No início eram os músicos John Paul Jones e Jimmy Page, que fizeram amizade em sessões de estúdio onde se conheceram gravando para outros artistas e grupos. Tinha também a banda The Yardbirds onde despontyava Eric Clapton que logo deixou seu lugar vago para o genial Jeff Beck. Havia outra banda chamada Band of Joy com um vocalista que chamava atenção, Robert Plant e um baterista truculento, John Bonham.
Para que Page, Plant, Bonham e Jones pudessem se encontrar a década de sessenta em Londres teria promover antes o ingresso de Jimmy Page nos Yardbirds como baixista . Sua destreza como instrumentista logo o fez passar para a guitarra e a banda por pouco tempo teve dois dos maiores guitarristas de rock em suas fileiras, Jeff Beck e Jimmy Page. Empolgação e nervos a flor da pele como mostra a sequencia final do filme Blow Up (No Brasil, Depois Daquele Beijo) de Antonionni, onde Jeff Beck estraçalha sua guitarra no amplificador e Page sorri. Empolgação que durou pouco, pois o sempre intempestivo Jeff Beck larga tudo para formar seu Jeff Beck Group, deixando Jimmy Page e os The Yardbirds que ainda gravaram o ótimo álbum Little Games para depois a banda se dispersar. Page ficou numa situação difícil, um contrato para cumprir na Escandinávia, mas sem uma banda.
O primeiro a ser recrutado para o New Yardbirds foi o velho amigo, baixista e tecladista, além de arrajandor, assim como Page, John Paul Jones e foram os dois assistir o vocalista Robert Plant que indicou seu amigo John Bonham para a bateria.
Conta a lenda que os quatro se reuniram num quarto e como primeiro tema ensaiado escolheram The Train Kept-A-Rollin muito popular com os Yardbirds. O quarto quase caiu, estremeceu e os rapazes se entreolharam e gostaram do resultado. A banda fez a tal excursão e alguns shows como New Yardbirds até que entrou em cena Peter Grant, o empresário que mudou as regras do show businnes e junto com Page descolou um contrato com a Atlantic Records.
O nome Led Zepellin, um trocadilho que significa zepelin de chumbo, porém capaz de voar como os antigos zepelins foi sugerido numa bebedeira pelo baterista Keith Moon do The Who para uma banda hipotética que ele faria com o baixista do Who, John Entwistle, Page e Jones.
No final da década de 60 sai o Long Play Led Zepellin com uma foto granulada em preto e branco de um zepelin em chamas.
O disco queimou mesmo e não tem um tema sequer que seja ao menos regular, é uma obra prima do rock. Blues como You Shook Me. Temas pesados como Communication Breakdown e How Many More Times, sutis como Babe I´m Gonna Leave You e Your Times is Gonna Come, psicodélico como Dased and Confused, um instrumental, Black Mountain Side (uma releitura de White Summer dos Yardbirds) entre outros revolucionaram o rock e o que era uma banda de rock.
O Zepellin decolou tão alto que nem os própios tripulantes acreditavam e tiveram que gravar novo álbum em seguida, Led Zeppelin II, pesado, mas com temas sutis e muitos sucessos como, The lemon Song, What is and What Should Never Be, Heartbreaker, Wholle Lotta Love , Ramble On e Thank You. Mais sucesso e excursões em ambos os lados do Atlântico e no Japão. Dólares e mais dólares para todos.
Led Zepellin III causou estranheza por ser mais puxado para o acústico apesar de músicas como Immigant Song e Friends, pesadas e o blues mais blues que existe Since I´ve been Loving You, excessões num disco que é mais leve mesmo, Tangerine, Gallows Pole, Bron-Y-Aur Stomp são líndíssimos temas, mas para a época, pareciam mais canções de bandas folk britânicas. Mesmo assim Led III e suas críticas não deixaram de vender milhões de cópias.
Revoltados com as críticas ao Led III, os rapazes lançam na década de setenta um disco sem título (ficou conhecido como Led Zepellin IV) e sem nemhuma referencia musical ou nome da banda na capa. Apenas a foto envelhecida de um senhor com uma pilha de gravetos nas costas. Outra obra prima que mostra como a banda estava amadurecida para transitar entre o o rock pesado que eles inventaram e temas mais delicados. Black Dog e Rock and Roll abrindo o disco tiram o fôlego. The Batlle of Evermore, sutil com Plant em dueto com Sandy Denny do Fairport Convention é um aperitivo para a canção síntese do rock e hino da banda, Stairway to Heaven, que começa em tons barrocos, passa para o folk, balada e termina na maior pauleira, tudo em sua dose certa. Porém uma obra prima ainda tem mais temas, Misty Mountain Hop, Four Stick são temas que nemhuma outra banda de rock sequer ousaram perto de compor, Going to California é um folk de uma beleza ímpar e When the Leave Breaks o peso com fecho de ouro de um álbum mais do que perfeito.
O trabalho seguinte The Houses of the Holy, se não é genial, passa longe de ser algo descartável, tem rocks pesados e a incursão da banda tem gêneros como Reggae em Dyer Maker, Rock Progressivo em No Quarter e Soul em The Ocean.
O ambicioso álbum duplo Phisicall Graffitii é outra obra prima de temas em variados gêneros. Destacam-se In my Time Of Dying, Kashmir, Ten Years Gone, On the Light, The Rover, Custard Pie, Sick Again entre outros......
Tudo ia as mil maravilhas quando numa viagem de férias Robert Plant sofre um sério acidente de carro e fica em cadeiras de rodas sem saber se voltaria a andar perfeitamente no futuro. Sem poder fazer shows, Peter Grant lança o filme e o álbum duplo da banda, gravado ao vivo no Madison Square Garden em 1973 chamado The Song Remains the Same. O filme é melhor que o álbum.
A banda com Plant rodopiando em cadeiras de rodas grava e lança o pesadíssimo Presence com temas como o épico Achilles Last Stand, For Your Life, Nobody´s Fault But Mine, Royal Orleans e Tea for One.
Recuperado do acidente Plant e a banda partem para América mas a excursão teve de ser interrompida devido a morte do filho de Plant, Karac. O Led entre em recesso em 1977 e muitos falam que essa maré de azar se deve ao envolvimento de Page com magia negra.
Somente em 1979 a banda entra em estúdio novamente e lança In Through the Out Door com muito teclado e composições de John Paul Jones. O diferente álbum do Led ainda assim agrada com os temas In the Evening, a surpreendente Fool in the Rain, I´m Gonna Crawl , a barroca All of my Love e a modernosa (para a a época) Carousselambra.
A banda faz um shows na Escandinávia e se apresenta em Kebworth como preparação para mais uma turnê na América, mas o imprevisto trágico aconteceu. Depois de uma sessão de ensaios na mansão de Page, John Bonham foi posto para dormir depois de ter ingerido mais de 40 doses de vodca e amanheceu morto, sufocado em seu próprio vômito. A banda decide encerrar suas atividades, mas nem tanto.....
Em 1982 sai Coda, um álbum de temas que ficaram de fora de outros álbuns do Led como Darlene, Bonzos Montreaux, Wearing and Tearing, Poor Tom entre outros... Sinal de possível volta? As expectativas nesse sentido foram frustadas com apenas esporádicos re-encontros como os acontecidos no Live Aid e em festa comemorativa da Atlantic Records.
O verdadeiro re-encontro oficial do do Led só se deu em 2007 com Jason Bonham (filho don falecido John) na bateria num evento que ficou conhecido como Celebration Day transformado em cd/dvd. Durante esse hiato, Jimmy Page remasterizou antigos álbuns e garimpou pérolas que foram lançadas como o duplo BBC Sessions e o triplo ao vivo How the West was Won. Além da caixa de dvds, In the Light, mantendo sempre acesa a chama do Zepellin de Chumbo. Os fãs do mundo inteiro ainda aguardam por mais reencontros, mas até agora nada concreto.
Recuperado do acidente Plant e a banda partem para América mas a excursão teve de ser interrompida devido a morte do filho de Plant, Karac. O Led entre em recesso em 1977 e muitos falam que essa maré de azar se deve ao envolvimento de Page com magia negra.
Somente em 1979 a banda entra em estúdio novamente e lança In Through the Out Door com muito teclado e composições de John Paul Jones. O diferente álbum do Led ainda assim agrada com os temas In the Evening, a surpreendente Fool in the Rain, I´m Gonna Crawl , a barroca All of my Love e a modernosa (para a a época) Carousselambra.
Em 1982 sai Coda, um álbum de temas que ficaram de fora de outros álbuns do Led como Darlene, Bonzos Montreaux, Wearing and Tearing, Poor Tom entre outros... Sinal de possível volta? As expectativas nesse sentido foram frustadas com apenas esporádicos re-encontros como os acontecidos no Live Aid e em festa comemorativa da Atlantic Records.
Alguns Bootlegs do Led Zepellin
Carreiras Solos
Robert Plant
Ainda na década de 80 Plant iniciou sua mais que bem sucedida carreira solo com diversas bandas e sempre incluindo temas do Led em seus shows. Transitou por diversos gêneros musicais sem esquecer de suas origens. Plant se apresentou no Brasil no festival Hollywwod Rock.
Jimmy Page
Page ficou mais tempo em estúdios garimpando shows do Led e na década de 80 após reaparecer tocando em público no Arms Concerts, lançou o excelente Outdriver e trilhas sonoras. também andou granvanbdo com os guitarristas Jeff Beck, Eric Clapton e Albert Lee além de excusionar com a banda americana The Black Crowes, que rendeu um ótimo cd duplo ao vivo.
Também gravou com John Paul Jones e com o vocalista David Coverdale (Deep Purple e Whitesnake).
Também gravou com John Paul Jones e com o vocalista David Coverdale (Deep Purple e Whitesnake).
Page & Plant
A procipal dupla de compositores do Led se reencontraram em meados da década de 90 gravando o excelente No Quarter com releituras zepellinianas puxadas para o som marroquino, Kashmir e Four Sticks ficarama excelentes em suas novas roupagens, além de temas novos. A dupla se apresentou no Brasil, no Rio e em São Paulo.
Com o sucesso de No Quarter que tem sua versão em dvd, Page e Plant ainda lançaram o excelente, mas muito diferente Walking Into Clarksdale, álbum sutil e muito etéreo que apesar do sucesso de Most High, não evitou que a dupla se separasse.
John Paul Jones
Sem estar presente na reunião da dupla Page & Plant, Jones que estava trabalhando como produtor de estúdio lançou o excelente instrumental Zooma, totalmente zepelliniano e seu álbum subsequente parece ser feito de sobras de Zooma.
Jason Bonham
O bateristasta filho do original John Bonham, formou sua própria banda, bem ao estilo Zep e seu principal trabalho é um álbum ao vivo, the ZepSet in the name of my father, onde a banda faz relieturas, ou mesmo covers de temas do Led.
Além de tocar nas reuniões do Led, Jason também andou pelas bandas UFO, Foreigner, Black Country Communion e mais recentemente na recém formada California Breed.
The Firm
Bnada de dois discos formada por Jimmy Page e Paul Rodgers (ex Band Company e Free), com o baixista Tony Franklin (futuro Blue Murder) e o baterista Chris Slade (ex Mannfred Man e Uriah Heep e futuro ACDC). Ótima banda, pena que as pessoas e críticas em geral esperassem no mínimo uma mistura de Led com Bad Company e a proposta deles era outra, futurista e ousada para a a década de 80.























































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