou a geração posterior de BOB DYLAN que ainda está lá baixo, diga-se de passagem. De GEORGE HARRISON que está na plateia e muitos outros, com um patrocínio de DEUS COMPANHIA ILIMIATDA, tenho a honra de apresentar uma supergrupo de jazz e rock que tocarão algumas músicas esta noite. Com vocês, THE BEST BAND OF THE BANDS, com os Guitarristas JIMI HENDIX e FRANK ZAPPA, o baixista JACO PASTORIUS, o baterista JOHN BOHNAM (DO LED ZEPPELIN) e o tecladista JOE ZAWINUL ( DO WEATHER REPORT), MILES DAVIS no trompete e nos vocais o incrível poeta , um dos mais influenciados pela geração Beat. Dos THE DOORS, JIM MORRISON! Outros músicos como JON LORD DO DEESP PURPLE E JOE ZANIWUL DO WEATHER REPORT ESTÃO NO PROGRAMA DO CHACRINHA AGORA COM CÁSSIAL ELLER, CAZUzA, RENATO RUSSO E OUTROS.
TODOS NO PALCO SE NETREOLHAM SEM ENTEDEREM O QUE É CHACRINHA E FALAM - WHAT?   MENOS ORLANDO E CHICO QUE GRITAM - TEREZINHAAAAAAA
OBS: PARA NÃO ENCHER O PALCO COM MÚSICOS DE VERDADE E INSTRUMENTOS, O QUE ESTOURARIA QUALQUER ORÇAMENTO, SUGIRO QUE ENQUANTO O PERSONAGEM BILL GRAHAM FOR ANUNCIANDO OS NOMES DOS MÚSICOS DA BANDA, SLIDES COM FOTOS DELES FOSSEM SINCRONIZADOS COM A VOZ DE BILL. CORTE DE ORÇAMENTO E CRIATIVIDADE SÃO A ALMA E SEGREDO DO TEATRO ATUAL. EXCEÇÃO DE JIM MORRISON E JANIS, ESTES PERSONAGENS EXISTEM NA ENCENAÇÃO E DEVERÃO VIR O MAIS PARECIDO POSSÍVEL COM OS ORIGINAIS.
JIM MORRISON – A celebração vai começar. Viver dói muito mais que morrer!
30 MINUTOS DE SHOW SE FOR UMA GRANDE PRODUÇÃO, SE FOR PEQUENA PRODUÇÃO,  O PERSONAGEM DE JIM MORRISON SE FAZ NECESSÁRIO NO PALCO PARA CANTAR EASSIM COMO JANIS JOPLIN, UMA MÚSICA APENAS. MELHOR QUE SEJA DE QUALQUER FORMA UMA MÚSICA (NO CASO DUBLADA) PELOS ATORES QUE REPRESENTAM JANIS E JIM.
O IMPORTANTE É MOSTRAR NEAL CASSADY TIRANDO A CAMISA E FICANDO COM O PEITO NÚ DANÇANDO SUA DANÇA ESPASMÓDICA E BIZARRA, ENQUANTO PRABHUPADA E CHICO XAVIER LEVAM AS MÃOS AS SUAS RESPECTIVAS CABEÇAS NUM ATO DE DESESPERO.
APÓS JIM MORRISON CANTAR A TERCEIRA MÚSICA, FiCA A CRITÉRIO DA DIREÇÃO E PRODUÇÃO.
JIM MORRISON - Vocês querem um Blues?
PLATEIA – YEAH!!!!
JIM MORRISON – Vocês terão um Blues. Com vocês a fantástica e inimitável JANIS JOPLIN.
OBRIGATÓRIO QUE JANIS APAREÇA NO PALCO. ATRIZ NÃO PRECISA CANTAR, PODE APENAS DUBLAR AS MÚSICAS ( VER NA INTERNET A PERFORMANCE DE JANIS NO FESTIVAL DE MOTEREY NA CANÇÃO BALL AND CHAIN E COPIAR O GESTUAL O MAIS PERFEITO POSSIVEL. NA MÚSICA MAYBE ( TAMBÉM OBRIGATÓRIA É BOM QUE A ATRIZ USE UM JOGO DE PERNAS E CHUTES NO AR PARA MARCAR PARADAS DE BATERIA E RETOMADAS DE RITMOS. ROUPAS DA JANIS BEM COLORIDAS.
JANIS – Obrigada por estar aqui, mas eu juro que um dia ainda acerto também  minhas contas com O DAVID MACHADO ou KRISHNA GOVINDA, tanto faz. Ele está abusando da minha paciência, esse meus queridos, é obsessor encarnado, mas eu também amo ele e ..... MAYBE ...... Banda toca Maybe (TALVEZ) e JANIS canta essa canção, MAIS AS MÚSICAS ONE NIGHT STAND, MYSERIN E PAUSA....SE FOR UMA PRODUÇÃO PEQUENA A PERSONAGEM DE JANIS PODE DUBLAR A MUSICA MAYBE E EM SEGUIDA JÁ PASSA PARA O TEXTO ABAIXO.
JANIS – Espero que vocês tenham gostado... Não sou KEROUAC, muito menos CHICO ou PRABUPADA, mas já assisti uma comédia onde eu e JOHN LENNON somos os personagens principais, um filme bem divertido, nada demais só isso....se chama JANIS AND JOHN, mas como JOHN Sempre falou ou imaginou (IMAGINE), o importante é LOVE, LOVE LOVE e dar uma chance a paz. Minha última canção esta noite fala de amor, de um amor que não é legal, um amor que..... Que não é amor , que prende como uma bola e corrente (BALL AND CHAIN) nossos pés, corpo e alma..... BANDA E JANIS ATACAM DE BALL AND CHAIN E FIM DO SHOW.
IMEDIATAMENTE COMEÇA A EXIBIÇÃO DE NA ESTRADA DE WALTER SALES. SUGIRO QUE SE PASSEM CENAS DO FILME COMO SE FOSSE UM TRAILLER E NO FINAL UMA CENA ADICINAL NO FILME , ONDE KEROUAC, ALLEN E ORLANDO ESTÃO NUM CARRO GUIADO POR CASSADY COM A MÃO ESQUERDA COM UM BASEADO NA DIREITA. O CARRO ESTÁ EM VELOCÍDADE DE FÓRMULA UM TIRANDO FAÍSCAS DO CHÃO DOS ...ANÉIS DE SATURNO... APÓS A EXIBIÇÃO DO FILME FICAM EM CENA SOMENTE CHICO E PRABHUPADA.


ALTERNATIVA CÊNICA PARA O CASO DE NÃO TER A CENA ADICIONAL ONDE OS PERSONAGENS CITADOS APARECEM CORRENDO (VIDEO QUE TERIA QUE SER PRODUZIDO) NUM CARRO PELOS ANÉIS DE SATURNO:
OS PERSONAGENS FICAM EM FILAS DUPLAS COM NEAL COM UM VOLANTE DE CARRO NA MÃO ESQUERDA E UM CIAGRRO (BASEADO) NA MÃO DIREITA. AO SEU LADO KEROUAC . ATRAS DE NEAL, GINSBERG E ATRAS DE KEROUAC (AO LADO DE GINSBERG) ORLANDO. ELES FICAM GIRANDO EM TORNO DE PRABHUPADA E CHICO (QUE ESTÃO NO CENTRO DO PALCO) E GRITANDO “SATURNOOOOOO” . DÃO UMAS TRES VOLTAS AO REDOR DE CHICO E PRABHUPADA E SAEM DE CENA. SEMPRE GRITANDO “SATURNOOOOOOO. ESSA ALTERNATIVA MESMO COM BOM ORÇAMENTO É MINHA PREDILETA!!!!
FICAM EM CENA CHICO E PRAPHUPADA.
CHICO – Caro irmão PRABHUPADA, tenho que rever meus conceitos musicais. Na última vez que visitei o BRASIL tinha muita sensualidade e apologia ao que não presta no FUNK e um tal de AI SE TE PEGO AI, AI que sai correndo para não ser pego.....Mas piorou que caí numa apresentação do LEPO LEPO que é vergonhosa, você poderia me emprestar uns cds da ANOUSKHA e do RAVI SHANKAR? (Chico faz o gestual do LEPO LEPO!)
PRABHUPADA – (ASSUSTADO COM GESTO DE CHICO TENTA IMITAR O LEPO LEPO) Claro irmão CHICO, mas eu preferia fazer uma troca, você leva meus cds que pediu e me empresta os seus da BOSSA NOVA. NARA, VINICIUS, TOM E JOÃO GILBERTO.
CHICO – Sem problemas, mas por nossa segurança, para que o DAVID não resolva escrever outra bagunça e nos coloque nela, vamos fazer essa troca de cds após o espetáculo, é mais seguro.
PRABHUPADA – Não tenho a menor dúvida.
COMEÇA A TOCAR CHEGA DE SAUDADE NA VOZ DE JOÃO GILBERTO E DEPOIS DE UM TEMPO A MUSICA VAI DIMINUINDO E ENTRAM SOMENTE AS VOZES DE NARA, VINICIUS E TOM........
PARA IDENTIFICAR AS VOZES COM AS PESSOAS ABAIXO, SUGIRO UM SLIDE DE NARA LEÃO QUANDO UMA VOZ FEMININA DISSER O TEXTO ATRIBUÍDO A NARA, ASSIM COMO UM SLIDE DE VINICIUS E OUTRO DE TOM, PARA QUE O ESPECTADOR POSSA LIGAR IMAGEM A PESSOA,
NARA – Poetinha, assisti a essa peça dos beats e foi muito legal, mas o DAVID é brasileiro, ele deveria escrever uma sobre nós também, afina a BOSSA NOVA ao meu ver tem o mesmo peso histórico e consequências semelhantes que a eternizaram, assim como o movimento Beat, o que podemos fazer?
VINÍCIUS – Narinha, já tô fazendo meu despacho para meus orixás e o DAVID enfeitiçado fará uma peça em nossa homenagem, vai ser moleza.
TOM – Com a benção de todos os santos vamos ser obsessores do DAVID que ele escreve uma melhor que a dos beats para a gente; e em uma noite.
PRABHUPADA – Corre CHICO que a coisa tá ficando difícil, te dou asilo espiritual no meu ASHRAM (COMUNIDADE) e vamos ficar um tempo silêncio.
CHICO – Aceito PRABHUPADA, cadê o GEORGE com seu veículo, será que ele sabe guiar rápido que nem o CASSADY? Só quero ouvir o ronco do carro e nada mais, o voto de silencio em teu ASHARM é a melhor coisa que podemos fazer.
GEORGE (ENTRA EM CENA ESBAFORIDO) – Vamos nessa meus mestres que se tocar um samba da PORTELA não chegaremos nem por arranjo de Krishna no Ashram!o DAVID KRISHNA GOVINDA não vai parar de escrver!
CHICO – Que os deuses estejam conosco.
PRABHUPADA – Que os deuses estejam com George. PÉ NA ESTRADA FILHO!
Apagam-se as luzes e toca FOI UM RIO QUE PASSOU EM MINHA VIDA DE PAULINHO DA VIOLA...
(OPCIONAL, ALIÁS O MELHOR  EM MINHA OPINIÃO: A MESMA MÚSICA A PARTIR DO TRECHO “PORTELA, PORTELA... FOI UM RIO QUE PASSOU EM MINHA VIDA E MEU CORAÇÃO SE DEIXOU LEVAR”).
MINHA FALA GRAVADA EM VÍDEO E EXIBIDA EM TELÃO VIA DATA SHOW. Quem pensou que pelo título – ENQUANTO A COPA ROLA , NO CÉU OS BEATS CONVERSAM, OU MAURO WERMELLINGER, teria alguma menção sobre futebol, que procure outro autor. Eu (David Machado , o Krishna Govinda) não sei nem quem é a bola com excessão do saudoso Orlando que era um tarado por futebol! E ESSE TEXTO SÓ TERÁ UM FIM ADEQUADO QUANDO EU,WALTER SALLES E NOSSA TURMA  BEAT NOS JUNTARMOS A TURMA DE KEROUAC. PARO POR AQUI PORQUE CONTINUAR ESSE TEXTO SERIA MERA ESPECULAÇÃO! HARE KRISHNA!

FIM