Fico
pensando no porvir do cenário musical. Dona Govinda diz que eu e
muitos amigos paramos no tempo, na década de 70.
Ela
está certíssima com raras exceções surgidas nos decênios
seguintes. Citando alguns nomes, gostaria de saber quem vai segurar a
bandeira de um John McLaughin, Jeff Beck, Jimi Hendrix e Frank Zappa
por exemplo? Os multi acordes do Yes? A elaboração de um Gentle
Giant, Camel e Pink Floyd? A cacofonia do Emerson, Lake and Palmer e
Agitation Free? O som torto e deliciosamente fraturado do King
Crimson? Bandas como Gênesis, Renaissance, Jethro Tull, Curved Air,
Soft Machine, Gong, Wishbone Ash e pares que nos fazism disputar
quase que a tapas os então mais novos bolachões de suas respectivas
obras. A febre da escola italiana....
A
genialidade de Jack Bruce, Jaco Pastorious, Paco de Lucia, Duanne
Allman, Miles Davis e Jim Morrison, o louco de plantão ?
A
pegada bluesy de Rory Gallagher e Eric Clapton, sendo o primeiro
muito melhor enquanto que o segundo ironicamente obteve maior
reconhecimento, além de Jhonny Winter e Stevie Ray Vaughan. O
Southern Rock do Lynyrd Skynyrd, Allman Brothers e similares. O
som latino de Santana que revelou o batera Mike Shrive eoguitarrista
fundador do Journey, Neal Schon, junto com outro ex Santana, o
tecladista Greg Rollie.
O
peso e delicadeza do Zeppelin de Chumbo? A ingenuidade que se
metamorfoseou em psicodelia elegante do Beatles? A irreverência
genuína e sem qualquer pudor dos Rolling Stones e AC DC? A complexa
simplicidade do Crosby, Stills, Nash & Young, Joni Mitchell e Bob
Dylan ? A criatividade em inovações nunca antes sequer imaginadas
de Weather Report, Traffic, Return to Forever, Pat Metheny e tantos
outros? O som eletrônico de Klaus Schulze e Tangerine Dream? A
sonoridade lisérgica
do
Jefferson Airplane e Grateful Dead? O peso ancestral do
Sabbath, Purple e fundadores deste gênero? A voz da alma em seu
estado de agonia e êxtase de Janis Joplin e Joe Cocker?
Tudo
isso e muito mais está cada vez mais raro atualmente. Na verdade se
ainda existe é porque alguns ainda estão vivos e ativos. Nem
pastiches se ouve nas esquinas. Um deserto criativo e medíocre.
Melhor
botar as barbas de molho e não criar nenhuma expectativa.
Que
as novas gerações fiquem antenadas sim, mas tenham o referencial
dos autênticos e pioneiros ou tudo o que se ouvirá será a mais
nova sensação de efêmeros três minutos de pouca fama, chamada The
Phezes!!! É isso aí...


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