Love Radha Krishna

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quarta-feira, 26 de agosto de 2015

Vida Vaishnava - A procura por Deus



Não é fácil por em ordem com a memória falha todos os passos de minha busca pelo divino.
Lembro-me que em minha infância e parte da adolescência ia com meu falecido pai ao templo da Sel Realization Fellowship de Paramahansa Yogananda, Ainda vou quando posso. Lá entendi ou pensava enteder uma vez que tudo era falado em nosso idioma e mesmo termos técnicos de sânscrito eram traduzidos e explicados.
Por outro lado, minha mãe e meu tio Alcir , babalorixá me levavam ao candomblé onde “fizeram meu santo”. Até hoje essa expressão me soa mal encaixada. Logo discordei da matança de animais em sacrifícios ao Orixás, seria eles tão famintos e cruéis assim?
Com todo respeito ao meu tio e adeptos dessa religião, migrei com minha mãe para o espeiritismo codoficado por Kardec e vi alguns pontos discutíveis como por exemplo, como pode Napoleão Bonaparte um facínora histórico , morto há pouco tempo  em relação a gestação da obra de Kardec ser um dos espíritos iluminados a ditar a codificação espírita? Isso me pareceu mais uma patriotada do nobre educador francês para redimir a imagem de seu compatriota, mas o aprendizado espiritual não foi de todo descartado. Rodei e perambulei por várias casas espíritas cariocas até conhecer e me embrenhar na direção da Ramatis, de caráter universalista onde ouvi novamente ( já tinha ouvido na Self de Yogananda) o nome Krishna e aprendi um pouco e certo  (depois conferi) sobre a Suprema Personalidade de Deus. A Ramatis tinha um apêndice  voltado para Umbanda pura, sem sacrifício animal e vegetariana  (assim como a Ramatis) em Niterói, dirigido por meu amigo (recentemente falecido , Nei Batista). Ficamos unha e carne  junto com Antonio Plínio da Silva Alvim , Sheila (outra que nos deixou recentemente) , Anna Franco, Décio e Ricardo.
Quando Antonio Plínio da Silva Alvim faleceu, saímos todos da Ramatis pois sabíamos que tempos turbulentos viriam, hoje a casa está normalizada, e nos dedicamos a Umbanda fazendo estágios em casas idôneas que compartilhavam de nossa filosofia como a de mãe Leila e a de mãe Edna que pela idade fechou faz pouco tempo seu terreiro e voltou para Bahia, sua terra natal.
Com a missão dada por Nei de evangelizar a Umbanda, fiou para na casa Servos de Jesus que apesar de um nome que remete ao chamado Kardecismo , era um terreiro de Umbanda pura . No início sofri certa resistência já esperada , mas com o passar do tempo os médiuns ou saíram ou notaram que haviam acumulado um pouco mais de conhecimento e a qualidade do trabalho tinha dado um salto quântico.
Paralelamente a isso tudo, frequentava com regularidade a Iskcon, popularmente conhecido como Hare Krishna. A maior de todas as descobertas que não está revelçada na Umbanda não evangelizada e está explícita principalmente na Ramatis, Kardec e Hare Krishna é que a divindade não está no externo e sim dentro de nós , mas normalmente nós não estamos Nele, daía necessidade das praticas religiosas e quando se chega a esse ponto de meia maturidade espiritual, muda muita coisa dentro de nós.
Iniciei-me na Hare Krishna sob  o nome de Krsna Govinda Das, porém ainda mantinha meu compromisso com a Umbanda séria e pura, a que não mata animais sob hipótese alguma. Não porque eu quisesse de fato , mas sim por extrema responsabilidade de preparar substitutos que dariam prosseguimento ao meu trabalho e com ideias novas mas sem fugir a proposta inicial. Tal fato aconteceu em algumas casas de Umbanda e o mérito não é meu, e sim coletivo.
Tive um pequeno deslize ao me mudar o interior de Mato Grosso quando me casei. Já não tinha mais compromisso com a Umbanda e poderia me dedicar exclusivamente ao serviço devocional à Krishna, mas popr influencia e também por aceitar e gostar de desafios fundei uma casa de Umbanda universalista na cidade se inicialmente era uma surpresa essa proposta, com o tempo foi me dando baitas dores de cabeça. Não pelos médiuns que lá passaram, todos com suas qualidades, potencialidades e defeitos inerentes a condição humana, mas sim pelo projeto universalista.  coisa até então pouco difundida na cidade. As pessoas que procuravam a casa já tinham o vício de não quererem se espiritualizar e sim fazer do religare, criatura com criador, da religião um balcão de negócios e alguns médiuns com experiências e tempo de rodagem em outras casas compactuavam com essa atitude. mas bicho morto, nunca!
A ideia universalista consistia até com o tempo em mudar o altar e não ter imagens típicas das afro-brasileiras e sim muitas flores até porque a ideia de estudar os Vedas foi muito bem aceita e chegamos a praticar muito yoga e meditações, um avanço e tanto para a cultura espiritualista da cidade. Sabia que em certo momento a casa ficaria empacada, não seria louco de transforma-la em templo vaishnava, vontade não me faltava, mas respeito as  regras e regulações da Iskcon de onde sou filiado como devoto iniciado.Em certo momento o avanço da casa iria cessar e cessou, fora o péssimo hábito da assistência em não prestar atenção nas palestras e estudos e só querer fazer negócio com mas entidades espirituais. Muito por isso acabei adoecendo e a casa que eu sabia que teria duração efêmera, fechou suas atividades depois de 5 anos ininterruptos , fato que me deixou finalmente livre para me dedicar ao serviço devocional à Krishna e Prabhupada, o que na verdade já tinha começado na minha infância com meu pai na Self de Yogananda e depois nos primeiro templos da Iskcon do Rio de Janeiro e sempre que lá ia passar férias ou visitar parentes.
Um parênteses se faz necessário. Principalmente na Ramatis e em livros sérios de autores de Umbanda  como Rubens Saraceni, W.W. da Mata e Robson Pinheiro entre outros, a palavra de origem sânscrita Aumbadhã aparecia. Isso sempre me deixou intrigado e já totalmente livre de quaisquer compromissos com essa religião genuinamente brasileira e muitas das vezes tão mal compreendida e aviltada, fui a procura de seu significado na Hare Krishna, Aumbhandã significa conjunto de leis divinas o que nos remete aos Vedas, porém o ritual do fogo e iniciações tem aspectos super semelhantes com as entregas para Orixás do panteão afro-brasileiro. Tudo vegetariano é claro , com frutas , sementes, flores cereais, aguas, além da pira de fogo e mantra especifico, cuja a palavra chave que se pronuncia swahan é traduzida literalmente por amém, o mesmo amém tem sua potência , vibração sonora vindo do famoso Om. Aí está a conexão na prática que lia nos livros de Umbanda. Outro detalhe  importante que é reconhecido academicamente reside no fato de que os Vedas e principalmente o Gita, livro sagrado mais importante para os vaishnavas, são as escrituras reveladas mais antigas que se tem notícia, donde pode se deduzir sem medo de errar que a India é o berço de todas as religiões. Seria como um rio que ao longo de seu curso vai sofrendo interferências principalmente do ser humano e desemboca em religiões que eu não diria distorcidas, mas adaptadas para servir a culturas e perfis psicológicos diferenciados da criatura humana.
Retornando a cronologia desta narrativa, mesmo sendo iniciado, eu bebia água de diferentes desvios do curso de um rio e fui beber a pura água da fonte nos Vedas. Mesmo sendo iniciado repito, não me sentia um vaishnava por completo e uma temporada de retiro espiritual no Paraíso dos Pândavas onde vivi em comunidade Hare Krishna, delineou meu novo e último passo no caminho desta vida.
Ainda me iniciei dentro do Movimento Hare Krishnha como Prabhupada Nuga, ou seguidor de Praphudada, o grande santo e acharya (mestre) do século vinte, tendo a honra de levar em meu nome iniciático, o nome civil de Prabhupada, Abhay Caran Dasa, sendo Abhay Caran seu nome e o sufixo masculino Dasa significa  servo, umservo de Prabhupada e Radha-Krishna, Outro detalhe curioso quem remete ao sincretismo religioso que as curvas do rio da espiritualidade nos reserva, o nome Abhay Caran significa oceano destemido,  que vem de encontro e de forma certeira com o fato de na Umbanda eu ser filho nde Yemanjá a rainah do mar. Não eexistem coincidências.
O grande diferencial da Hare Krishna são seus juramentos e postura dos devotos, além de muito estudo e manter-se em consciência fixa em Krishna, não há barganha espiritual do me faz um favor que te faço um agrado.
Nada disso, Krishna é reconhecido como o Controlador Supremo e Desfrutador Supremo e isso já diz tudo, cabendo a nós não nos deixarmos cair nas redes de maya a energia inferior e ilusória provinda do próprio Krishna e estabelecermos uma forma de louvar seus pés de lótus, seja em forma de serviçal, de amigo, de confidente, de cônjuge ect. e nos associarmos a devotos puros que estão fixos em Krishna para estudarmos, cantarmos os Santos Nomes, mantras e conversamos sobres as lilas, passatempos do Senhor, assim como aceitarmos seus arranjos para nossas vidas humanas.
Somos sac-cid-ananda, , sendo sac, eternos, cid conhecimento e ananda , bem aventurados e aí está nosso dilema, queremos ser isso em vida humana no mundo material, ninguém quer morrer, queremos a eternidade em vida mas o ciclo da vida , por maiores que sejam os avanços das ciências bio-médicas, não poupa nenhum ser vivo. Queremos também o conhecimento e obtemos certo conhecimento de acordo com nosso potencial intelectual e possibilidades de estudo, mas geralmente nos esquecemos do conhecimento acerca de Deus e não somos bem aventurados por mais que pensemos ao contrário, temos no máximo momentos  de extrema alegria e satisfação , mas não de felicidade plena, Somos centelhas divinas mas não somos deuses e quando nos afastamos da usina geradora de centelhas (Deus), é igual a labareda que se afasta de uma chama , perde a força , mas basta a labareda se reaproximar ou nós nos reaproximarmos de Deus que a centelha volta a ganha  corpo e força. Somos sac, eternos em espírito, cid quando tivermos conhecimento sobre o absoluto (Deus) e assim nesse ponto na vida espiritual com essas duas qualidades desenvolvidas atingiremos a bem aventurança eterna. 
Exercitando em vida material nossa centelha divina, mais rapidamente conseguiremos nos situar em plataformas onde a dor e sofrimento inexistem e consequentemente estarmos menos distantes , para não ser presunçoso porque esse caminho é individual e árduo, da divindsde, louvando os pés de lótus da Suprema Personalidade de Deus, Krishna, que está em nós , mas a ilusão de maya não nos deixa estarmos Nele. Hari bol!



Vida Vaishnava - Os Templos independentes



Apesar de ter acompanhado a partir dos meus vinte e cinco anos aproximadamente a trajetória do Movimento Hare Krishna no Rio de Janeiro, suas trocas de localidades e etc, um pouco mais maduro na consciência de Krishna e depois de alguns retiros espirituais e vivências em comunidades Hares no país, resolvi por mera curiosidade conhecer e frequentar templos não filiados a Iskcon.
Ritualisticamente e doutrinariamente poucos fogem as regras e regulações estabelecidas por Srila Praphupada, mas detecto alguns empecilhos futuros.
O mais relevante deles é que não são instituições com bases sólidas, normalmente quem os lidera trabalha duro para manter o templo, pagando altos aluguéis, contas de luz, IPTU e outras. A primeira pergunta que me vem a cabeça , um, a vez que as contribuições dos devotos desses templos são irrisórias é, quando esses líderes abandonarem o corpo físico, será que que esses templos vão sobreviver? Quem vai levar adiante tamanha responsabilidade? Vejo um templo na Tijuca onde funciona um restaurante vegetariano para ter uma renda extra e sobrevive graças ao empenho de seu fundador. Mas, ainda assim, esse templo independente, não sobrevive somente do restaurante e aí , quando o nobre líder, vier a abandonar o corpo físico como fica?
Outra interessante questão que é bem visível nesses templos, as panelinhas de devotos que incluem e excluem do convívio deles demais devotos por motivos diversos. Nesses aspecto a falha é grande e estão todos os envolvidos presos nas garras de maya e não percebem isso. O principal motivo existente nessas panelinhas é uma suposta amizade baseada em o neófito tem que estar sempre disposto a fazer de tudo, até aí tudo bem, mas todos tem sua vida particular e a partir da primeira discordância a suposta amizade se desmonta como um castelo de areia. Não é bem assim na Iskcon onde a máxima de um  genuíno vaishnava é ser devoto de Vishnu e misericordioso por natureza.
Uma outra preocupação forte em relação a esses templos é a urgente necessidade de se iniciar devotos formalmente a qualquer hora sem que os quais se mostrem minimamente preparados. Conheço um que mesmo após sua iniciação  feita com menos de três meses de frequência de um templo, sequer tinha comprado o seu exemplar do Gita e quando o fez, nem tirou o lacre do livro sagrado. Dar as 16 voltas em sua japa é artigo raro para esse e outros devotos iniciados assim tão precocemente, na vã tentativa de se formar uma congregação. Por esse sentido me alinho a Iskcon que se inicia devotos depois de muito estudo e serviço devocional e meu amigo Giridhari Das do Paraíso dos Pândavas afirma (e eu concordo pois convivi com ele em seu paraíso) que se a pessoa tem interesse e estuda com afinco os Vedas, da suas 16 voltas em sua japa,  já está iniciado. Partindo dessa premissa, o ritual de iniciação passa nesses templos  como uma mera vaidade para o iniciado e uma agônica tentativa de se fazer uma congregação, já citada acima, mas o curioso é que depois de algum tempo, esses devotos migram para a Iskcon e os templos independentes continuam a míngua.
Os harinamas (cantar os Santos nomes do Senhor ao ar livre) promovidos por esses templos independentes são verdadeiras bagunças de desorganização, marcam-se vários horários, dias e locais. Quando se consegue chegar a um denominador comum, o máximo que vi comparecer foram cinco devotos, ao passo que o mesmo processo feito pela Isckon é previamente marcado e nunca adiado e tem sempre o mínimo de quinze particpantes, fora o fato de que além de cantar os Santos nomes, a Isckon também faz após o harinama, a distribuição de livros , incensos etc, que é chamado de sankirtana.
Outra questão que suscita  reflexão: Apesar do discurso de boa convivência e aproximação da Isckon, os devotos mais influentes desses templos independentes são fundamentalistas ao extremo. Apresentam discurso coerente mas não aceitam a autoridade de gurus e alguns acharyas (mestres), os swamis. Para eles o único guru é Prabhupada. Concordo em termos, mas não devemos descartar o conhecimento que os atuas swamis possuem e nem esquecermos que esses mesmos swamis são seres humanos passíveis de erros, sendo muito natural discordar de um , ter mais afinidade com o discurso de outro e assim por diante, mas negá-los em sua totalidade e apontar seus possíveis defeitos é o mesmo que apontar seus próprios defeitos. E claro que em qualquer corrente filosófica–religiosa existe uma banda podre e quem teve dentro da Isckon e saiu, carrega em negrito as críticas , se esquecendo que em outras religiões também existem os maus caracteres que distorcem tudo a seu bel prazer e nefastas intenções. Infelizmente a liderança em qualquer aspecto trás essas tentações de maya. E oque ouvi de ruim a respeito da Isckon não foi comprovado, diga-se de passagem.
Trocando em miúdos, todos esses templos , até os de má reputação,  o que não é o caso do citado templo situado na Tijuca,  Rio de janeiro, são ou tentam ser vaishnavas ou narayanas, mas  com todas as suas possíveis falhas, a Iskcon idealizada por Srila Prabhupada é a guia mestre de todo o Movimento Hare Krishna e a forma mais confortável da pessoa se situar em uma das plataformas de relacionamento com o Senhor Krishna , o Todo Atrativo e Controlador Supremo. Hari Bol!

Kirtana em templo da Iskcon



Crônica: Perdas recentes no cenário musical




De 2014 para cá, foram muitos os artistas do mundo da música que nos deixaram. Faço um adendo que em 2002 Goerge Harrison foi a mais dolorosa que senti, porém voltando ao ano passado para cá , partiram Alvin Lee ( Guitarrista e líder do Ten Years After), Gary Moore (guitarrista de bandas como Thin Lizzy e BBM, além de sua ótima carreira solo), o genial violonista flamenco, Paco de Lucia, Clive Burr (priemiro baterista do Iron Maiden), Jack Bruce (baixista do Cream e outras aventuras musicais), Johnny Winter (excelente guitarrista de blues, o texano albino foi um verdadeirio mestre), Joe Cocker (vocalista de voz negróide com muito soul e rock) Peter Banks (primeiro guitarrista doi Yes e fundador da banda Flash), Andy Fraser (baixista do Free), Glenn Cornick (baixista do Jethro Tull) e mais recentemente, B.B.King (guitarrista e mestre do Blues) e o baixista Chris Squire (fundador da banda Yes).
Que time hein, e esses caras vão se juntar a Jim Morrinson, Janis Joplin, John Bonham, Keith Monn, Brian Jones, John Lennon, Jaco Pastorious, Cozy Powell, Jeery Garcia, Ron Pigpen, Roy Bhuchanan, Duanne Allaman,  Joe Zawinul, Miles Davis, Richard Wright, Syd Barret Jimi Hendrix, Ronnie James Dio, Jon Lord, Ted MacKenna, Rory Gallagher, Ray Manzarek, Charlie Parker, Bon Scott, John Entwistle, Ronnie Van Zant, Randal Hall, Hugh Tomasson, Phill Lynot, Gary Thain, David Byron, Mell Galley, Allen Collins, Steve Gaines, Mike Bloomfield, Randy Rhoads, Frank Zappa, Steve Clarke, Billy Preston, Mike Ronson, Ean Evans, Billy Powell, Leon Wilkenson, Tim Hardin, Thelonious Monk, Billie Holliday,  Ella Fitzgerald, Tommy Bolin, Freddie King, Fred Mercury, Peter Panka, Art Blakey, Chet Baker, Francesco di Giacomo, Lester Young , Buddy Miles, Graham Bond, Richie Heavens, Paul Kossof, Randy California, Lou Reed e tantos outros.......
Façam suas combinações de bandas imaginárias , mas que devem estar levando o maior som no além!
Abaixo, um pouco de alguns desses  gênios quando ainda estavam em terra.
Em futuras  postagens , vamos mesmiuçar a obra destes mestres do som, os que já se foram e os que aqui ainda estão.

 Solo de Chris Squire



Paco de Lucia


Gary Moore


Joe Cocker


Alvin Lee


Jack  Bruce & Rory Gallagher


Jeery Garcia &The Grateful Dead



Miles Davis



B. B King


Janis Joplin


Jimi Hendrix


Johnny Winter


Lou Reed



Chet Baker



Frank Zappa



John Bonham


George Harrison


Billy Preston


Jaco Pastorious



Cozy Powell



Roy Buchanan



John Lennon



Tommy Bolin with Deep Purple





Jon Lord



Por que sofremos?

Os motivos de nossas angustias, medos , decepções e dores geram sofrimento, mas por que tudo  isso?
Jesus de Nazaré em sua autoridade espiritual disse: A felicvidade não é desse mundo!
poderia tentar discorrer sobre os motivos dos nosso sofrimentos, porém o mestre espiritual Purushatraya Swami no vídeo abaixo, esclarece ao meu ver de maneira definitiva este tema.
Assistam!


As origens do Movimento Hare Krishna






Por Naradarama Das; Baseado na Introdução do Srimad-Bhagavatam escrita por Srila Prabhupada

Ο Senhor Sri Caitanya Mahaprabhu, ο grande apóstolo do amor a Deus e ο pai do canto congregacional do santo nome do Senhor, apareceu em Sridhama Mayapura, um recanto da cidade de Navadvipa na Bengala, na noite de Phalguni Purnima do ano de 1407 Sakabda (correspondente a fevereiro de 1486 pelo calendário cristão).
Pela vontade do Senhor que houve um eclipse lunar naquela noite. Durante as horas do eclipse, ο público hindu costumava tomar banho no Ganges ou em qualquer outro rio sagrado e cantar osmantras védicos de purificação. Quando ο Senhor Caitanya nasceu, durante ο eclipse lunar, toda a Índia estrugia com ο som sagrado de Hare Krishna, Hare Krishna, Krishna Krishna, Hare Hare/ Hare Rama, Hare Rama, Rama Rama, Hare Hare. Estes dezesseis nomes do Senhor são mencionados em muitos Puranas e Upanisads, e são descritos como ο Taraka-brahma nama desta era. É recomendado nos sastras que ο cantar inofensivo destes santos nomes do Senhor pode libertar uma alma caída do cativeiro material. Há inumeráveis nomes do Senhor tanto na Índia quanto fora da Índia, e todos eles são igualmente bons porque todos eles indicam a Suprema Personalidade de Deus. Mas, por estes dezesseis nomes serem recomendados especialmente para esta era, as pessoas devem tirar proveito deles e trilhar ο caminho dos grandes acaryas que alcançaram ο sucesso praticando as regras dos sastras(escrituras reveladas).
Esta ocorrência simultânea do aparecimento do Senhor e do eclipse lunar indicava a missão distintiva do Senhor. Esta missão consistia em pregar a importância de cantar os santos nomes do Senhor nesta era de Κali (desavença). Na era atual, briga-se até por ninharias, e por isso os sastras recomendam para esta era uma plataforma comum de auto-realização, a saber, ο canto dos santos nomes do Senhor. As pessoas poderão promover encontros para glorificar ο Senhor em suas respectivas línguas e com canções melodiosas, e, se tais encontros forem feitos de maneira inofensiva, é certo que gradualmente os participantes alcançarão a perfeição espiritual sem ter que se submeter a métodos mais rigorosos. Em tais encontros, todos — os intelectuais e os ignorantes, os ricos e os pobres, os hindus e os muçulmanos, os ingleses e os indianos e os candalas e os brahmanas — poderao ouvir os sons transcendentais e, assim, limpar ο espelho do coração da poeira contaminante da matéria. Para confirmar a missão do Senhor, todas as pessoas do mundo aceitarão ο santo nome do Senhor como a plataforma comum para a religião universal da humanidade. Em outras palavras, ο advento do santo nome ocorreu juntamente com ο advento do Senhor Sri Caitanya Mahaprabhu.
Quando ο Senhor era ainda um neném de colo, Ele parava imediatamente de chorar assim que as senhoras à Sua volta cantavam os santos nomes e batiam palmas. Este incidente peculiar foi observado pelos vizinhos com respeito e veneração. Às vezes, as mocinhas sentiam prazer em fazer ο Senhor chorar para então fazê-lO parar, cantando ο santo nome. Destarte, desde Sua infância, ο Senhor começou a pregar a importância do santo nome.
Aos dezesseis anos ele ficou conhecido como o maior erudito de toda Índia, e era chamado de Nimai Pandita. Depois, então, ο Senhor casou-Se com grande pompa e alegria, e, por esta época, Ele começou a pregar ο canto congregacional do santo nome do Senhor em Navadvipa. Alguns dos brahmanasficaram com inveja de Sua popularidade, e puseram muitos obstáculos em Seu caminho. Eram tão invejosos que por fim levaram a questão perante ο magistrado muçulmano de Navadvipa. Naquela época a Bengala era governada por Patanes, e ο governador da província era ο Nawab Hussain Shah. Ο magistrado muçulmano de Navadvipa levou a sério as queixas dos brahmanas, e a princípio advertiu os seguidores de Nimai Pandita a que nãο cantassem em voz alta ο nome de Ηari. Mas, ο Senhor Caitanya mandou que Seus seguidores desobedecessem às ordens do Kazi, e, como de costume, eles continuaram com seu grupo de sankirtana (canto).
Ο magistrado, então, mandou policiais que interromperam ο sankirtana e quebraram algumas dasmridangas (tambores). Quando Nimai Pandita ouviu falar deste incidente, Ele organizou um partido de desobediência civil. Ele é ο pioneiro do movimento de desobediência civil na Índia em prol de causas justas. Organizou uma procissão de cem mil homens com milhares de mridangas e karatalas (címbalos de mão), e esta procissão passou pelas ruas de Navadvipa em desafio ao Kazi que havia baixado a proibição. Finalmente a procissão chegou à casa do Kazi, ο qual subiu as escadas com medo da massa popular. A grande multidão reunida em frente à casa do Kazi revelava uma disposição  agressiva, mas ο Senhor mandou que eles ficassem pacíficos. Nessa  altura, ο Kazi desceu da casa e tentou apaziguar ο Senhor, chamando-Ο de sobrinho. Ele assinalou que Nilambara Cakravarti chamava-o de tio, e, conseqüentemente, Srimati Sacidevi, a mãe de Nimai Pandita, era sua irmã. Ele perguntou ao Senhor se ο filho de sua irmã poderia ficar zangado com Seu tio materno, e ο Senhor respondeu que, uma vez que ο Kazi era Seu tio materno, ele devia receber seu sobrinho bem em casa. Dessa maneira, os dois sábios eruditos chegaram a um acordo, e em seguida começaram uma longa discussão sobre ο Alcorão e ossastras hindus. Ο Senhor levantou a questão da matança de vacas, e ο Kazi respondeu-Lhe devidamente, referindo-se ao Alcorão. Por sua vez, ο Kazi também questionou ο Senhor acerca do sacrifício de vacas nos Vedas, e ο Senhor respondeu que este sacrifício que é mencionado nos Vedas não é realmente matança de vacas. Neste sacrifício, um touro ou uma vaca velha era sacrificado para receber nova vida através do poder de mantras védicos. Mas, na Κali-yuga, esses sacrifícios de vacas são proibidos porque não há brahmanas qualificados capazes de conduzir tal sacrifício. De fato, na ΚaΙi-yuga todos os yajnas (sacrifίcios) são proibidos porque são tentativas inúteis feitas por homens ignorantes. Na Kali-yuga, somente ο sankirtana yajna é recomendado para todos os propósitos práticos. Falando assim, ο Senhor finalmente convenceu ο Kazi, que se tornou seguidor do Senhor. A partir desse dia, ο Kazi declarou que ninguém deveria impedir ο movimento sankirtana inaugurado pelo Senhor, e deixou esta ordem em seu testamento para ο conhecimento de seus descendentes. Ο túmulo do Kazi ainda existe na área de Navadvipa, e os peregrinos hindus vão ali prestar-lhe seus respeitos. Os descendentes do Kazi ainda moram nesta região, e nunca se opuseram ao sankirtana, mesmo durante os dias de tumulto entre hindus e muçulmanos.
Após este incidente, ο Senhor começou a pregar e propagar Seu Bhagavata-dharma, ou movimento sankirtana, mais vigorosamente. Ele costumava mandar diariamente todos os Seus seguidores, incluindo Srila Nityananda Prabhu e Thakura Haridasa, dois membros principais de Seu grupo, de porta em porta para pregar ο Srimad-Bhagavatam, essa ciência espiritual da consciência de Krishna.
Certa vez, Nityananda Prabhu e Srila Haridasa Thakura estavam andando por uma rua principal, e, no caminho, depararam com uma multidão em tumulto. Indagando de transeuntes, ficaram sabendo que dois irmãos, chamados Jagai e Madhai, estavam provocando distúrbio público em estado de embriaguez. Ficaram informados, também, que estes dois irmãos haviam nascido em uma respeitável família de brahmaŠas, mas, por causa de más companhias, tinham se transformado em libertinos da pior espécie. Eles não eram apenas beberrões, mas também comedores de carne, caçadores de mulheres, ladrões e pecadores da pior espécie. Srila Nityananda Prabhu inteirou-Se de todas essas histórias e decidiu que estas duas almas caídas teriam de ser as primeiras a serem salvas. Com efeito, se fossem libertados de sua vida pecaminosa, redundaria daí maior glória do bom nome do Senhor Caitanya. Pensando dessa maneira, Nityananda Prabhu e Haridasa abriram caminho no meio da multidão e pediram aos dois irmãos que cantassem os santos nomes do Senhor Hari. Os dois bêbados enfureceram-se com este pedido e atacaram Nityananda Prabhu, dizendo palavrões. Ambos os irmãos perseguiram-nos por uma distância considerável. À noite, foi apresentado ao Senhor ο relatório do trabalho de pregação, e Ele ficou contente ao saber que Nityananda e Haridasa tinham tentado salvar dois sujeitos tão estúpidos.
No dia seguinte, Nityananda Prabhu foi ver os irmãos, e assim que Se aproximou deles, um deles atirou-Lhe um caco de pote de barro. Este caco de barro feriu-Ο na testa, e imediatamente começou a jorrar sangue. Nityananda Prabhu, bondoso como era, em vez de protestar contra este ato abominável, disse: “Não Me importa que tenhais atirado esta pedra em Mim. Ainda assim, peço-vos que canteis ο santo nome do Senhor Hari."
Um dos irmãos, Jagai, surpreendeu-se ao ver esta atitude de Nityananda Prabhu, e caiu imediatamente a Seus pés, pedindo-Lhe que perdoasse a seu irmão pecaminoso. Quando Madhai tentou novamente agredir Nityananda Prabhu, Jagai impediu-o e implorou-lhe que se lançasse a Seus pés. Enquanto isso, a notícia do ferimento de Nityananda chegava aos ouvidos do Senhor, que correu imediatamente para ο local, em atitude impetuosa e iracunda. Ο Senhor invocou imediatamente a Sua sudarsana cakra (a arma final do Senhor, que tem a forma de uma roda) para matar os pecadores, mas Nityananda Prabhu recordou-Lhe Sua missão. A missão do Senhor é salvar as almas desamparadamente caídas de Kali-yuga, e os irmãos Jagai e Madhai eram exemplos típicos de tais almas caídas. Noventa por cento da população desta era assemelha-se a estes irmãos, a despeito de bom nascimento e respeitabilidade mundana.
Certa vez, o grande sannyasi Mayavadi Prakasananda perguntou ao Senhor qual era ο motivo de Ele preferir ο movimento sankirtana a estudar ο Vedanta-sūtra. Prakasananda disse que é dever de umsannyasi ler ο Vedanta-sūtra. Que fez com que ο Senhor Se entregasse ao sankirtana?
Após esta pergunta, ο Senhor respondeu humildemente: —Eu aceitei ο movimento sankirtana ao em vez do estudo do Vedanta porque sou um grande tolo." Ο Senhor, assim, fez-Se passar por um dos inumeráveis tolos desta era que são absolutamente incapazes de estudar a filosofia Vedanta. A dedicação dos tolos ao estudo do Vedanta tem feito muitos estragos na sociedade. Ο Senhor continuou então: “Ε, por Eu ser um grande tolo, Meu mestre espiritual proibiu-Me de tocar na filosofia Vedanta. Ele disse que é melhor Eu cantar ο santo nome do Senhor, pois este canto Me libertará do cativeiro material.
"Nesta era de Kali, não há outra religião além da glorificação do Senhor proferindo Seu santo nome, e este é ο preceito de todas as escrituras reveladas. Ε Meu mestre espiritual ensinou-Me um sloka (doBrihan-naradiya Purana):

harer nama harer nama harer namaiva kevalam

kalau nasty eva nasty eva nasty eva gatir anyatha

"De modo que por ordem de Meu mestre espiritual, Eu canto o santo nome de Ηari, e agora estou louco por este santo nome. Sempre que profiro ο santo nome Me esqueço de Mim Mesmo completamente, e às vezes dou gargalhadas, choro e danço como um louco. Eu achava que tinha realmente enlouquecido por este processo de cantar, e por isso perguntei a Meu mestre espiritual a respeito disto. Ele Me informou que este era ο verdadeiro efeito produzido por se cantar ο santo nome: uma emoção transcendental que é uma manifestação rara. Esta manifestação é ο sinal do amor a Deus, que é a meta última da vida. Ο amor a Deus é transcendental à liberação [mukti], e por conseguinte é chamado ο quinto estágio de compreensão espiritual, acima do estágio da liberação. Cantando-se ο santo nome de Krishna, atinge-se ο estágio de amor a Deus, e foi bom que por felicidade fui favorecido com esta bênção."
O Senhor Chaitanya é o próprio Krishna, Deus, e, portanto, nunca um tolo. Mas nós podemos seguir o exemplo misericordioso dEle e adotar com firme determinação o cantar dos santos nomes de Deus para atingir o objetivo último da vida: amor puro por Deus. Tudo está incluso no cantar de Hare Krishna, Hare Krishna, Krishna Krishna, Hare Hare / Hare Rama, Hare Rama, Rama Rama, Hare Hare. Precisamos apenas aceitar essa intemporal tradição que chega a nós através da linha de sucessão discipular vinda de Krishna e do Senhor Chaitanya.




Teatro: A Casa dos Budas Ditosos



A obra do imortal João Ubaldo Ribeiro conta a vida de uma devassa senhora a qual narra a estória. Um relato pouco comum, chocante, irônico e interessante que alcança dimensões de um retrato sociológico de toda uma cultura e geração, envolvendo um dos pecados mais indomáveis e capitais, a luxúria.
A adaptação do monólogo para os palcos teatrais tem a direção de Domingos de Oliveira e a excelente e impagável Fernanda Torres interpretando o monólogo de uma senhora de 68 anos de idade.
O espetáculo teatral que ficou em cartaz durante anos, sempre com lotação esgotada,  com  a mesma dobradinha de direção e atriz, volta aos palcos como uma homenagem a João Ubaldo Ribeiro, falecido há cerca de uma ano. Se A casa dos Budas Ditosos chegar a Mato Grosso, e especificamente a Tangará da Serra, será uma ofensa as artes cênicas quem não comparecer!
a produção do espetáculo tem custo acessível para turnê pelo Brasil como foi realizada em sua primeira temporada, quem sabe não aparece por aqui? Vamos torcer!



Abaixo, um vídeo baseado na obra A casa dos Budas Ditosos




Hilária chamada de  Fernanda Torres em propaganda do monólogo A Casa dos Budas Ditosos



O Guru Espriritual segundo Srila Prabhupada



Parte de estabelecer relacionamentos espirituais é nos permitirmos a companhia dos devotos que são avançados em amor a Deus. Esses devotos frequentemente servem como gurus, e um aspirante a devoto é encorajado a aceitar iniciação espiritual da parte de tal pessoa. Mestres espirituais treinam e guiam discípulos em relação a como reviverem seu relacionamento ativo com Deus e ajudam os discípulos durante tempos difíceis. Na preleção a seguir, realizada em Bombaim, Índia, em novembro de 1974, Srila Prabhupada explica quem é um guru e por que precisamos de um. Suas explicações são tão perfeitas que o próprio Srila Prabhupada se toprna o guru de todos os devotos, chamados assim de Prabhupadas Nugas.


No Srimad-Bhagavatam, lemos: “O poderosíssimo sábio Maitreya era amigo de Vyasadeva. Encorajado pela indagação de Vidura sobre o conhecimento transcendental e agradado com a mesma, Maitreya falou como segue”.
Eis o processo para obtermos conhecimento transcendental: aproximarmo-nos da pessoa correta, o guru, e escutarmo-lo submissamente. Tad viddhi pranipatena pariprasnena sevaya. Apesar de o processo ser muito fácil, a pessoa tem que conhecer o processo e segui-lo. Por exemplo, suponha que sua máquina de escrever não esteja funcionando. Você, então, tem que ir à pessoa apropriada – alguém que saiba como consertá-la. Ele imediatamente apertará um parafuso ou ajustará alguma outra coisa para que funcione. Se você, no entanto, buscar por um vendedor de legumes a fim de que ele conserte sua máquina, isso não será bom. Ele desconhece o processo. Ele talvez saiba como vender legumes, mas isso não importa. Ele não sabe como consertar uma máquina de escrever.
A injunção védica, portanto, é tad-vijnanartham sa gurum evabhigacchet. Se você quer aprender o conhecimento transcendental (tad-vijnana), você tem que se aproximar de um guru. Na verdade, a vida humana se destina a compreendermos o conhecimento transcendental, não o conhecimento material. Todo conhecimento material pertence ao corpo. Um médico talvez tenha muitíssimo conhecimento do arranjo mecânico do corpo, mas ele não tem nenhum conhecimento referente à alma espiritual, em consequência do que ele não pode auxiliar você a alcançar a meta de sua vida.
O corpo é uma máquina feita pela natureza (yantrarudhani mayaya). Para aqueles que são deveras apegados a essa máquina, o sistema de yoga meditativo é recomendado. Nesse sistema, o indivíduo aprende um pouco de ginástica e como concentrar a mente de modo que, por fim, a mente possa centrar-se no Senhor Vishnu. O verdadeiro propósito é compreender Vishnu, o Senhor Supremo. O sistema de yoga, por conseguinte, é um arranjo mais ou menos mecânico. Contudo, o sistema de bhakti está acima desse arranjo mecânico, daí bhakti começar pela busca por tad-vijnana, o conhecimento espiritual.
Se você quer compreender o conhecimento espiritual, você tem que buscar um guru. Um significado da palavra guru é “pesado”: o guru é aquele que “pesa” com conhecimento. E que conhecimento é esse? Isso é explicado na Kathopanisad: srotriyam brahma-nisthamSrotriyam é “aquele que recebeu conhecimento ouvindo os Vedas, o sruti”, e brahma-nistham indica aquele que conhece pela experiência direta o Brahman, ou mesmo o Para-brahman, Bhagavan, a Suprema Personalidade de Deus. Essa é a qualificação do guru.
Devem-se ouvir aqueles que estão na linha de sucessão preceptoral, ou sucessão discipular. Como o Senhor Krishna diz no Bhagavad-gitaevam parampara-praptam. Se alguém deseja o conhecimento transcendental padrão, não conhecimento que está na moda, ele deve recebê-lo a partir do sistema parampara, a sucessão discipular. Outro significado da palavra srotriyam mencionada acima é “aquele que ouviu de um guru na sucessão discipular”. E o resultado dessa audição será brahma-nistham, “estar firmemente fixo no serviço à Suprema Personalidade de Deus”. Ele não tem outro afazer. Essas são as duas principais qualificações de um guru fidedigno. Ele não precisa ser muitíssimo erudito, com mestrado ou doutorado. Não. Ele simplesmente precisa ter ouvido a partir da autoridade na sucessão discipular e estar fixo em serviço devocional. Esse é o nosso sistema.
No verso em discussão, vemos que Vidura estava ouvindo Maitreya Rishi, e que Maitreya estava muito agradado (viduram pritah). A menos que você agrade seu guru muito bem, você não poderá obter o conhecimento correto. Isso é natural. Se você recebe seu guruapropriadamente, lhe dá um ótimo lugar para que ele se assente confortavelmente e ele está satisfeito com sua conduta, ele falará muito franca e livremente, o que beneficiará você. Esse é o caso de Vidura e Maitreya: Maitreya Rishi estava muitíssimo satisfeito com Vidura, daí Maitreya ter-lhe compartilhado instruções.
O Senhor Krishna recomenda o mesmo procedimento no Bhagavad-gitatad viddhi pranipatena pariprasnena sevaya: “O indivíduo deve oferecer reverências ao guru, apresentar-lhe indagações e servi-lo”. Se você simplesmente se aproxima do mestre espiritual e faz perguntas em uma postura de desafio, porém não aceita suas instruções e não presta serviço, você está desperdiçando seu tempo. A palavra utilizada aqui épranipatena, “oferecer reverências sem reservas”. A recepção de conhecimento transcendental, portanto, baseia-se nesse pranipata. Eis por que Krishna diz posteriormente, sarva-dharman parityajya mam ekam saranam vraja: “Abandona tudo mais e simplesmente rende-te a Mim”. Assim como temos que nos render a Krishna, temos que nos render ao representante de Krishna, o mestre espiritual.
guru é o representante externo de Krishna. O guru interno é o próprio Krishna (isvarah sarva-bhutanam hrd-dese ’rjuna tisthati). Não é o caso que Krishna está apenas em Goloka Vrindavana, o mundo espiritual. Ele está em toda parte, dentro de todo átomo e dentro do coração de todos (goloka eva nivasaty akhilatma-bhutah). A manifestação de Krishna no coração é Paramatma, ou a Superalma. Eu sou um atma,uma alma individual; você é um atma. Estamos ambos situados localmente: você está situado dentro do seu corpo, e eu estou situado dentro do meu corpo. Paramatma, em contraste, está situado em todo lugar. Essa é a diferença entre atma e Paramatma. Algumas pessoas acreditam inexistir diferença entre o atma e o Paramatma, mas há diferença. São unos no sentido de que ambos são entidades vivas, mas são diferentes uma vez que Paramatma é onipenetrante, e o atma é localizado. Krishna confirma isso no Bhagavad-gita, ksetra-jnam capi mam viddhi sarva-ksetresu bharata: “Além da alma individual em cada corpo, também estou presente como a Superalma”. A palavraksetra-jna significa “o conhecedor do ksetra, ou corpo”. Eu, portanto, sou o conhecedor ou ocupante do meu corpo. O corpo é tal qual uma casa, com um inquilino e um senhorio. O inquilino pode ocupar a casa, mas o senhorio é o proprietário. Similarmente, nós atmas somos simplesmente inquilinos do nosso corpo; não somos o proprietário. O proprietário é Paramatma. E quando o proprietário diz: “Saia desta casa, saia deste corpo”, você tem que deixar seu corpo. Isso se chama morte. Isso é o conhecimento védico.
Então, quem é indagador em relação à meta última da vida tem que buscar um guruapropriado. Um homem comum interessado nos confortos corpóreos da vida não necessita de um guru. Hoje em dia, no entanto, o guru é tido como alguém que se destina a dar um remédio corpóreo. As pessoas se aproximarão de um uma pessoa supostamente santa e solicitarão: “Mahatmaji, estou sofrendo de tal doença”. “Sim, tenho um mantra que curará sua pessoa”. Esse tipo de guru é aceito – para curar alguma doença ou trazer riquezas. Não. O Senhor Krishna diz no Bhagavad-gita:

tad viddhi pranipatena
pariprasnena sevaya
upadeksyanti te jnanam
jnaninas tattva-darsinah
Deve-se buscar um guru para se aprender sobre tattva, a Verdade Absoluta, e não para obter algum benefício material. Não se deve buscar por um guru de modo a curar alguma doença material. Para isso, existe o médico. Por que você deveria buscar um guru com esse fim? O guru é aquele que conhece as escrituras védicas e que pode nos ensinar a compreender Krishna.
É claro que não podemos compreender Krishna por completo. Isso não é possível. Não temos semelhante capacidade, porque Krishna é muito grandioso e nós somos muito limitados. Krishna é tão grandioso que nem mesmo Ele é capaz de Se compreender. Ele não sabe por que é tão atrativo. Em razão disso, a fim de compreender o que O torna tão atrativo, Ele veio como o Senhor Chaitanya, adotando as emoções extáticas de Srimati Radharani. Portanto, entender Krishna por completo é impossível, mas, se tentarmos compreendê-lO até onde permita a nossa capacidade, essa é a nossa perfeição. É por isso que Krishna diz:

janma karma ca me divyam
evam yo vetti tattvatah
tyaktva deham punar janma
naiti mam eti so ’rjuna
“Aquele que conhece a natureza transcendental do Meu advento e de Minhas atividades não renasce neste mundo material ao deixar o corpo, senão que alcança Minha morada eterna, ó Arjuna”.
Se pensarmos que Krishna é um ser humano como nós, somos mudhas, tolos e sujeitos sem caráter. Estaremos equivocados caso pensemos: “Uma vez que meu corpo é feito de elementos materiais, o corpo de Krishna também é feito de elementos materiais”. NoBhagavad-gita, Krishna diz que a energia material pertence a Ele: daivi hy esa gunamayi mama maya. Este mundo material é de Krishna. Não podemos dizer mama maya: “Esta energia material é minha”. Não. Estamos sob o controle da natureza material. Porém, Krishna é o controlador da natureza material: mayadhyaksena prakrtih suyate sa-caracaram. Essa é a diferença entre Krishna e nós. Entendermos que esta natureza material funciona sob a direção de Krishna é verdadeiro conhecimento.
Não é possível compreender em detalhes como tudo funciona, mas podemos entender o resumo – janmady asya yatah: “Tudo emana da Suprema Verdade Absoluta, Krishna”. Essa quantia de conhecimento é o bastante. Você, então, pode ampliar seu conhecimento – como a energia material funciona sob a direção de Krishna, como as energias de Krishna interagem e assim por diante. Isso é conhecimento avançado. Porém, se nós simplesmente compreendermos a declaração de Krishna no Bhagavad-gita – mayadhyaksena prakrtih suyate sa-caracaram: “Esta energia material está funcionando sob Minha direção” – isso é conhecimento perfeito.
Os cientistas modernos pensam que a matéria está funcionando independentemente, que tudo evolui devido à evolução química. Não. A evolução química não pode produzir a vida. A vida vem da vida. Como Krishna diz no Bhagavad-gita, aham sarvasya prabhavo mattah sarvam pravartate: “Tudo emana de Mim”. Essa é a resposta para os cientistas. E o Vedanta-sutra confirma, athato brahma jijnasa, janmady asya yatah: “Agora, deve-se indagar acerca do Brahman Supremo, que é aquele a partir de quem tudo emana”. O Brahman Supremo é Krishna.
O mundo inteiro é uma combinação de duas coisas: jada e cetana, matéria insensível e entidades vivas. Ambas veem de Krishna. Como Ele diz no Bhagavad-gita:

apareyam itas tv anyam
prakrtim viddhi me param
jéva-bhutam maha-baho
yayedam dharyate jagat
“Além da energia material inferior, há Minha energia espiritual superior, que consiste nas entidades vivas que estão explorando a natureza material”. Por que a energia espiritual é superior? Porque as entidades vivas estão utilizando a natureza material. Por exemplo, nós entidades vivas avançadas, seres humanos, criamos a civilização moderna utilizando a matéria. Essa é a nossa prioridade. Deste modo, temos que obter tattva-jnana, entendimento da Verdade Absoluta.
Vedanta-sutra confirma que a vida humana objetiva compreender a Verdade Absoluta: athato brahma jijnasa. E a explicação do Vedanta-sutra é o Srimad-Bhagavatam. Vedanta-sutra afirma que a Verdade Absoluta é janmady asya, aquilo a partir do que, ou a partir de quem, tudo emana. Agora, qual é a natureza dessa fonte? Essa questão é respondida no Srimad-Bhagavatam: janmady asya yatah anvayad itaratas ca arthesu abhijnah. Essa fonte é abhijnah, cônscia. A matéria, em contrapartida, não é cônscia, e a fonte tem que ser viva. Por conseguinte, a teoria científica moderna de que a vida vem da matéria é errônea. A vida vem da vida. E oSrimad-Bhagavatam continua, tene brahma hrda ya adi-kavaye: “Ele compartilhou o conhecimento védico com o senhor Brahma”. Então, a menos que o sujeito seja uma entidade viva, como ele pode compartilhar conhecimento?
Bhagavatam é a explicação natural do Vedanta-sutra por parte do mesmo autor, Srila Vyasadeva. Neste verso sob discussão, é dito que Vidura era dvaipayana-sakha, “um amigo de Dvaipayana”. Dvaipayana é outro nome de Vyasadeva. Vyasadeva compilou oVedanta-sutra, após o que o explicou no Srimad-Bhagavatam (artho ’yam brahma-sutranam). Se lermos alguns comentários artificiais sobre o Vedanta-sutra, compreenderemos errado. Em geral, os mayavadis [impersonalistas] destacam o comentário de Shankaracharya, chamado Shariraka-bhasya. Esse comentário, no entanto, é artificial. O comentário natural é por parte do próprio autor, Srila Vyasadeva.
Segundo o nosso sistema védico, o acharya tem que compreender o Vedanta-sutra e explicá-lo. Ele, então, será aceito como acharya. Em razão disso, ambos os principaissampradayas [comunidades espirituais] – o sampradaya mayavadi e o sampradayavaishnava, explicaram o Vedanta-sutra. De outro modo, não teriam sido reconhecidas como autoridades. Sem compreender o Vedanta-sutra, ninguém pode compreender o que é o Brahman, a Verdade Absoluta. Similarmente, aqui se afirma que Vidura compreendeu o conhecimento transcendental (anviksikyam) com Maitreya. Quem é Maitreya? Dvaipayana-sakha, o amigo de Vyasadeva. Um amigo conhece o outro amigo – qual é a sua posição, qual é o seu conhecimento. Maitreya ser amigo de Vyasadeva significa que ele sabe o que Vyasadeva sabe.
Temos, por conseguinte, que nos aproximar de um mestre espiritual que esteja na sucessão discipular de Vyasadeva. Muitas pessoas alegam: “Ah, também estamos seguindo Vyasadeva”. Esse “seguir”, entretanto, não pode ser superficial. A pessoa tem que de fato seguir Vyasadeva. Por exemplo, Vyasadeva aceitou Krishna como a Suprema Personalidade de Deus. Isso é declarado no Bhagavad-gita, na seção onde Arjuna diz a Krishna, param brahma param dhama pavitram paramam bhavan: “Ó Krishna, és Para-brahman, a Pessoa Suprema”. Alguém talvez diga que foi porque Arjuna era amigo de Krishna que ele O aceitou como o Supremo. Não. Arjuna apresenta evidências: “Vyasadeva também Te aceita como o Senhor Supremo”. Similarmente, Vyasadeva começa o Srimad-Bhagavatam, seu comentário ao Vedanta-sutra, dizendo om namo bhagavate vasudevaya: “Ofereço minhas reverências a Vasudeva, Krishna, a Suprema Personalidade de Deus”.
Então, se estamos de fato interessados em entender o conhecimento espiritual, temos que nos aproximar de um acharya, acharya é aquele que segue Vyasadeva. No verso em discussão, Maitreya, o amigo de Vyasadeva, é o acharya. Ele é tão elevado que foi descrito como bhagavan. Em geral, a palavra bhagavan indica Krishna, a Suprema Personalidade de Deus (krishnas tu bhagavan svayam). Algumas vezes, contudo, outras poderosas personalidades, tais como o senhor Brahma, o senhor Shiva, Narada, Vyasadeva ou Maitreya, também são tratadas por bhagavan. Conquanto o verdadeirobhagavan seja Krishna, tais personalidades são por vezes chamadas de bhagavan visto que obtiveram tanto conhecimento sobre Krishna quanto possível. Não é possível ter cem por cento de conhecimento de Krishna. Ninguém consegue tal feito – nem mesmo Brahma e Shiva. Todavia, aqueles que seguem inteiramente as instruções de Krishna também são chamados algumas vezes de bhagavan. Esse bhagavan, porém, não é umbhagavan artificial. Um verdadeiro bhagavan tem que saber o que Krishna ensina e seguir Suas instruções.
Aqui, portanto, se diz que viduram prita, “Vidura satisfez Maitreya”. A conversa deles não foi mero “bate-papo” entre amigos. Não. Vidura estava ávido por receber conhecimento transcendental, e Maitreya ficou satisfeito com ele. Como alguém pode agradar o mestre espiritual? Isso nós mencionamos anteriormente: pranipatena pariprasnena sevaya. Você pode agradar o guru simplesmente se rendendo a ele, apresenta-lhe perguntas e prestando-lhe serviço: “Respeitável senhor, sou seu servo mais obediente. Por favor, aceite-me e me instrua”.
Então, este é o processo para se aproximar de um guru. Você tem que demonstrar muito interesse e apresentar perguntas, mas sem desafiar o mestre espiritual. É dito quejijnasuh sreya uttamam: você deve se aproximar do mestre espiritual de sorte a compreender a ciência espiritual. Você não deve tentar derrotá-lo. Não se deve dizer: “Sei mais do que você. Conversemos”. Não. Essa não é a maneira apropriada de se aproximar de um guru. Você tem que encontrar um guru a quem você possa se render (pranipatena). Se você não pode se render ao guru, não desperdice seu tempo e o dele. Antes de tudo, renda-se ao guru fidedigno. Esse é o processo para compreender o conhecimento espiritual.
Muito obrigado. Hare Krishna.



Sua Divina Graça A.C. Bhaktivedanta Swami Parbhupada