Love Radha Krishna

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quarta-feira, 26 de agosto de 2015

Vida Vaishnava - A procura por Deus



Não é fácil por em ordem com a memória falha todos os passos de minha busca pelo divino.
Lembro-me que em minha infância e parte da adolescência ia com meu falecido pai ao templo da Sel Realization Fellowship de Paramahansa Yogananda, Ainda vou quando posso. Lá entendi ou pensava enteder uma vez que tudo era falado em nosso idioma e mesmo termos técnicos de sânscrito eram traduzidos e explicados.
Por outro lado, minha mãe e meu tio Alcir , babalorixá me levavam ao candomblé onde “fizeram meu santo”. Até hoje essa expressão me soa mal encaixada. Logo discordei da matança de animais em sacrifícios ao Orixás, seria eles tão famintos e cruéis assim?
Com todo respeito ao meu tio e adeptos dessa religião, migrei com minha mãe para o espeiritismo codoficado por Kardec e vi alguns pontos discutíveis como por exemplo, como pode Napoleão Bonaparte um facínora histórico , morto há pouco tempo  em relação a gestação da obra de Kardec ser um dos espíritos iluminados a ditar a codificação espírita? Isso me pareceu mais uma patriotada do nobre educador francês para redimir a imagem de seu compatriota, mas o aprendizado espiritual não foi de todo descartado. Rodei e perambulei por várias casas espíritas cariocas até conhecer e me embrenhar na direção da Ramatis, de caráter universalista onde ouvi novamente ( já tinha ouvido na Self de Yogananda) o nome Krishna e aprendi um pouco e certo  (depois conferi) sobre a Suprema Personalidade de Deus. A Ramatis tinha um apêndice  voltado para Umbanda pura, sem sacrifício animal e vegetariana  (assim como a Ramatis) em Niterói, dirigido por meu amigo (recentemente falecido , Nei Batista). Ficamos unha e carne  junto com Antonio Plínio da Silva Alvim , Sheila (outra que nos deixou recentemente) , Anna Franco, Décio e Ricardo.
Quando Antonio Plínio da Silva Alvim faleceu, saímos todos da Ramatis pois sabíamos que tempos turbulentos viriam, hoje a casa está normalizada, e nos dedicamos a Umbanda fazendo estágios em casas idôneas que compartilhavam de nossa filosofia como a de mãe Leila e a de mãe Edna que pela idade fechou faz pouco tempo seu terreiro e voltou para Bahia, sua terra natal.
Com a missão dada por Nei de evangelizar a Umbanda, fiou para na casa Servos de Jesus que apesar de um nome que remete ao chamado Kardecismo , era um terreiro de Umbanda pura . No início sofri certa resistência já esperada , mas com o passar do tempo os médiuns ou saíram ou notaram que haviam acumulado um pouco mais de conhecimento e a qualidade do trabalho tinha dado um salto quântico.
Paralelamente a isso tudo, frequentava com regularidade a Iskcon, popularmente conhecido como Hare Krishna. A maior de todas as descobertas que não está revelçada na Umbanda não evangelizada e está explícita principalmente na Ramatis, Kardec e Hare Krishna é que a divindade não está no externo e sim dentro de nós , mas normalmente nós não estamos Nele, daía necessidade das praticas religiosas e quando se chega a esse ponto de meia maturidade espiritual, muda muita coisa dentro de nós.
Iniciei-me na Hare Krishna sob  o nome de Krsna Govinda Das, porém ainda mantinha meu compromisso com a Umbanda séria e pura, a que não mata animais sob hipótese alguma. Não porque eu quisesse de fato , mas sim por extrema responsabilidade de preparar substitutos que dariam prosseguimento ao meu trabalho e com ideias novas mas sem fugir a proposta inicial. Tal fato aconteceu em algumas casas de Umbanda e o mérito não é meu, e sim coletivo.
Tive um pequeno deslize ao me mudar o interior de Mato Grosso quando me casei. Já não tinha mais compromisso com a Umbanda e poderia me dedicar exclusivamente ao serviço devocional à Krishna, mas popr influencia e também por aceitar e gostar de desafios fundei uma casa de Umbanda universalista na cidade se inicialmente era uma surpresa essa proposta, com o tempo foi me dando baitas dores de cabeça. Não pelos médiuns que lá passaram, todos com suas qualidades, potencialidades e defeitos inerentes a condição humana, mas sim pelo projeto universalista.  coisa até então pouco difundida na cidade. As pessoas que procuravam a casa já tinham o vício de não quererem se espiritualizar e sim fazer do religare, criatura com criador, da religião um balcão de negócios e alguns médiuns com experiências e tempo de rodagem em outras casas compactuavam com essa atitude. mas bicho morto, nunca!
A ideia universalista consistia até com o tempo em mudar o altar e não ter imagens típicas das afro-brasileiras e sim muitas flores até porque a ideia de estudar os Vedas foi muito bem aceita e chegamos a praticar muito yoga e meditações, um avanço e tanto para a cultura espiritualista da cidade. Sabia que em certo momento a casa ficaria empacada, não seria louco de transforma-la em templo vaishnava, vontade não me faltava, mas respeito as  regras e regulações da Iskcon de onde sou filiado como devoto iniciado.Em certo momento o avanço da casa iria cessar e cessou, fora o péssimo hábito da assistência em não prestar atenção nas palestras e estudos e só querer fazer negócio com mas entidades espirituais. Muito por isso acabei adoecendo e a casa que eu sabia que teria duração efêmera, fechou suas atividades depois de 5 anos ininterruptos , fato que me deixou finalmente livre para me dedicar ao serviço devocional à Krishna e Prabhupada, o que na verdade já tinha começado na minha infância com meu pai na Self de Yogananda e depois nos primeiro templos da Iskcon do Rio de Janeiro e sempre que lá ia passar férias ou visitar parentes.
Um parênteses se faz necessário. Principalmente na Ramatis e em livros sérios de autores de Umbanda  como Rubens Saraceni, W.W. da Mata e Robson Pinheiro entre outros, a palavra de origem sânscrita Aumbadhã aparecia. Isso sempre me deixou intrigado e já totalmente livre de quaisquer compromissos com essa religião genuinamente brasileira e muitas das vezes tão mal compreendida e aviltada, fui a procura de seu significado na Hare Krishna, Aumbhandã significa conjunto de leis divinas o que nos remete aos Vedas, porém o ritual do fogo e iniciações tem aspectos super semelhantes com as entregas para Orixás do panteão afro-brasileiro. Tudo vegetariano é claro , com frutas , sementes, flores cereais, aguas, além da pira de fogo e mantra especifico, cuja a palavra chave que se pronuncia swahan é traduzida literalmente por amém, o mesmo amém tem sua potência , vibração sonora vindo do famoso Om. Aí está a conexão na prática que lia nos livros de Umbanda. Outro detalhe  importante que é reconhecido academicamente reside no fato de que os Vedas e principalmente o Gita, livro sagrado mais importante para os vaishnavas, são as escrituras reveladas mais antigas que se tem notícia, donde pode se deduzir sem medo de errar que a India é o berço de todas as religiões. Seria como um rio que ao longo de seu curso vai sofrendo interferências principalmente do ser humano e desemboca em religiões que eu não diria distorcidas, mas adaptadas para servir a culturas e perfis psicológicos diferenciados da criatura humana.
Retornando a cronologia desta narrativa, mesmo sendo iniciado, eu bebia água de diferentes desvios do curso de um rio e fui beber a pura água da fonte nos Vedas. Mesmo sendo iniciado repito, não me sentia um vaishnava por completo e uma temporada de retiro espiritual no Paraíso dos Pândavas onde vivi em comunidade Hare Krishna, delineou meu novo e último passo no caminho desta vida.
Ainda me iniciei dentro do Movimento Hare Krishnha como Prabhupada Nuga, ou seguidor de Praphudada, o grande santo e acharya (mestre) do século vinte, tendo a honra de levar em meu nome iniciático, o nome civil de Prabhupada, Abhay Caran Dasa, sendo Abhay Caran seu nome e o sufixo masculino Dasa significa  servo, umservo de Prabhupada e Radha-Krishna, Outro detalhe curioso quem remete ao sincretismo religioso que as curvas do rio da espiritualidade nos reserva, o nome Abhay Caran significa oceano destemido,  que vem de encontro e de forma certeira com o fato de na Umbanda eu ser filho nde Yemanjá a rainah do mar. Não eexistem coincidências.
O grande diferencial da Hare Krishna são seus juramentos e postura dos devotos, além de muito estudo e manter-se em consciência fixa em Krishna, não há barganha espiritual do me faz um favor que te faço um agrado.
Nada disso, Krishna é reconhecido como o Controlador Supremo e Desfrutador Supremo e isso já diz tudo, cabendo a nós não nos deixarmos cair nas redes de maya a energia inferior e ilusória provinda do próprio Krishna e estabelecermos uma forma de louvar seus pés de lótus, seja em forma de serviçal, de amigo, de confidente, de cônjuge ect. e nos associarmos a devotos puros que estão fixos em Krishna para estudarmos, cantarmos os Santos Nomes, mantras e conversamos sobres as lilas, passatempos do Senhor, assim como aceitarmos seus arranjos para nossas vidas humanas.
Somos sac-cid-ananda, , sendo sac, eternos, cid conhecimento e ananda , bem aventurados e aí está nosso dilema, queremos ser isso em vida humana no mundo material, ninguém quer morrer, queremos a eternidade em vida mas o ciclo da vida , por maiores que sejam os avanços das ciências bio-médicas, não poupa nenhum ser vivo. Queremos também o conhecimento e obtemos certo conhecimento de acordo com nosso potencial intelectual e possibilidades de estudo, mas geralmente nos esquecemos do conhecimento acerca de Deus e não somos bem aventurados por mais que pensemos ao contrário, temos no máximo momentos  de extrema alegria e satisfação , mas não de felicidade plena, Somos centelhas divinas mas não somos deuses e quando nos afastamos da usina geradora de centelhas (Deus), é igual a labareda que se afasta de uma chama , perde a força , mas basta a labareda se reaproximar ou nós nos reaproximarmos de Deus que a centelha volta a ganha  corpo e força. Somos sac, eternos em espírito, cid quando tivermos conhecimento sobre o absoluto (Deus) e assim nesse ponto na vida espiritual com essas duas qualidades desenvolvidas atingiremos a bem aventurança eterna. 
Exercitando em vida material nossa centelha divina, mais rapidamente conseguiremos nos situar em plataformas onde a dor e sofrimento inexistem e consequentemente estarmos menos distantes , para não ser presunçoso porque esse caminho é individual e árduo, da divindsde, louvando os pés de lótus da Suprema Personalidade de Deus, Krishna, que está em nós , mas a ilusão de maya não nos deixa estarmos Nele. Hari bol!



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