Love Radha Krishna

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domingo, 1 de novembro de 2015

Memórias: Esquecido e desastrado





Sou uma lástima em memória, confundo nomes e pessoas, datas, não sei o número de meus documentos de indentificação, meu celuluar, insiro pessoas em situações nas quais em que elas não estavam presentes, ouço muita música, mas não sei as letras das preferidas e assim sempre caminhei. Ne escola sempre tive problemas com ciências exatas, matemática para falar a principal, pois nunca entendi qual é o o valor do "X" se ele sempre muda de valor. Se vou ao mercado esqueço ou perco a lista de compras, o mesmo para farmácia e em bancos sempre sou um perigo, esquecer cartões magnéticos nas agências ou caixas eletrônicos é sempre um risco e já me aconteceu isso. Saio de casa sem celular, esse troço chato que é um bisbilhoteiro de nossa vida com esses aplicativos todos e sem carteira de documentos o que é bem pior, mas também já devo estar na sexta via de minha identidade. Habilitação, nem pensar, ando no mundo das nuvens e prestando atenção em sei lá o que, menos em trânsito, pedestres atravesando vias e sinalizações de contra-mão por exemplo ou vire a direita somente, isso fora os semáforos que nem sei mais quais são as cores e o que significam, creio que a luz vermelha é pare, se estiver errado me corrijam por favor.
Entretando, minha principal caracaterística ao longo desse meio século de vida humana é ser desastrado, sem jeito. Também pudera, com quase um metro e noventa de altura sinto-me um Gulliver e os objetos são batatas quentes ou frias - dependendo do caso - em minhas mãos. Dar topadas, escorregar no nada no meio da rua é comigo mesmo, sou campeão mundial, universal nesse sentido. Imbatível mesmo!
E sobre isso vou escrever alguns rápidos episódios que ilustram esse exemplo. Nunca fui bom em esporte, já fiz golaços contras e levei gol do goleiro adversário sendo eu o goleiro de meu time. No basquete era até razoável pela estatura mas nunca fui de fazer muitas cestas, volei muito estranho, pular, girar o braço e sentar a pancada tudo sincronizado para fazer o ponto ou fazer outros movimentos em série para defendê-los. No surf, que amo, razoável, me dou melhor no body board, não tenho que ficar de pé na prancha me equilibrando.
Mas, lembro-me sei lá porque de dois episódios engraçados. O primeiro deles foi uma viagem de férias onde a turma da esquina foi para Petrópolis para a casa dos pais de um dos esquineiros e chegamos a noite. Como estávamos cheios de gás resolvemos acender a luz da quadra de futsal e volêi, subimos a rede de vôlei e partimos para o jogo . Observação, só havia um solitário poste de iluminação no centro da quadra.
Quem ia inicair a partida, quem ia dar o primeiro saque, David é claro. Me posicionei  como um profissional e meti a mão na bola que caprichosamente foi na lâmpada do bendito poste e puf, em poucos segundos tudo as escuras e volêi mesmo só na manhã seguinte. Quase fui linchado!
O segundo foi até bizarro. Saí de casa numa manhã e não era para ir trabalhar, acho que para ir na Halley Discos comprar uns bolachões de rock (outro local cheio, repleto de fatos estranhos e gente pior ainda) e no elevador do prédio encontro com uma vizinha que me perguntou como o maçaneta da minha porta tinha quebrado. Eu respondi que não tinha nada quebrado, aí veio o golpe que fez a vizinha ter certeza convicta de que sou louco incurável. Ela me perguntou, então o que eu estava segurando na mão com jeito de quem vai ao chaveiro.Olhei para minhas mãos e fiquei lívido, pasmo. Eu bati a porta de casa e a maçaneta veio na minha mão sem que eu tivesse percebido. Tive que falar a verdade para a vizinha que depois desse fato sempre me olhou com ares de misericórdia.
Tenho mais fatos para contar, o negócio é me lembrar. Para poder narrar até aqui o esforço foi hercúleo, acreditem. Curioso que depois de ultrapassar o meio século de vida fiz uma rápida contabilidade envolvendo familiares , amigos e conhecidos que passarm pelo meu desatrado caminho e contabilizei que existem mais  falecidos do que vivos. Não me assustei, um pouco triste pelas lembranças agradaveis, saudades dos que ja se foram. Cheguei sim, a conclusão que estou é com prazo de validade prestes a vencer. Constatação comprovada quando a certidão de nascimento começa a ficar amarelada.......
Enquanto não canto para subir vou mantendo esse blog atualizado em minhas memórias se a memória deixar.

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