Ainda rindo muito
de um trocadilho que li no facebbok do Mauro Wermellinger e parece
que realemnte houve , segundo os comentários de Marcos Junior,.
Tracy Nascimento ou Milton Chapman, sei lá.... Me lembrei de um
episódio que aconteceu comigo na década de noventa.
Convidei uma
amiga para assistir a um show do B. B. King. Deveria ter desistido de
cara quando a distinta disse: Uau, Gypsy Kings! Eu consertei e falei
novamente B. B. King. Ela não conhecia, mas topou. Disse ela muito
revoltada quando nos encontramos que tinha perguntado para um colega
de trabalho quem era Bo Bo King e o sujeito caiu na gargalhada e
teria dado uma zoada nela perguntando de qual planeta ela tinha
vindo.
Bem, já
estávamos na casa de espetáculos na barra da tijuca e eu
arrependido pela minha insanidade já sonhava com minha cama e temas
de John McLaughin. Começa o show com a banda fazendo um esquenta
para o astro do blues adentrar no palco. Um dos integrantes do naipe
de metais fez umas piruetas e a minha amiga disse rindo: Esse B. B.
King além de bom na corneta é animado!
Nota de
esclarecimento: o músico era trompetista.
Eu com uma
paciência de monge tibetano expliquei que o B. B. King ainda não
tinha entrado em cena e era guitarrista de blues. Ainda tenho minhas
dúvidas se ela sabia o que é um blues. Depois para terminar, tive
que explicar que Lucille não era uma mulher e sim o nome que B. B.
King havia dado para sua guitarra. O sorriso da minha amiga não
estava amarelado e sim invisível. Fim de show e não rolou nada. Eu
estava esgotado! Mantivemos a amizade sem convites e tempo que passa
quando poucos anos depois, na primeira edição do Rio Art Rock
Festival, organizado por Leonardo Nahoum, na mesma casa de
espetáculos com as atrações do rock progressivo, Bacamarte,
Sagrado Coração da Terra, os franceses do Minimun Vital e os
húngaros do Solaris quem eu vejo? Sim, a minha amiga e seu partner
que vieram me perguntar se a noite ia ser boa, se os grupos eram
dançantes. Por pouco não tive um ataque cardíaco, mas dessa vez,
ou melhor, mais uma vez, com todo cuidado e paciência de Swami
Prabhupada expliquei o que era rock progressivo e a diferença deste
para que o casal esperava da noite. Vi um profundo desapontamento no
casal, mas eles ficaram. Entretanto por pouco tempo. Cronometrei
exatos 17 minutos até que o casal elegantemente se retirou do
recinto. Tem mais....
No final da
década, outra vez na mesma casa encontro o casal a irmã de minha
amiga e outras pessoas numa mesa imensa para assistir o Yes com Steve
Howe, Jon Anderson, Chris Squire, Rick Wakeman e Alan White. O jovem
namorado, noivo ou marido de minha amiga me chama afoitamente para
dizer que estavam animadíssimos com a noite que prometia ser da
pesada. Eu deveria ter ficado quieto, mas perguntei: Como? Ele
respondeu o que eu temia. Disse que seria sua primeira experiência
com heavy metal. De novo tive que ser o estraga prazer e já me
sentindo uma madre Teresa de Calcutá falei para ele não desanimar,
mas a noite seria de rock progressivo. Eles ficaram até o final
dessa vez e quero crer que a introdução do tema Owner of a Lonely
Heart com uma guitarra pesada e mais do que manjada foi o que
confundiu o camarada. Eles tinham ido somente para ver esse número,
pois se levantaram, dançaram e aplaudiram.
Finalmente, num
show do Deep Purple no mesmo local, encontro com o casal e amigos que
muito esfuziantes se chegaram a mim e um deles que desconheço me
perguntou o nome do vocalista do Jethro Tull. Respondi Ian Anderson e
já estava com a mão na minha japa mentalizando o maha mantra Hare
Krishna porque pressentia outra pérola. E não deu outra. Minha
amiga disse que depois de minhas explicações eles passaram a
admirar o rock progressivo. Recordo-me muito bem que respondi que
aquela noite eles iriam curtir Hard Rock, que não era rock
progressivo e nem heavy metal apesar de hard e metal guardarem lá
suas semelhanças que tive que detalhar historicamente. Até me
entusiasmei e contei a biografia do Deep Purple finalizando com minha
curiosidade de ver Steve Morse que fora o escolhido para substituir
Ritchie Blackmore na guitarra. Dessa vez não consegui ver se ficaram
até o final.
Já no terceiro
milênio, estava eu na Cinelândia atrasado para um kirtan duas horas
no espaço Govinda na rua São José, quando vejo o casal subindo as
escadas do teatro municipal. Parei para ler rapidamente a
apresentação da noite e estava escrito o nome do maestro e
orquestra sinfônica brasileira com a participação de uma senhora
austríaca no violino. Realmente não guardei pela minha pressa de
atrasado o nome do maestro nem da mega violinista austríaca, mas fui
matutando pelo caminho o que eles pensavam ou faziam ideia da
expressão 'peças de Beethoven'. Nunca obtive essa resposta pois não
os encontrei mais. De qualquer forma espero que tenham gostado. Mesmo
trocando as bolas desde o fatídico show do B. B. King são pessoas
legais.


Nenhum comentário:
Postar um comentário