Love Radha Krishna

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domingo, 23 de agosto de 2015

Crônica: Presente e futuros tempos difíceis


Fico pensando no porvir do cenário musical. Dona Govinda diz que eu e muitos amigos paramos no tempo, na década de 70.
Ela está certíssima com raras exceções surgidas nos decênios seguintes. Citando alguns nomes, gostaria de saber quem vai segurar a bandeira de um John McLaughin, Jeff Beck, Jimi Hendrix e Frank Zappa por exemplo? Os multi acordes do Yes? A elaboração de um Gentle Giant, Camel e Pink Floyd? A cacofonia do Emerson, Lake and Palmer e Agitation Free? O som torto e deliciosamente fraturado do King Crimson? Bandas como Gênesis, Renaissance, Jethro Tull, Curved Air, Soft Machine, Gong, Wishbone Ash e pares que nos fazism disputar quase que a tapas os então mais novos bolachões de suas respectivas obras. A febre da escola italiana....
A genialidade de Jack Bruce, Jaco Pastorious, Paco de Lucia, Duanne Allman, Miles Davis e Jim Morrison, o louco de plantão ?
A pegada bluesy de Rory Gallagher e Eric Clapton, sendo o primeiro muito melhor enquanto que o segundo ironicamente obteve maior reconhecimento, além de Jhonny Winter e Stevie Ray Vaughan. O Southern Rock do Lynyrd Skynyrd, Allman Brothers e similares. O som latino de Santana que revelou o batera Mike Shrive eoguitarrista fundador do Journey, Neal Schon, junto com outro ex Santana, o tecladista Greg Rollie.
O peso e delicadeza do Zeppelin de Chumbo? A ingenuidade que se metamorfoseou em psicodelia elegante do Beatles? A irreverência genuína e sem qualquer pudor dos Rolling Stones e AC DC? A complexa simplicidade do Crosby, Stills, Nash & Young, Joni Mitchell e Bob Dylan ? A criatividade em inovações nunca antes sequer imaginadas de Weather Report, Traffic, Return to Forever, Pat Metheny e tantos outros? O som eletrônico de Klaus Schulze e Tangerine Dream? A sonoridade lisérgica
do Jefferson Airplane e Grateful Dead? O peso ancestral do Sabbath, Purple e fundadores deste gênero? A voz da alma em seu estado de agonia e êxtase de Janis Joplin e Joe Cocker?
Tudo isso e muito mais está cada vez mais raro atualmente. Na verdade se ainda existe é porque alguns ainda estão vivos e ativos. Nem pastiches se ouve nas esquinas. Um deserto criativo e medíocre.
Melhor botar as barbas de molho e não criar nenhuma expectativa.
Que as novas gerações fiquem antenadas sim, mas tenham o referencial dos autênticos e pioneiros ou tudo o que se ouvirá será a mais nova sensação de efêmeros três minutos de pouca fama, chamada The Phezes!!! É isso aí...





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