Já na minha
infância e adolescência eu era paparicado por duas irmãs lindas e famosas, Nara
e Danuza Leão, um bom presságio.
Os bons
ventos me levaram para os Estados Unidos. Na verdade para estudar, coisa que
nem passei por perto. Desde aqueles
tempos o ensino no Brasil já era uma bosta mesmo. Poderia ter estudado na América
e virar um engravatado, contudo, preferi outra coisa.
Na metade
dos anos 60, em plena ebulição da contracultura, estava em São Francisco.
Muitas bandas surgindo, gente louca, protestos e no número 69 da
Haight-Ashbury conheci uma cantora incrível que viria a ser a minha
primeira namorada. Seu nome, Grace Slick, oriunda da banda Jefferson Airplane, juntamente
com Jack Cassady, Jorma Kaukonen e Paul Kantner.
Grace era incrível, dona de uma personalidade ímpar, olhos azuis e muito inteligente, uma verdadeira representante do acid-rock e fui viver com ela.
Grace era incrível, dona de uma personalidade ímpar, olhos azuis e muito inteligente, uma verdadeira representante do acid-rock e fui viver com ela.
Acompanhei a banda para o Festival de Monterrey. Foi o primeiro festival do que
viria ser o inicio da ERA DE AQUÁRIO e tudo ia bem até a entrada do BIG
BROTHER & THE HOLLDING COMPANY com uma cantora num terninho lamê,
pensei: Seria uma banda com mais uma cantora e nada ia superar a minha Grace.
Quando ela abriu a boca no tema BALL AND CHAIN. Eu estava ao lado de Cass
Elliot do Mama's and Papa's e disse UAU!!! o que é isso?? Perguntei a Cass, ela
me disse: é uma cantora de São Francisco, chamada Janis Joplin, eu mais uma vez
disse UAU!!! Logo adentrei ao camarim e percebi que ia ser uma paixão em 12
compassos. Conversamos, rimos, e logo ela disse: Cara, gostei de você, o que tu
vai fazer hoje? Deu para adivinhar onde fui parar naquele dia com Janis, Em
Monterrey.
Mais tarde soube que Grace e Janis eram amicíssimas e tratei logo de falar a
verdade para Grace que prontamente entendeu e me disse que estava vivendo junto
com guitarrista do Jefferson, Paul Kantner e seguiu em frente com a banda.
Em seguida fomos a Woodstock naqueles três dias na FEIRA DE ARTE E MÚSICA DE
WOODSTOCK. Foi um festival magnífico que entraria para os anais da História da
Contracultura e dos movimentos pacifistas.
Viemos eu e
Janis ao Brasil e curtimos os inferninhos onde surgiu a Bossa Nova que tanto
gosto lá no Beco das Garrafas. Em Ipanema dei uma olhada gulosa numa
baianinha que se chamava Gal, mas Janis era muito ciumenta. Voltamos a América
e um dia recebo do músico Sam Andrew, um atestado de óbito de Janis no qual
constava meu nome como viúvo. Fiquei atordoado e desde então Janis passou a me acompanhar.
Refugiei-me na Acid Queen que mais tarde seria hiper famosa com o nome de Tina
Turner. Nos anos oitenta no estádio do Maracanã, reencontrei Tina e no
improvisado camarim quebramos copos e garrafas de champanhe numa cena tórrida
de sexo.
Janis não gostou nada! Ná época de sua morte, meu visto de
permanência na América estava por expirar; me mandei para a Inglaterra.
Os tempos foram mudando e fui acompanhando essa evolução, numa dessas andanças em Londres, me deparei com uma cantora meio lírica, meio popular, com uma voz de soprano bem afinada, linda de cabelos escorridos do jeito que sempre gostei. Estava com uma banda da pesada, intitulada Renaissance. Longos temas, complexidade nos arranjos e com um baixista da pesada. Seu nome, Jon Camp, que logo tratei de pegar umas aulas com ele.
Ela me convidou para ver um ensaio da banda e lá permaneci. E como sou muito desligado, somente mais tarde perguntei o seu nome. Prontamente ela esboçou um sorriso e falou: Sou Annie Haslam, muito prazer, estendi a mão e fomos a um pub londrino e ficamos conversando sobre um som que estava transformando inúmeras bandas. Fazendo uma fusão de música clássica, folk, música celta, longas passagens instrumentais que estava recebendo a alcunha de ROCK PROGRESSIVO e passei a gostar desse som. Nem de longe soava como as bandas de São Francisco, exigia uma audição mais refinada por causas das grandes mudanças de compassos, forma e estrutura. Fui ficando fascinado por esse som e cada vez mais louco por Annie, moramos juntos numa aldeia em Yorkshire. Muitos concertos, gravações e muito amor com esse anjo do grupo Renaissance e fomos felizes por um longo tempo.
Os tempos foram mudando e fui acompanhando essa evolução, numa dessas andanças em Londres, me deparei com uma cantora meio lírica, meio popular, com uma voz de soprano bem afinada, linda de cabelos escorridos do jeito que sempre gostei. Estava com uma banda da pesada, intitulada Renaissance. Longos temas, complexidade nos arranjos e com um baixista da pesada. Seu nome, Jon Camp, que logo tratei de pegar umas aulas com ele.
Ela me convidou para ver um ensaio da banda e lá permaneci. E como sou muito desligado, somente mais tarde perguntei o seu nome. Prontamente ela esboçou um sorriso e falou: Sou Annie Haslam, muito prazer, estendi a mão e fomos a um pub londrino e ficamos conversando sobre um som que estava transformando inúmeras bandas. Fazendo uma fusão de música clássica, folk, música celta, longas passagens instrumentais que estava recebendo a alcunha de ROCK PROGRESSIVO e passei a gostar desse som. Nem de longe soava como as bandas de São Francisco, exigia uma audição mais refinada por causas das grandes mudanças de compassos, forma e estrutura. Fui ficando fascinado por esse som e cada vez mais louco por Annie, moramos juntos numa aldeia em Yorkshire. Muitos concertos, gravações e muito amor com esse anjo do grupo Renaissance e fomos felizes por um longo tempo.
Certa vez, na Alemanha, uma
banda recém-formada foi convidada a abrir a temporada de concertos do
Renaissance.
Um grupo razoável com uma morena de cabelos escorridos e cantando num tom mais grave e som mais agressivo.
Nos bastidores perguntei o nome dela para o Manager, ele me disse que era Sonja Kristina líder do grupo Curver Air com Darryl Way no violino elétrico. Gostei da banda, ainda mais da sua vocalista. Não sabia o que dizer para Annie e mal conhecia Sonja. Terminada a excursão... Fui me chegado em Sonja que prontamente se mostrou solicita a mim e fomos nos envolvendo, quando ela me reportou: Estou precisando de um “roadie”, quer vir conosco? Na hora respondi: Sim!!! E num impulso, dei-lhe um beijo que ela foi aceitando passivamente e com uma linda piscada deu para entender tudo. Tive que levar um papo sério com Annie. E mais tarde, o Renaissance de um lado e nós de outro para mais uma série de concertos. Logo o romance terminou, Janis não curtia rock progressivo e namorar cantoras deste gênero de música estava me dando muito trabalho, pois elas são mais cerebrais, pensam o tempo todo, filosofam muito...
Um grupo razoável com uma morena de cabelos escorridos e cantando num tom mais grave e som mais agressivo.
Nos bastidores perguntei o nome dela para o Manager, ele me disse que era Sonja Kristina líder do grupo Curver Air com Darryl Way no violino elétrico. Gostei da banda, ainda mais da sua vocalista. Não sabia o que dizer para Annie e mal conhecia Sonja. Terminada a excursão... Fui me chegado em Sonja que prontamente se mostrou solicita a mim e fomos nos envolvendo, quando ela me reportou: Estou precisando de um “roadie”, quer vir conosco? Na hora respondi: Sim!!! E num impulso, dei-lhe um beijo que ela foi aceitando passivamente e com uma linda piscada deu para entender tudo. Tive que levar um papo sério com Annie. E mais tarde, o Renaissance de um lado e nós de outro para mais uma série de concertos. Logo o romance terminou, Janis não curtia rock progressivo e namorar cantoras deste gênero de música estava me dando muito trabalho, pois elas são mais cerebrais, pensam o tempo todo, filosofam muito...
Tratei de ficar sozinho
e seguindo estrada. Décadas depois reencontrei Annie na concha acústica
de Petrópolis e rolou um clima de saudosismo dos velhos tempos com vinho e uns
amassos. Quanto a Sonja, ela me enviou uma carta no início da década de 80
dizendo que estava casada com o ex-
baterista do Curved Air, Stewart Copeland
que mal sabia que que estava prestes
a ficar milionário no The Police.
Retornando
mais uma vez ás minhas aventuras e sempre com o visto do passaporte vencido, outra vez consegui entrar nos Estados Unidos.
Comecei as minhas andanças em Laurel Canyon, quando entrei num bar e parei para ver uma cantora super afinada tocando um violão de aço com afinação alternada e que estruturava acordes sem muita dificuldade, letras inteligentes e sofisticação. Acabamos ficando juntos.
Ela estava sempre inquieta com o seu som e sempre que podia eu dava a força que precisava. Uma noite, estávamos ouvindo um disco do Charlie Mingus, logo ela teve um estalo e me revelou: David, vou colocar letra em alguns temas do Mingus o que você acha? Dei um belo sorriso e afirmei: “Vai ser bárbaro e chame aquele baixista que gravou contigo o disco HEJIRA”. Claro que pensei logo nele, o Jaco Pastorius, sem ele não tem o menor sentido esse disco e assim foi feito MINGUS um grande projeto da vida dela com Hancock, Shorter, Erskine e pude ver tudo aquilo de camarote petrificado com a genialidade desses músicos. Saímos para um concerto que viria ser um marco na sua carreira, um lugar lindo com palco natural e uma plateia atenta. O Santa Bárbara County Bowl, em 1979 que culminou no disco "SHADOW AND LIGHT" que Joni me dedicou. Para esse concerto, ela montou uma banda da pesada com Pat Metheny, Michael Brecker, Don Alias, Lyle Mays e o Jaco quebrando tudo. Temas como Black Crow e Coyote ilustram bem o que foi aquele concerto. A minha vida ao lado do Joni Mitchell foi uma das melhores, simplicidade, sofisticação, beleza e doçura, tudo isso foi Joni Mitchell em minha vida.
Comecei as minhas andanças em Laurel Canyon, quando entrei num bar e parei para ver uma cantora super afinada tocando um violão de aço com afinação alternada e que estruturava acordes sem muita dificuldade, letras inteligentes e sofisticação. Acabamos ficando juntos.
Ela estava sempre inquieta com o seu som e sempre que podia eu dava a força que precisava. Uma noite, estávamos ouvindo um disco do Charlie Mingus, logo ela teve um estalo e me revelou: David, vou colocar letra em alguns temas do Mingus o que você acha? Dei um belo sorriso e afirmei: “Vai ser bárbaro e chame aquele baixista que gravou contigo o disco HEJIRA”. Claro que pensei logo nele, o Jaco Pastorius, sem ele não tem o menor sentido esse disco e assim foi feito MINGUS um grande projeto da vida dela com Hancock, Shorter, Erskine e pude ver tudo aquilo de camarote petrificado com a genialidade desses músicos. Saímos para um concerto que viria ser um marco na sua carreira, um lugar lindo com palco natural e uma plateia atenta. O Santa Bárbara County Bowl, em 1979 que culminou no disco "SHADOW AND LIGHT" que Joni me dedicou. Para esse concerto, ela montou uma banda da pesada com Pat Metheny, Michael Brecker, Don Alias, Lyle Mays e o Jaco quebrando tudo. Temas como Black Crow e Coyote ilustram bem o que foi aquele concerto. A minha vida ao lado do Joni Mitchell foi uma das melhores, simplicidade, sofisticação, beleza e doçura, tudo isso foi Joni Mitchell em minha vida.
Porém, fui alertado
por Janis que o FBI queria me
deportar
e para não atrapalhar a carreira de Joni retornei ao Brasil e em plena
ditadura, comecei a frequentar as dunas do barato em Ipanema ou dunas da
Gal. Nessa fuga do FBI, fui ajudado por uma cantora folk Emmylou
Harris, conhecedora das estradas secundárias da América, como Jack
Kerouac e Neal Cassady. Até hoje guardo doces recordações dela.
O clima tenso e brabo do Brasil me fez voltar para a América mais uma vez e de cara conheci uma guitarrista de hard rock, Lita Ford, foi bom.
Retornando ao texto e
ao Brasil, fui paras as já citadas dunas do barato ou dunas da Gal em
Ipanema. Sim, a Gal que se tornara cantora famosa com o nome de Gal
Costa. Meu lance com Gal foi legal e só não emplacou
mesmo porque Janis não deixou.
O clima tenso e brabo do Brasil me fez voltar para a América mais uma vez e de cara conheci uma guitarrista de hard rock, Lita Ford, foi bom.
Contudo, Janis armou
para que eu esquecesse de todas ao me apresentar à uma inglesa
colecionadora de casos, casamentos e namoros sem grandes durações que
estava na América com sua banda The Pretenders. O nome dela, Chrissie
Hynde.
Um breve namoro com as irmãs de Seattle Ann e Nancy Wilson com seu grupo Heart,
que misturava ecos do Led Zeppelin com baladas próprias. Elas obtiveram um
certo sucesso com o tema "BARRACUDA" entretanto, “ménage a trois” feito com irmãs não deu certo mesmo.
Antes de retonar ao
Brasil novamente, tive dois pequenos romances com cantoras brasileiras
que vivem nos Estados Unidos, Eliane Elias e Bebel Gilberto.
Os tempos foram mudando, e já tinha findado os anos 70, 80 e os 90 prometiam
tempos nebulosos na música e na minha já falida relações com mulheres
fantásticas e geniosas.
Parecia que
minha sorte com as mulheres estava
acabada por culpa de Janis, Eu até fui num centro espírita para
despachá-la de vez da minha vida, mas me
arrependi. Com tantas saudades, pela lei de atração Janis veio ficar comigo
novamente. Na cama com MADONA não fui convidado, ela sabe o que penso da música
dela, pior para ela.
Por efeito
do ofício de jornalista fui entrevistar os Rolling Stones no Copacabana Palace,
fumei unzinho com Keith Richards e Ron Wood. Mick Jagger foi extremamente
simpático, contudo Lisa Fischer foi direta e me deu a chave do seu quarto. Mal
vi a apresentação do Stones na praia de Copacabana pensando na noite que teria
com Lisa. Talvez tenha sido uma das melhores, eu berrando trechos da música
SYMPATHY FOR THE DEVIL, UH UH e Lisa me pedindo abrigo em GIMMIE SHELTER. O amanhecer trouxe uma luminosidade diferente
na tez negra de Lisa contrastando com a minha.
Nosso caso terminou elegantemente em Búzios onde dizem que na minha infância, uma noite, fui ninado por Brigitte Bardot dedilhando seu violão.
Nosso caso terminou elegantemente em Búzios onde dizem que na minha infância, uma noite, fui ninado por Brigitte Bardot dedilhando seu violão.
Um velho
amigo e genial músico brasileiro chamado João Donato me convidou para assistir
sua apresentação com a cantora CEU numa edição do Rock in Rio e até me
apresentou a um de meus heróis musicais João Gilberto, pai Bebel Gilberto. Janis perdeu a paciência comigo. Acabamos indo com
Donato para o Rock in Rio. Sua apresentação foi foda como sempre, porém uma
colombiana de quadris convidativos me chamou atenção, era uma moça chamada
Shakira. Os tempos eram outros e mal consegui me aproximar do camarim de
Shakira mas ainda tenho esperanças de cruzar minhas pernas com as dessa colombiana.
De repente naquele Rock in Rio, ouço uma voz estranhamente familiar. Pensei que era a
Janis me aprontando mais uma, porém, me enganei. Era uma inglesinha de vinte e
poucos anos, Joss Stone. Com essa dei mais sorte, mas aí sim Janis resolveu
melar nossa relação. Joss parecia a reencarnação de Janis que perdeu as
estribeiras. Logo ela tratou de nos separar.
Pensei em ir para
Bahia, mas Janis não
deixou por causa das cantoras baianas. Eu nem estava interessado nelas e
mal
sei o que cantam. Porém, Janis não quis arriscar. Fomos eu e Janis dar
um rolé mundo afora e na Alemanha conheci uma gata, Doro Pesch que canta
heavy metal. Muita zoeira e logo Janis irritada com esse mais novo
romance me persuadiu a conhecernos a Ásia.
Na Índia me
aprofudei na filosofia vaishnava e namorei sério com a maestrina e
exímia na arte de tocar cítar, Anouskha Shankar, filha do lendário Ravi
Shankar, Sua irmã Norah Jones não conheci.
Outra vez Janis perdeu linha e regressamos de vez ao Brasil, Tudo bem, continuo com Janis,
sosseguei, tornei-me Hare Krishna - fato que deveria ter realizado ainda no útero materno - e para uma vida só até que não
fui tão mal assim, está de bom tamanho... Que a Janis não nos ouça, mas bem que a Shakira poderia ser a saideira. Estoy aqui!
Janis realmente é um pedaço de meu coração, Piece of my Heart, clip abaixo


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